Pedra de Metal

Mostrar mensagens com a etiqueta Porto. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Porto. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

ENTREVISTA - Equaleft


Os Equaleft são certamente das bandas mais importantes da cena progressiva do Porto, mesmo que por vezes não obtenham da cena nacional a atenção que merecem. Na sequência de um excelente concerto no Hard Club, fui por-me à conversa com Miguel "Inglês", vocalista e frontman da banda, para melhor dar a conhecer este quinteto à audiência do Pedras.

PdM – São uma banda progressiva e dada a conceitos complexos. Há algum significado especial no nome Equaleft?

Miguel - Quando pensamos no nome, queria-mos algo que não se ficasse colado a algum género musical.
e como tal "Equal" soava bem e decidimos anexar o "Left" .Foi de uma forma prática e descontraída chegamos ao nome Equaleft.



PdM – Têm disponíveis neste momento uