Pedra de Metal

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terça-feira, 20 de março de 2012

LIVE REPORT - Attitude Fest (Mindlock + Switchtense + Seven Stitches + Sortilegiis) - 03-03-2012 @ República da Música


*As minhas desculpas aos Sortilegiis já que quando cheguei já tinham actuado*



Afigurava-se uma noite chuvosa quando chego à República da Música, em Alvalade, devido aos chuviscos que se faziam sentir. Nada que afectasse a noite que se viria a seguir. Entro na República pouco antes dos Seven Stitches começarem a sua actuação. A introdução épica da música “Room” abre as hostilidades. A banda encontra-se a promover o seu primeiro álbum e mais recente lançamento com o sugestivo nome “When the hunter becomes the hunted”. Os Seven Stitches debitaram o seu Thrash/Death Metal de riffs cortantes pontuado por um registo vocal que assume um tom baixo, o que se torna interessante, já que não é um registo muito habitual, fazendo lembrar, por vezes, o estilo que Mark “Barney” Greenway dos Napalm Death adoptou em certos momentos da carreira. Actuação poderosa ao qual não será alheia a experiência em palcos internacionais, como por exemplo, a participação no Wacken Open Air na edição do ano passado. A meio da actuação, Xinês, o baterista dos Switchtense, surge em palco para colaborar nos vocais na música “Ultimate Devastation” reforçando ainda mais a ferocidade da música. “Until you get dry” finaliza a grande actuação da banda de Grândola. Foi um dos últimos concertos da banda, pelo menos, no que se refere a este ano, já que Pica, o vocalista, anunciou a interrupção da actividade a nível de concertos para a banda se concentrar no processo de construção do próximo álbum.


Setlist dos Seven Stitches

1. Room
2. From the Sky
3. Sweet Sound of Decadence
4. Face to Face
5. Ultimate Devastation (com a participação de Xinês, baterista dos Switchtense)
6. Until You Get Dry


Os Switchtense começam a sua actuação de forma devastadora com “Second Life” dando lugar a uma actuação muito intensa e enérgica. A banda encontra-se desde o ano passado a promover o seu mais recente longa duração e segundo álbum da carreira “Switchtense”. A “State of Resignation” é dedicada, pelo vocalista da banda, Hugo Andrade, de forma bem-humorada, a Cavaco Silva, essa figura "eterna" da política portuguesa. Na música “The Legacy of Hate” dá-se a entrada de Pica, vocalista dos Seven Stitches, reforçando os vocais e desta forma, “saldava a dívida” para com Xinês, baterista dos Switchtense. Grande concerto demonstrando também a elevada experiência a nível de palco tanto a nível interno como a nível internacional que a banda tem. “Infected blood” finaliza a excelente actuação.


Setlist dos Switchtense

1. Second Life
2. Face Off
3. Into the Words of Chaos
4. Unbreakable
5. State of Resignation
6. Concrete Walls
7. The Legacy of Hate (com a participação de Pica, vocalista dos Seven Stitches)
8. This is Only the Beginning
9. Infected Blood


Os Mindlock entram em força com “Firekiss”. Ao longo da actuação nota-se que o colectivo de Faro tem largos anos de experiência, mais concretamente, desde os anos 90, nestas lides, pelo entrosamento e à vontade demonstrado em palco. A personificação de uma certa angústia e desespero na interpretação de certas músicas por parte do vocalista, Carlos V., é impressionante. Continuam a promover o álbum “Enemy of Silence” de 2010. Desta feita aproveitaram esta actuação para estrear ao vivo uma nova música, “Hellusion”. Na última música do concerto, “(U)Mans”, sobem ao palco dois elementos da audiência, no que parece ter sido uma atitude completamente espontânea e estimulada até pela banda, para se juntarem a esta com a particularidade do elemento mais novo ter a oportunidade de tocar a guitarra de Francisco Aragão, na parte final da música dando ao concerto e a esta noite de festa um final apoteótico e bem merecido.



Setlist dos Mindlock

1. Firekiss
2. Stubborn by Nature
3. Blockage
4. Demons
5. Alcohol Ecstasy
6. Sing like you were dead
7. Hellusion
8. Beneath the underground
9. I am war
10. Manifesto

encore:

11. Unleashed
12. (U)Mans



A noite prosseguiu com o DJ António Freitas ajudando os presentes a recuperarem da "ressaca" deste grande festival.

Uma noite memorável onde se destacou o grande espírito de camaradagem entre as bandas e um óptimo ambiente vivido. Mais uma prova (entre muitas outras) de que as bandas portuguesas estão ao nível do que melhor se faz no Mundo neste estilo musical. A repetir...

domingo, 27 de novembro de 2011

Napalm Death - Data de lançamento de novo álbum anunciada


Os Napalm Death, em vésperas de concerto em Portugal, preparam-se para lançar o seu 14º álbum de estúdio. O lançamento acontecerá dia 27 de Fevereiro a nível mundial e a dia 28 do mesmo mês para o mercado norte-americano, segundo site oficial da banda.

O nome do novo álbum chamar-se-á "Utilitarian" e contará com a colaboração do artista dinamarquês Frode Sylthe, para a ilustração da capa, que colaborou também com os The Haunted sendo autor da ilustração que adorna a capa do álbum "rEVOLVEr".

terça-feira, 22 de novembro de 2011

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

PEDRAGULHO - Hang The Traitor "Hunt For Blood EP"


Já está disponível para venda direta o EP “Hunt For Blood”, o primeiro trabalho de estúdio da banda Hang The Traitor, que o Pedra de Metal teve recentemente o prazer de entrevistar.

O coletivo da Margem Sul já conta com uma rede de fãs invejável para uma banda não assinada, e isto é especialmente claro na Internet, em particular nas redes sociais onde desde sempre os Hang The Traitor estiveram bem representados.

Tratam-se de quatro seminais faixas de um Metal carregado de peso, velocidade mas também ambiente. De facto, no som dos Hang The Traitor cabem (literalmente) influências de Nile a Slipknot, se bem que a principal tendência da banda é claramente o Thrash Metal.

O álbum abre com Massacre, uma faixa que a que a audiência da banda já está habituada, pois é daquelas que está quase sempre incluída no set. Uma faixa que serve como microcosmos do som dos Hang The Traitor, começando com melodias ambientais que criam caminho para a violência que se segue.

“Destrói” é o primeiro single da banda, que já tem videoclip oficial disponível desde 2010. É o único original dos Hang The Traitor com letra em português e certamente uma das suas faixas mais avassaladoras, ideal para animar o pit.

Segue-se Rotten, uma faixa rápida e cheia de Groove que também costuma constar regularmente das atuações ao vivo, e que mais uma vez torna óbvias as influências de Thrash dos Hang The Traitor.

A faixa Hallucinate foi a escolhida para fechar este primeiro trabalho. Trata-se de um tema diverso que tal como Massacre começa com um ambiente melódico que esconde por trás um peso deveras contagiante.

Nos próximos tempos vamos voltar a estrada onde certamente re-encontraremos os Hang The Traitor, para vos trazer novos vídeos, reportagens e notícias deste genial coletivo.

Até lá visitem uma das várias páginas das bandas nas redes sociais onde podem adquirir o EP “Hunt For Blood” ou a primeira T-shirt oficial da banda.

domingo, 25 de setembro de 2011

Napalm Death - Gravação ultimada e renovação de contrato



Segundo site oficial dos Napalm Death, a banda está neste momento a ultimar a gravação do seu 14º album de estúdio ainda sem nome definido.


Para além disto, a Century Media propôs a renovação de contrato a qual foi aceite com o vocalista Mark "Barney" Greenway a afirmar que era importante para os Napalm Death continuarem numa editora independente afirmando que a Century Media provou com o seu entusiasmo e atenção que era o sítio indicado para a banda estar.


Os Napalm Death estão neste momento em digressão pela Europa de Leste com a maior parte dos seus espectáculos na Rússia que se irão prolongar em Outubro em terras canadianas.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

LIVE REPORT - Shadowsphere + Martelo Negro @ Transmission Bar, Lisboa, 27-05-2011

Na passada sexta-feira dia 27-05-2011 o Transmission Bar em Lisboa recebeu os Martelo Negro e os Shadowsphere para uma excelente actuação, que fez um bom "showcase" de algum do melhor Metal que se faz no Seixal por estes tempos.

Fui cobrir o evento para o Pedra de Metal e pela primeira vez vi o palco do Transmission, pois não ia ao espaço desde que se chamava Disorder. Mas essencialmente fora o palco está tudo na mesma, e o espaço que já era genial está agora aproveitado ao máximo. A acústica do local não é a melhor que já ouvi em bar mas também há sítios bem piores.



Os Martelo Negro são uma banda com um som bem apelativo e diverso, que surge de uma base Black/Death Metal mas à qual se adiciona Thrash e até alguns elementos de Crust, não fosse um dos guitarristas membro de Namek.



O ambiente do Transmission foi ideal para o som da banda - sombrio, pesado e aliciante. Quase todos os temas da banda têm títulos em português, mas há algumas excepções, como a faixa Winds Of Carrion, que foi várias vezes pedida pelos fãs antes do final.



Seguiram-se os Shadowsphere, que de espectáculo para espectáculo têm a nova formação mais coesa e continuam a apresentar não só as faixas de "Hellbound Heart" e "Darklands" mais ainda dois novos temas que já têm prontos para o novo álbum.



Se os Martelo Negro não tinham mostrado muito isso, com os Shadowsphere tornou-se óbvio que o palco do Transmission é pequeno, o que pode trazer sérios problemas às bandas com mais elementos. Uma das faixas a que foi dado maior destaque foi o novo tema Bullet Train, que já tinha tido oportunidade de ouvir no Paio Pires Underground Fest e agora captei pela primeira vez.



Foi uma espectacular actuação que contou ainda com duas covers, Creeping Death dos Metallica e Fuck Like A Beast dos W.A.S.P. que já tinha captado ehttp://www.blogger.com/img/blank.gifm Paio Pires. Vamos continuar a acompanhar a banda e trazer-vos as novidades do trabalha que estão a preparar. Mas até lá aproveitem ainda para ver o vídeo da nova faixa Sworn Enemy captado em Paio Pires.



E aproveitem para ler a entrevista que me foi dada pelo fundador da banda, o guitarrista Luis Goulão. Como sempre, os vídeos estão no canal Sons Subterrâneos.

terça-feira, 31 de maio de 2011

LIVE REPORT - Pestilence + Killem + Concealed + Blacksunrise @ Side B, 28-05-2011

Portugal teve o previlégio de ser dos países a receber os holandeses Pestilence, lendas renascidas do Death Metal , que apresentaram nesta digressão o álbum "Doctrine".

A responsável pelo evento foi a Notre Dame Productions e o local escolhido foi o já incontornável Side B em Benavente. Dado a minha paixão pelo género não podia deixar de estar presente para cobrir o evento para o Pedra de Metal.

Os sevilhanos Killem acompanharam os holandeses na perna ibérica desta tour, e em Portugal a abertura ficou a cargo dos Concealment e Blacksunrise.



A banda de Death Melódico lisboeta Blacksunrise abriu a noite, e aproveitou esta data espacial para se focar unicamente nos temas do seu novo álbum, "Oceanic", que o Pedras vos vai dar brevemente a conhecer em maior profundidade.



Já os tinha visto na festa de lançamento do seu álbum e do dos Grog, mas devo dizer que desta vez conseguiram surpreender-me ainda mais, talvez devido à adrenalina que tocar para uma banda estrangeira de renome traz.



Seguiram-se os Concealment, que traziam na bagagem o álbum novo "Phenakism" mas que apresentou ainda alguns temas de trabalhos anteriores.



Filipe encarrega-se bem tanto da única guitarra como da voz, mas algo a que ninguém fica indiferente é o baixo - de nove cordas - de Paulo.



A banda de Sintra já vem desde 1999 praticando uma mistura única de Death Metal (alguns diriam Deathcore) com elementos progressivos, experimentais e de outra forma eclécticos.



Os sevilhanos Killem estrearam-se em Portugal e apresentaram os seus dois álbuns repletos de malhas contagiantes. A banda já foi um quinteto mas está neste momento reduzida a quarteto. Não que se note, visto que se safaram tão bem que conseguiram inclusive fazer uma cover eficaz de Overactive Imagination dos Death com apenas uma guitarra.



O som da banda pode ser descrito como um Thrash/Death Metal com um instrumental fortíssimo, não querendo com isto dizer que Alex não tenha voz ou carisma de frontman, muito pelo contrário. Seja como for é sempre bom encontrar boas bandas entre nuestros hermanos, que têm quase tantas dificuldades em se fazer ouvir internacionalmente como nós.



Seguiram-se os Pestilence, que infelizmente não puderam tocar tanto tempo como pessoalmente esperava. A banda conta com um novo (mas bem eficaz) baterista e os membros originais na secção de cordas, com guitarras de oito cordas e um baixo fretless.



A actuação revelou-se uma festa de progressão e expertise, mas os Pestilence nunca foram uma banda para por a técnica acima da musicalidade, e demonstraram no Side B toda essa mestria.



Estiveram representados pelo menos seis dos sete álbuns de estúdio da banda (devo admitir que não consegui perceber se ficou representado o "Malleus Maleficarum") e o público pareceu contente com a selecção, que destacou - obviamente - "Doctrine".



Também foi uma oportunidade para os fãs de Obscura de verem o grande Jeroen no baixo, visto que está neste momento fora da banda germânica devido a esta tour com a sua banda de origem. Foi algo comentado entre o público, e houve quem gritasse Obscura a meio do concerto, o que sinceramente deve ofender o resto da banda.



Devo admitir que fiquei algo desiludido por tocarem apenas uma faixa de "Retribution Macabre". Sei que é um álbum que nunca estaria em destaque nesta altura do campeonato mas penso que não custava nada tocar, por exemplo, uma Horror Detox, e tenho a certeza que o pit ia ao rubro.



No final as opiniões ficaram divididas entre os mais velhos que já tinham oportunidade de ver a banda anteriormente. Enquanto alguns diziam que a banda "já não era a mesma coisa" outros contrastavam com "nunca os vi a tocar tanto" ou quem não desse importância a estas distinções.



Mas opiniões à parte, foi uma excelente noite de sábado com excelentes bandas nacionais e internacionais e, claro, o bom ambiente e estupendas condições do Side B. Esperemos que os holandeses voltem quando tiverem oportunidade de fazer outra tour europeia, e que continuem a lançar bons álbuns pois bandas de Death deste calibre querem-se vivas e bem.

E como sempre, os vídeos estão no canal Sons Subterâneos.

PEDRAGULHO - Hate Eternal "Phoenix Amongst the Ashes"

Não é apenas mais um álbum dos Hate eternal, é provavelmente o seu melhor desde o seminal "King of Kings", que os afirmou como líderes no segmento do Death Metal Brutal e Técnico.



Após terem estado brevemente sobre o formato de quarteto, Erik Rutan e companhia voltam a ser um trio. Na bateria mantem-se Jade Simonneto, cujo estilo começa a ganhar contornos muito próprios, e para o baixo foi recrutado J.J. Hrubovcak, que já tocou nos Monstrosity e actualmente toca ao vivo com os Vile.



Mas como sempre, o cerne do trabalho está na composição das guitarras (sim, porque Rutan grava duas em estúdio e faz uma e meio ao vivo) que desta vez incluem mais melodia e outros contornos experimentais/progressivos. É incerto se este elemento adicional será o suficiente para apelar a novas audiências,

Pois os Hate Eternal continuam a ser uma banda tão extrema como antes. Mas que tornam a música mais apelativa em certos pontos, isso é indiscutível.

São nove faixas mais uma intro que levantam um paralelo interessante: pela velocidade e agressividade é possível comparar a posição dos Hate Eternal na esfera do Death Metal com a posição que os Slayer têm na esfera do Thrash, se bem que com um historial de sucesso radicalmente diferente.



The Eternal Ruler, a faixa de abertura, mostra que apesar de ter interrompido o seu conceito chave (a monarquia soberana) para honrar a morte do baixista Jared Anderson - ex-Morbid Angel e membro fundador dos Hate Eternal juntamente com Rutan - continua a ser "o rei", e já nem precisa de fazer muito para manter o seu trono.

Mas não deixa de ser extremamente interessante esta alteração na temática, nem que tenha sido apenas por um álbum. Como que um Gilgamesh moderno, o rei Rutan soube chorar a morte do seu Enkidu, surgindo agora como uma fénix que das cinzas se levanta para procurar a sua própria imortalidade.

O álbum prossegue com malhas como Thorns of Acacia, assente num forte ritmo de marcha que mistura extremismo e melodia. Haunting Abound foi a faixa utilizada pra apresentar o álbum na Internet antes do seu lançamento, trata-se de uma espécie de single de que poderão gostar mesmo os que não conhecem a banda.



Phoenix Amongst the Ashes, que revela o lado mais suave de Rutan, também se destaca como faixa forte. Mas o mesmo acontece com Hatesworn, onde Rutan volta a mostrar porque é que (independente das mortes e ressurreições) o ódio é eterno.

Deathveil e Lake Ablaze não são fillers, aliás são muito boas faixas, mas quase que pecam por não se conseguirem destacar tanto quanto as demais na minha opinião. Em The art of Redemption fica patente a vontade de Rutan em expandir o som da banda para além da "simples" técnica e extremismo.

The Fire Of Resurrection fecha o álbum e mostra os Hate Eternal num novo lume, com uma combinação de ritmos, melodias e um solo que destaca esta faixa não só dentro do álbum, mas também na carreira da banda em geral.

É sem dúvida um trabalho seminal que ficará na história do Death Brutal e que é sério candidato a álbum de Death Metal do ano, apesar de haver forte e abundante concorrência.

Gostava de agradecer pessoalmente e em nome do Pedra de Metal ao Erik Rutan que tive o prazer de finalmente conhecer e que me aprovou esta review.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

ENTREVISTA - Gates Of Hell


Detentores de um estilo fortíssimo classicável entre o Death, o Thrash e o Groove, os portuenses Gates Of Hell são cada vez mais um nome sonante do panorama nacional, especialmente na região Norte, onde normalmente operam mais. Depois de um PEDRAGULHO ao EP "Shadows of the Dark Ages" e um LIVE REPORT a um concerto que a banda deu recentemente no Hard Club, o Pedra de Metal foi falar com o guitarrista Filipe Afonso para perceber melhor quem são os Gates Of Hell, e o que os fãs podem esperar da banda nos próximos tempos.

PdM – Os membros dos Gates of Hell são todos do Porto? São naturais ou mudaram-se para lá?

Filipe - Somos todos naturais do Porto e arredores. Apesar de não morarmos no centro da cidade, estamos perto uns dos outros, o que facilita bastante os ensaios e concertos.

O facto de morarmos no Grande Porto proporcionou o nosso encontro e assim a elaboração deste projecto. Inicialmente, a banda foi construída por um grupo de amigos, eu, Filipe, o Pedro, meu irmão, o Afonso, os quais se mantêm até à data, entre outros.

Mais tarde, entra o Zé, vocalista, tendo sido a partir desse momento que nos tornamos mais sólidos como grupo e banda. No final do ano passado deu entrada na banda o actual baixista, o João.

PdM – Como é que os Gates of Hell se descrevem enquanto banda, e como é que caracterizam a vossa sonoridade?

Filipe - Modéstia à parte, somos bem-dispostos e simpáticos! (risos...). Acima de tudo, somos um grupo unido, gostamos de trabalhar juntos e temos objectivos comuns. Contudo, temos os nossos desentendimentos e discordâncias, que na nossa opinião, são importantes para o processo de crescimento e evolução da banda, fortalecendo também a nossa união.

Consideramo-nos uma banda sociável, temos uma boa relação com as restantes bandas do meio, pois, para além de gostarmos de actuar em palco, também prezamos muito pelo convívio que se gera em torno dos eventos. Até à data, já travamos boas amizades e conhecemos um vasto número de pessoas pelo país fora.



Quanto à sonoridade da banda, ainda é difícil de definir, pois não nos queremos comprometer com apenas um estilo específico. O facto de aliarmos na nossa música vários estilos, conseguimos alargar o nosso público-alvo. Contudo, com o passar dos anos as influências vão ganhando forma e começamos por modificar a nossa maneira de tocar e de expor as nossas ideias na música.

Quando elaboramos a DEMO, a banda estava ainda numa fase embrionária e nessa altura apresentamos uma sonoridade mais ligada ao “thrash”, mas à medida que fomos compondo novos temas sentimos a necessidade de evoluir o nosso som para um nível superior, com outro tipo de “riffs” e ideias, o que modificou notoriamente a sonoridade, ligando-nos mais ao género “death metal”. A junção dos dois estilos dá-nos alguma liberdade no momento de compôr as músicas, o que na nossa opinião, é bastante positivo, pois agrada-nos fazer e ouvir temas com um “toque” diferente.

PdM – Pensam que o vosso som já está definido ou será que ainda está num processo de evolução inicial?

Filipe - Consideramo-nos um pouco ambiciosos no que respeita ao melhoramento da banda, querendo sempre mais e melhor. Por isso tentamos fazer uma introspecção da nossa caminhada até então, de forma a aprender e crescer com todos os bons e maus momentos e assim conseguirmos melhorar o nosso desempenho.



Assim sendo, gostamos de pensar que ainda não chegamos ao som que realmente desejamos, até porque é isso que nos dá motivação e vontade de ir mais além.
De qualquer forma, como já tocamos juntos à algum tempo, temos uma linha de guia comum que agrada a todos os elementos, mas é normal que a banda procure algo diferente na elaboração dos trabalhos que se seguem para não criar repetição. Por exemplo, as músicas que elaboramos após a apresentação do nosso primeiro EP, “Shadows of the Dark Ages”, e depois das várias experiências pelos palcos de todo o país, estão mais maduras, completas e com uma construção musical mais complexa.

PdM – Já tocaram dentro e fora do Porto com bandas de variados géneros. Quais acham que são os vossos “peers” (iguais, pares) no Porto e em Portugal?

Filipe - É verdade que temos actuado um pouco por todo o país com bandas bastante distintas, relativamente a género e estilo. Mas consideramos isso como óptimas experiências, pois vamos descobrindo bandas com as quais nos identificamos e que se tornam influentes para o nosso trabalho. Podemos nomear, por exemplo, Echidna, Pitch Black, Switchtense, e Damnull, entre outros, principalmente como as nossas influências nacionais e não como nossos “peers”, pois temos a noção que ainda temos muito a aprender.

PdM – Contavam anteriormente com uma demo e um rehersal, mas agora levam na mala a EP “Shadows of the Dark Ages” para onde vão. De que maneiras é possível adquirir esta EP?

Filipe - No início do projecto, gravamos um ensaio com temas originais do momento, para mostrarmos o nosso trabalho e promovermos a banda. Esse ensaio foi captado nos SVStudios, pelo Paulo Lopes.

Mais tarde, depois de alguma experiência em palco e melhorias nas nossas músicas, sentimos a necessidade de ter algo mais profissional e foi nessa altura que resolvemos regressar ao mesmo estúdio e saímos de lá com a EP “Shadows of the Dark Ages”. Foi uma experiência bastante agradável e enriquecedora e o produto final foi de encontro com as nossas expectativas.

Neste momento, um dos nossos objectivos é a gravação de um LP, para o qual já estamos a trabalhar, compondo músicas que definem bem a banda que somos actualmente.
A nossa EP pode ser encontrada nomeadamente através da internet, em sites como “iTunes”, “MySpace”, “Facebook” e pelo nosso email (gatesofhellband666@gmail.com). Nos nossos concertos também temos disponíveis EP's para venda, assim como t-shirts oficiais da banda.



PdM – E será que já há novo material? Se sim, é algo que faça parte do vosso setlist actual?

Filipe - Sim, de facto já temos alguns temas novos que, ultimamente, estão incluídos nos nossos concertos. Para além desses temas, temos também novas ideias e música que ainda estão a ser trabalhadas.

Como a opinião do público é importante para nós, preferimos dar a conhecer as nossas novas músicas ao vivo, antes de passarmos à gravação das mesmas. Desta forma, obtemos uma prévia reacção do público às novas músicas, podendo posteriormente aperfeiçoá-las. Até ao momento a adesão e críticas têm sido positivas, no geral.

PdM – Qual vai ser o próximo passo dos Gates of Hell? Há um novo lançamento no horizonte ou outras novidades semelhantes?

Filipe - Como já referimos anteriormente, estamos, neste momento, a trabalhar na composição de vários temas, para que, posteriormente, façam parte do nosso trabalho de longa duração.

Para quem não sabe, a história da nossa EP vai de encontro com uma lenda dos Maias que descreve o fim do mundo no ano 2012. Sendo assim, acreditamos que tem toda a lógica que esse ano seja o escolhido para a gravação do nosso próximo trabalho.



PdM – Como descreveriam o Underground do Porto e do Norte face há dez anos atrás? Há condições para as bandas locais?

Filipe - O Underground português teve uma grande evolução nos últimos dez anos.
Actualmente, as ferramentas para promover qualquer projecto, tanto a nível musical como empresarial, são imensas. Por exemplo, as redes sociais, como “Myspace”, “Facebook” e afins, vieram trazer novos ares à música e arte em geral. Surgiram os “blogs”, “sites” e “webzines”, entre outros, que possibilitam a autopromoção de grupos, bandas musicais, eventos, etc.

No que respeita à música, na nossa opinião foi fundamental a união nos últimos tempos do Underground a estas tecnologias, pois tornou-se extremamente acessível promover um trabalho musical ou um evento através deste tipo de meios.



Quanto às condições para as bandas na zona Norte, julgamos que deveria haver um maior incentivo por parte das Câmaras Municipais ou Juntas de Freguesia, pois se não houver perseverança e persistência da nossa parte, não conseguimos desenvolver o nosso trabalho e muito menos promovê-lo. Por exemplo, neste momento os nossos ensaios decorrem numa pequena sala alugada por nós e outra banda de amigos, no antigo Centro Comercial STOP, localizado no Porto. Como é um espaço que não está insonorizado, os responsáveis do Estado preferem encerrar o espaço a melhorar as suas condições. Contudo, com persuasão e persistência da associação de músicos do “STOP”, foi possível manter o espaço aberto com a condicionante de que seriamos “nós” que resolveríamos os problemas de insonorização.

PdM – É possível ver-vos ao vivo um pouco por todo o país e já marcaram presença no Side B em Benavente mas não é comum virem regularmente à capital e arredores (nomeadamente à Margem Sul do Tejo). É um problema de custos ou falta de oportunidades?

Filipe - De facto as deslocações ao Sul do país são menos frequentes do que as que gostaríamos. Naturalmente que a questão de custos é sempre um factor tido em consideração, até porque, hoje em dia, as deslocações no nosso país não são propriamente baratas.

De qualquer forma, apesar de os convites para actuar no Sul do país surgirem em menor número, admitimos que a maioria das vezes ponderamos essas propostas por questões financeiras. Contudo, isso não implica que uma vez por outra aceitemos actuar nessa zona do país, pois é uma mais-valia para a nossa banda, visto o nosso trabalho estar menos divulgado na zona Sul e porque para nós é sempre um enorme prazer actuar em qualquer cantinho de Portugal.



PdM – Entre trabalho e/ ou estudos, outros projectos musicais e vida social, como arranjam tempo para manter os Gates of Hell activos?
Quando fazemos por gosto, há sempre tempo. É natural que nem sempre seja fácil conciliar os nossos horários mas com esforço e dedicação conseguimo-nos juntar todas as semanas para ensaiar.


Filipe - Também gostamos muito de conviver, por isso os ensaios e concertos são os momentos em que aproveitamos para estar juntos e partilharmos experiências.
Levamos muito a sério este projecto musical que criamos e mesmo com outras actividades, projectos e afazeres pessoais, temos sempre presente os objectivos da banda.

PdM – Que recomendações fariam aos fãs que quiserem acompanhar a banda de perto e ajudá-la a crescer?

Filipe - Somos uma banda que gosta de conviver com o público e de estar em palco e é essa a energia que queremos transmitir nos nossos concertos. O melhor apoio que nos podem dar é estarem presentes nos eventos em que participamos e se possível contribuírem para um bom espectáculo. É esse o nosso espírito nos concertos, divertir quem está a assistir, de forma a também nos divertirmos.
O acompanhamento da nossa banda pode ser feito através do “Facebook” e “Myspace”, onde podem encontrar novidades, vídeos, cartazes, reviews, concertos, fotografias, etc.



PdM – Já foram contactados ou têm perspectivas de vir a ter alguma relação profissional com uma chancela?

Filipe - Já fomos contactados por várias editoras, mas ainda não decidimos aceitar um compromisso com nenhuma delas.

De qualquer forma, nesta fase não é nosso objectivo principal celebrar um contrato com uma editora. O que queremos fazer, antes de mais, é criar um trabalho que nos deixe satisfeitos por completo, e caso nessa altura alguma editora gostar do nosso desempenho, temos todo gosto em negociar.



PdM – Muito obrigado por nos darem esta entrevista e colaborarem com o Pedra de Metal, boa sorte com a promoção da EP e os concertos que forem aparecendo.

Filipe - Obrigado, nós, pela entrevista. Foi um prazer fazer parte do vosso projecto.

Um grande abraço para ti e para os restantes colaboradores, votos de muito sucesso para o Pedra de Metal e parabéns por apoiarem o metal nacional, pois são projectos como os vossos que nos ajudam a ser alguém. Até breve...

domingo, 15 de maio de 2011

VADER - 4 Studio Reports de "Welcome To the Morbid Reich"

Palavras para quê? Vem aí novo álbum dos polacos Vader, "Welcome To the Morbid Reich", e para os que não podem esperar o Pedras compilou todos os studio reports que a banda lançou até ao momento para o vosso deleite.







LIVE REPORT - Grog + Blacksunrise + Alchemist @ Rock & Shots, Cascais, 12-5-2011

O Pedra de Metal foi assistir à festa de lançamento dos novos álbuns de Grog ("Scooping the Cranial Insides") e Blacksunrise ("Oceanic") com apoio dos Alchemist ao Rock & Shots (antigo Lótus Bar) em Cascaus e foi sem dúvida uma quinta-feira para lembrar.

Uma entrada de meramente 3 euros e ainda se oferceram CDs a cada dez entradas. Não há crise que faça disto menos de que um excelente negócio. Ainda para mais tanto os Grog como os Blacksunrise tinham disponíveis packs de CD + Tshirt a preços bastante apelativos. No entanto, e para infelicidade de muitos dos presentes, os Grog não conseguiram ainda ter disponível o álbum "Scooping The Cranial Insides", numa falha que só pode ser atribuida à empresa responsável pelo fabrico do CD.



A abertura da noite quente e abafada ficou a cargo dos Alchemist, banda de Black & Roll composta por um membro de Mourning Lenore, um de Theriomorphic e um de Utopium. Já tinha tido o prazer de os ver tocar na Passagem de Ano 2010/2011 no Metalpoint, no Porto, mas certamente soube bem apreciar de novo, desta vez sem álcool no sistema (tanto eu como eles).



Ao peso e feeling the Black Metal puro da banda junta-se um ritmo diverso (daí o Roll) e ainda floreados nas guitarras que ajudam a tornar a música apreciável mesmo àqueles que nunca gostariam de uma banda de Black.



Seguiram-se os Blacksunrise, que passados mais de 5 anos se tornaram muito mais do que "putos de 19 anos que tocam uma cover de At The Gates", aliás, cover nem ouvi-la, para quem não tem prestado atenção, os lisboetas já contam com três álbuns de estúdio e não podem ser julgados por um "gimmick" do seus primeiros tempos.



Em destaque estiveram faixas do novo albúm "Oceanic" (disponível através da chancela Raging Planet) como "Crowning Neptune's Wrath", "Adamastor" e "Asgard Dies" entre outras. O mais recente vocalista da banda é carismático para além de eificiente, e o nível técnico da banda parece ter recentemente dado um enorme salto.



Mas claro, houve lugar para algumas faixas de "Azrael" e "Engulf the World In Frozen Flames", e o público de facto ficou triste da banda abandonar o palco sem tocar mais.



"Oceanic" é um lançamento com muito valor, que o Pedras vou vai dar a conhecer melhor em PEDRAGULHO brevemente, assim como os Blacksunrise, a quem vamos fazer uma entrevista.



E a fechar a noite tocaram os Grog, num concerto cheio de energia e participações por parte do público com uma qualidade de som incrível, especialmente e considerarmos que se trata de uma banda de Death/Grindcore bem extrema.



A primeira parte do concerto tratou-se da apresentação dos temas do novo álbum, "Scooping the Cranial Insides" e a segunda debruçou-se sobre os diversos trabalhos que a banda de Oeiras vem fazendo nas últimas duas décadas.



Tanto Alexandre Ribeiro (baixista dos Grog) como Luis Santos dos Blacksunrise (que é seu aluno) aplicaram baixos fretless e uma capacidade técnica incrível que me soube particularmente bem e que acho que enriquece muito o som das duas bandas, com destaque para os Grog, que com este "lead bass" ganham outra profundidade que normalmente as bandas de Grind não têm, por melhores que sejam.



Claro que também é importante destacar a boa onda e carisma de Pedro Pedra, vocalista de Grog e amigo do Pedra de Metal há já algum tempo, que soube puxar pelo (e entreter) o público, distribuir comentários com bastante humor e não se deixou fazer parar pelas estúpidas e repetitivas interrupções que um telemóvel parecia estar a causar, mas que eventualmente desapareceram por completo.



De facto, os Grog aplicam muito mais técnica em todos os intrumentos do que é comum no Grind mais pornográfico/gore, que é o que praticam, mas nunca esquecendo a musicalidade necessária para tornar as músicas apelativas e cheias de energia.



Para além dos vídeos que aqui apresentamos dos Grog há mais no canal Sons Subterrâneos e ainda falta fazer o upload de dois por isso aproveitem para apreciar mais de metade do concerto online.



Estejam atentos ao PEDRAGULHO que publicaremos em breve sobre o novo trabalho dos Grog, e aproveitem para ler a nossa entrevista com a banda.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

LIVE REPORT - Hate Eternal + Obscura + Beneath the Massacre + Defiled @ Revolver Bar, Cacilhas, 08-05-2011

Quem esperava uma tarde e noite da mais pura violência, brutalidade e técnica ficou sem dúvida satisfeito. A Xuxa Jurássica trouxe a Lisboa quatro bandas de Death Metal internacionais de três continentes diferentes, e o resultado agradou aos presentes, assim como às bandas.

O local escolhido inicialmente para este evento foi o Cine-teatro de Corroios, mas qual não foi a surpresa de muitos quando descobriram, em cima da hora ou mesmo no próprio dia, que o concerto afinal se ia realizar no Revolver Bar em Cacilhas.

Mas, se inicialmente o ambiente no Revolver era negativa quanto à mudança de cenário, o mesmo não se podia dizer no fim da noite. É que este pequeno (e algo deficiente espaço) com a sua mística de Undeground puro, junto a estas tremendas bandas e o ambiente do público gerou uma festa de Death Metal como vi poucas até hoje.



Por volta das seis e meia da tarde as portas abriram e pudemos assistir ao concerto dos japoneses Defiled, que vieram pela primeira vez à Europa. A banda presenteou-nos com um Death Técnico/Brutal violentíssimo mas apelativo, que se destaca por uma secção rítmica fantástica e uma guitarra diferente e original, não fossem os japoneses mestres do seu próprio estilo de composição.



A banda mostrou algumas dificuldades em comunicar em inglês, mas não abandonou o palco sem um discurso do guitarrista, o qual realçou que era um sonho para a banda estar pela primeira vez em Portugal, citando a relação histórica entre os nossos países. A banda praticou o seu Death Brutal/Técnico na perfeição e teve disponível o seu novo álbum "In Crisis", da chancela Season of Mist.



Seguiram-se os canadianos Beneath the Massacre, uma daquelas bandas que faz realmente juz ao nome Deathcore, pois mistura o feeling e energia do hardcore com composições típicas de uma banda de Death.



Mais uma vez o conjunto estava forte, e o destaque vai para o guitarrista - altamente técnico - assim como o baixista e vocalista, que mostraram em palco uma energia incrível.



A banda trouxe na mala 4 lançamentos, entre eles o EP Marée Noire de 2010, e tocaram faixas como Society's Disposable Son ou The Casket You Sleep In, que pareceriam já ser conhecidas do público pela reacção que geraram.



Seguiram-se os Obscura, que provavelmente teriam sido considerados a banda da noite se houvesse um inquérito à saída. Os alemães vieram sem o baixista Jeroen Paul Thesseling (dos holandeses Pestilence) mas acompanhados de um susbtituto mais que eficaz, se bem que sem o fretless bass que tantos esperavam ver e ouvir.



A banda comentou após o concerto que ficou surpreendida com a resposta e (se bem que estas declarações são sempre algo duvidáveis) classificou a diminuta audiência de "a melhor até agora" assegurando a vontade da banda de voltar em breve.



E esperemos que sim, pois pela primeira vez testemunhei - e participei claro - em cânticos à la jogo de futebol que acompanhavam as melodias de guitarra de uma banda de Death tão "extrema".



E a noite não estaria completa sem a subida ao palco de Erik Rutan, fundador e mentor dos Hate Eternal, assim como ex-guitarrista de Morbid Angel creditado entre os álbuns "Blessed Are the Sick" e "Gateways to Annihilation". A potência da sua voz e guitarra contrasta com uma pessoa que fora do palco aparenta ser tímida e humilde, algo que sinceramente não esperava de uma lenda viva do Death über-Brutal.



A banda pre-lançou em Portugal o seu novo álbum, que esteve disponível em três países europeus dias antes, mas que foi lançado para toda a Europa na segunda-feira. O novo trabalho retém toda a incessante brutalidade e técnica de Rutan, mas adiciona-lhe outros elementos que tornam a música mais complexa, apelativa e apreciável.



Os fãs de Hate Eternal tiveram o que esperavam: um Rutan no auge, a tocar guitarra como se a mesma se tratasse de uma extensão do seu corpo, e uma voz arrasadora sem muitos rivais no espectro mais extremo do Death Metal. Aliás, poucos serão os vocalistas que não falam mas sim continuam a fazer growl entre as músicas, levando muitos a dizer "não percebo nada" e outros a responder "duh, é Hate Eternal, é suposto ser assim".

Claro que os Hate Eternal "são" o Erik Rutan, mas é de louvar a formação que actualmente o acompanha; Jade Simonetto na bateria e no baixo J.J. Hrubovcak, veterano que já passou pelos Monstrosity, os Mourning e que toca actualmente ao vivo com os Vile. É possivelmente a formação mais forte dos Hate Eternal, a qual esperamos que regresse em breve a terras lusas.

O Pedras tem confirmados e aprovados pelas bandas PEDRAGULHOS ao álbum "Phoenix Amongst the Ashes" dos Hate Eternal, "Omnivium" dos Obscura e "In Crisis" dos Defiled. Estamos ainda em contacto com as respectivas editoras para assegurarmos o maior número possível de entrevistas a estas quatro excelentes bandas, e em breve divulgaremos mais informações.

terça-feira, 10 de maio de 2011

SWITCHTENSE + THE SPITEFUL + GORDO @ In Live, Moita, 14-05-2011

É já este sábado dia 14 de Maio que os Switchtense apresentam em casa o seu novo álbum, no In Live café da Moita.

O novo trabalho já está disponível através da Rastilho Records e foi apresentado no Metalpoint, no Porto, no passado sábado.

Vamos poder contar no dia 14 com actuações dos The Spiteful e ainda dos espanhóis Gordo.

O concerto começa às 22:30 e o bilhete custa 5 euros, mas por 12 euros levam o novo álbum dos Switchtense, que a 7 euros é uma pechincha que vale bem a pena.

Shadowsphere + Martelo Negro @ Transmission, Lisboa, 27-05-2011


No dia 27 de Maio (sexta-feira) os Shadowsphere vão tomar de assalto o Transmission em Lisboa, acompanhados dos lisboetas Martelo Negro.



Será mais uma oportunidade de ver ao vivo a nova formação dos Shadowsphere, assim como ouvir novas faixas do álbum em que a banda está actualmente a compor. A banda de Death Metal Melódico, que já viu um dos seus álbums misturado pelo mestre Dan Swanö - vocalista e mentor dos Edge of Sanity, fundador dos Bloodbath, etc... - está a mudar o seu som para melhor, como o fundador Luis Goulão disse recentemente ao Pedras em entrevista.



Não conheço em particular os Martelo Negro ou o seu Death/Black Metal, mas esta será uma excelente oportunidade para ficar a conhecer melhor tanto a sonoridade como a banda, que vos apresentaremos aqui em data posterior.

A entrada começa às 22 e o preço é 7 euros. Aproveitem para vir os fãs de Shadowsphere na capital e todos aqueles que ainda têm esperança de encontrar os lançamentos originais da banda, pois alguns deles começam a escassear.

O Pedra de Metal fará por estar presente nesta data, por isso aguardem os vídeos ao vivo a que já vos acostumámos no Sons Subterrâneos.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

PEDRAGULHO - Hate In Flesh "Wondering Through Despair"

Em anos recentes o Underground português tem sido inundado de boas bandas, boas composições e bons lançamentos. A nossa mentalidade (retrógrada por sinal) ainda não nos permitiu perceber o quanto o paradigma do Metal português mudou na última década.



Wandering Through Despair”, o primeiro longa-duração dos luso-brasileiros Hate In Flesh, é um perfeito exemplo disto. Este álbum, brincadeiras à parte, merecia ser lançado internacionalmente por uma chancela relevante. É que trata-se duma daquelas sonoridades que consegue agradar muitos fãs de diferentes géneros.

A formação é composta por um português e quatro brasileiros residentes em Portugal. Fui fundada pelo vocalista Maiko Ramos (na altura também baixista) e o guitarrista César Silva, ao qual se juntaram mais tarde o guitarrista Paulo Oliveira e o baterista Euler Morais. A formação estava completa, mas sofreu uma última alteração quando o português Pedro Bastos se ofereceu para tomar conta do baixo.

Após pouco mais de um ano e meio desta formação o resultado está a vista. “Wandering Through Despair” apresenta-nos dez faixas sólidas, consistentes e no entanto variadas, que farão as delícias de fãs de Death Metal, Thrash/Groove Metal, Metalcore e quiçá até outros. O som é difícil de definir num só género, mas cada faixa tem uma tendência própria, pautada pelo estilo próprio dos Hate In Flesh.



O álbum abre com a faixa título, e quem apreciar o estilo de leads melódicos que tanto se tem popularizado na última década certamente gostará. Mas nem só de leads se fazem os Hate In Flesh, aliás, este tipo de leads é uma faceta da sonoridade da banda que os Hate In Flesh ainda podem desenvolver e melhorar.



A segunda malha, Rebirth of Rotten Souls, já assenta muito mais num feeling Thrash com muito ritmo e riffs contagiantes e excelentes para um bom pit. Nesta faixa o destaque vai para César Silva, que prova que apesar da proficiência nessa área não é apenas um simples guitarrista ritmo, e os seus solos mostram isso.



Grinder Machine parece ser a música mais rápida do álbum, com guitarras a rasgar durante quase toda a faixa e uma percussão louvável. Fica também clara no refrão a influência de bandas melódicas.



Seconds to the End mostra mais uma vez que apesar de seguir um tronco comum, o som dos Hate In Flesh tem várias facetas e em nada é repetitivo (exceto nas partes que se querem mesmo ouvir repetidas). O fim da música conta inclusive com um duplo lead fantástico que pela qualidade da composição e produção nos remete para trabalhos internacionais.



Se até aqui já se tinha percebido a sua eficácia, Pedro Bastos usa a faixa My Last War para mostrar como se diferencia de muitos baixistas de Metal, que mais não fazem do que tocar o instrumento como se de uma guitarra se tratasse. http://www.blogger.com/img/blank.gif



Foi também esta faixa que Euler Morais aproveitou no Hate In Fest para fazer um fantástico solo, que podem encontrar no canal Sons Subterrâneos.



Segue-se Hate Me, a faixa que dá o nome à tour em que se encontra atualmente a banda, e que deverá durar até ao final do ano à medida que mais datas forem surgindo para promover o álbum. Um claro “single”, é uma faixa que consegue provavelmente reunir gostos diferentes mais do que outras do álbum.

Riffs cavalgados a remeter mais uma vez para o Thrash abrem a faixa Lost, que espanta pela forma como avança progressivamente até um final pautado por fantásticas linhas de guitarra. É uma faixa segura, que infelizmente os Hate In Flesh não tocam quando são obrigados a reduzir o seu set.



Segue-se Trigger, possivelmente a faixa mais calma do álbum, mas não precisam de ter medo pois é carregada de peso, e é lá para o meio que entra a melodia, com Maiko Ramos a fugir à sua normal voz agressiva e fazer um spoken word, antes da música começar a "aquecer" de novo.



A penúltima faixa, Memories, deve ser certamente uma das favoritas do Pedro. Para além do destaque que o baixo tem na faixa, ele gosta de puxar pelo público quando começa a tocar esta ao vivo, e no Hate In Fest fez antes da faixa um pequeno discurso em que disse que já era um sonho realizado ter lançado este álbum.



O a fechar o álbum temos Dead Man, a mais sombria de todas as faixas, assim como uma das com mais técnica. Apesar de um ritmo lento na maior parte da música, Euler não poupa o pedal duplo, e depois dos solos até ao fim é sempre a abrir.

Tenho acompanhado este quinteto desde pouco antes de lançarem este álbum e já tive o prazer de os ver tocar várias vezes, incluindo duas datas nas quais anunciaram o lançamento do álbum, e posso garantir que os Hate In Flesh conseguem ser ainda melhores ao vivo.

Mas não deixo de recomendar o álbum a todos, e recomendar que ouçam já aqui no Pedra de Metal a faixa “Wondering Through Despair”, disponível no nosso player, que está à direita. Acho que se trata de um sério candidato a álbum português do ano, e muito dificilmente não ficará no meu top.

Aproveitem para conferir as datas da Hate Me Tour para saber onde podem ver este quinteto revelação, mas tenham em atenção que ainda vão ser adicionadas muitas mais datas até ao final do ano, por isso estejam atentos ao Facebook e MySpace da banda.

LACOBRIGA CHECK SOUND - The Murder Case + Prayers of Sanity + Cursed Disciples, 14 de Maio, Lagos



Na sexata-feira dia 14 de Maio Lagos vai vibrar com a música dos The Murder Case, Prayers of Sanity e ainda Cursed Disciples.

Para saber mais sobre o evento e aceder a todos os dados das bandas basta visitarem a página do evento no Facebook.

UNDERFEST WARM-UP IV - Annihilation + Hands Of Guilt + Bellika + Karunniru @ Metalpoint, Porto, 21 de Maio

segunda-feira, 2 de maio de 2011

REPORTAGEM - Na sala de ensaios com os Hate In Flesh - Parte II



Estão desde hoje disponíveis no canal Sons Subterrâneos mais quatro faixas dos Hate In Flesh na sala de ensaios na qual receberam o Pedra de Metal em Abril.



Os luso-brasileiros são uma banda de amigos com uma química do melhor, como aliás Maiko Ramos já tinha deixado claro na entrevista com o Pedras, e essa química é visível tanto nos concertos como na sala de ensaios.



Quem quiser ficar a conhecer melhor os Hate In Flesh pode passar no MySpace da banda, onde já está disponível o primeiro lançamento da banda, o álbum "Wondering Through Despair", cuja faixa título podem encontrar no nosso player à direita.



E claro, confiram as datas da Hate Me Tour para saber onde podem ver os Hate In Flesh, que até ao final do ano levarão "Wondering Through Despair" a todos os cantos de Portugal e quiçá mais além.

sábado, 23 de abril de 2011

PASSATEMPO - Ganha uma Entrada+CD para o lançamento dos Hate In Flesh


E finalmente está disponível o passatempo dos Hate In Flesh em colaboração com o Pedra de Metal. Vamos oferecer uma entrada (com CD) para a Hate In Fest, festa de lançamento do álbum "Wandering Through Despair", a realizar-se dia 30 no Rovolver Bar em Cacilhas.



O que fazer para participar:

No nosso player e no MySpace dos Hate In Flesh podem encontrar para audição a faixa "Wandering Through Despair" que é também o título do álbum de lançamento dos luso-brasileiros.

Basta ouvirem essa faixa e nos dizerem que imagens, conceitos ou significados vos invoca. Não se preocupem em imitar a banda mas sim em elaborar o conceito com as vossas próprias palavras.
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Como participar:

Enviem as respostas para o email camonteiro1985@gmail.com ou se tiverem Facebook podem fazer a participação na vossa página pessoal ou mesmo na do Pedra de Metal, mas lembrem-se, têm de fazer dois tags no post (@Pedra de Metal e @HATE IN FLESH) para que os possamos encontrar.

Aceitam-se participações até a quinta-feira dia 28 de Abril e o vencedor será anunciado na sexta-feira dia 29. O vencedor será escolhido em conjunto pelo Pedra de Metal e os Hate In Flesh. Apesar de não ser o factor decisivo, vamos tomar em conta os "likes" das participações feitas através do Facebook.

Aproveitem ainda para conhecer melhor os Hate In Flesh: leiam a entrevista com Maiko Ramos, vejam os vídeos da reportagem na sala de ensaios e aproveitem para conferir mais datas da Hate Me Tour.

terça-feira, 19 de abril de 2011

ENTREVISTA - Hate In Flesh

Após um mero ano e meio de terem iniciado a banda, os luso-brasileiros Hate In Flesh já têm disponível o seu álbum de lançamento, "Wandering Through Despair". Um excelente trabalho, que mostra que os tempos mudaram em Portugal e já é possível às bandas talentosas e dedicadas aceder a meios que lhes permitem fazer excelentes lançamentos, mesmo sem apoios oficiais.



O Pedra de Metal tem vindo a acompanhar os Hate In Flesh, e publica agora uma entrevista alongada com o vocalista e líder espiritual da banda, Maiko Ramos.

PdM – Como é que se deu o início dos HIF como quarteto? Que actividade teve a banda até o Pedro Bastos se juntar à formação como baixista? Porquê adicionar um quinto elemento nessa altura?

Maiko - Eu e o César já nos conhecíamos antes da banda ser formada, num dia conheci o Paulo a voltar a casa, e de repente já tínhamos 3 membros, Paulo após uma busca incessante nas redes sociais encontramos o Euler, dias depois já estávamos ensaiando, mesmo se conhecendo muito pouco, mas todos tínhamos os mesmos ideais. A entrada do Pedro surgiu após alguns ensaios onde ele nessa altura era apenas expectador, inicialmente eu tocava baixo e vocal, ele no fim acabou se oferecendo para ser o 5 elemento, visto que ser apenas vocalista seria um grande desafio para mim.

PdM – A vossa sonoridade mista é o resultado de diferentes influências ou uma vontade que todos partilharam desde o início? Quais são as vossas principais influências?

Maiko - Nossas musicas contêm fortes influências de toda a escola musical dos membros da banda, visto que cada um tem a sua própia escola, influências como Power Metal, Nu Metal, Death Metal, Hardcore...e toda essa mistura acaba sempre estando presente em nossas músicas, é muito natural a forma com que compomos e conseguimos assim com que todos que escutem nossas musicas consigam sentir esse feeling que mistura consistência e melodia.

PdM – Parecem ser uma banda com uma média de idades muito jovem. Isto é uma vantagem ou desvantagem? Os membros dos Hate In Flesh já tinham alguma experiência prévia?

Maiko – Apesar de sermos novos já todos tínhamos experiência em outras bandas, por isso consideramos também uma vantagem a nossa idade visto que temos também mais garra e tempo para dedicar à banda.

PdM – O nome HATE IN FLESH contrasta com a melodia e diversidade das vossas músicas. Como surgiu o nome, o que representa para vocês?

Maiko – Representa a revolta eminente e o caos interior, como o próprio nome refere. "Ódio na carne"representa metaforicamente o eu interior de cada pessoa, significa que tudo na vida depende da nossa força interior, cabe a cada um de nós decidir o caminho que pretende seguir se é lutar para que realizar seus ideias ou se deixar levar por pensamentos destrutivo que vão então no fim te consumir e fazer com que perca a noção da realidade.

PdM – Onde gravaram “Wandering Through Despair” e quem tratou da produção e mistura?
Maiko – A gravação do álbum foi feita no Brugo Estudio no Lumiar, toda a gravação, produção e masterização foi feita por Hugo Camarinha, no meses de Dezembro e Janeiro.

PdM – A composição e produção de “Wandering Through Despair” foram um processo longo? Contem-nos como nasceu o álbum.
Maiko – A composição do álbum foi acontecendo aos poucos visto que a medida que íamos nos entrosando, as musicas saiam cada vez mais de uma forma natural, demoramos a cerca de um ano para termos as 10 musicas que por sua vez estariam no nosso primeiro álbum.

PdM – Surgiram-vos várias oportunidades de tocar recentemente e assim nasceu a Hate Me Tour, estão preparados para todos estes concertos?
Maiko – Com certeza estamos, sendo que já estávamos sedentos por fazer concertos, depois de um longo ano só em estúdio a produzir as musicas a tour veio mesmo em boa hora, esse ano vamos ficar em cima da divulgação do álbum e aproveitar os frutos de estar em palco e fazendo o que mais gostamos.

PdM – Quem vos tem apoiado ao longo de todo este processo ou tem sido uma jornada 100% independente?
Maiko – Tudo o que fizemos até hoje foi totalmente independente, como sabemos que não existe nenhum tipo de apoio no cenário musical e sem contar que as dificuldades que são imensas, nunca estivemos à espera que alguém nos ajudasse, estamos sempre correndo atrás dos nossos objetivos e tentando nos destacar dentro da cena, no meu ver essa questão se resume a um velho ditado "quem planta colhe".

PdM – Já fizeram contactos ou foram aproximados sobre a possibilidade de terem o vosso álbum editado por uma chancela?
Maiko – Não tivemos nenhum tipo de contacto de editoras ou agências, visto que ainda oficialmente não lançamos o álbum, esse será o nosso próximo passo enviar material para editoras, e esperando assim conquistar um nível mais elevado na cena musical e podendo também propagar nossa musica em outros países e quem sabe um dia realizando o sonho de viver da musica.

PdM – Até quando vão estar disponíveis para concertos, visto que se prevê que a Hate Me Tour ainda venha a aumentar?
Maiko – Esperamos fazer concertos o ano todo, no momento estamos totalmente disponíveis para tocar, visto todo o tempo que estivemos fechados em estúdio deverá ser compensado com muitos concertos durante esse ano.

PdM – Quais foram os concertos que mais curtiram de dar até agora, e com que bandas mais gostaram de partilhar o palco?
Maiko – Todos os concertos realizados até agora foram muito significantes para nós visto que em cada um sempre ouve algum acontecimento que nos marcou por algum motivo "risos". Em relação as bandas todas com que partilhamos o palco sempre respeitaram o nosso trabalho, e esse respeito é reciproco, com o passar do tempo estamos a criar grandes parcerias com grandes bandas como, HANG THE TRAITOR, KARUNIIRU, ANOTHER DAY WILL COME E DARK OATH.

PdM – E lançado o álbum – Seguem-se apenas concertos, festas e promoção ou será que já há algo em agenda (ou planeado) no futuro dos Hate In Flesh?
Maiko – Claro que nesse momento estamos apenas focado na divulgação, mas ao mesmo tempo já estamos a planear conceitos para um próximo álbum, visto que mesmo durante esse ano surgiram mais surpresas que já estão em fase de execução, quem tiver interesse pelo nosso trabalho vão conferindo nosso MysSpace para estar a par de todas as novidades.

PdM – Obrigado por nos darem esta entrevista e colaborarem com o Pedra de Metal, desejamos toda a sorte com os vossos próximos eventos e mal podemos esperar para ter o “Wandering Through Despair” nas mãos para o fazer uma review, é que é um álbum bem acima da média nacional!
Maiko – Agradecemos também ao Pedra de Metal o total apoio que nos estão dando nessa fase de promoção do CD, esperamos contar sempre com essa parceria e logo teremos a oportunidade de ter nossa primeira review feita por vocês estamos muito ansiosos por esse momento, um grande abraço ao Pedra de Metal principalmente ao Carlos Monteiro, que sempre está acompanhando nossa jornada.

Amanhã o Pedras vai publicar as condições do primeiro passatempo em parceria com os Hate In Flesh, para oferta de uma entrada no Hate In Fest no dia 30 de Abril no Revolver Bar e de uma cópia assinada de "Wandering Through Despair", que será também criticado aqui no Pedra de Metal nos próximos tempos.

Cliquem aqui para verificar as próximas datas da Hate Me Tour ou ainda para ver a reportagem que o Pedras publicou após visitar os Hate In Flesh na sala de ensaios.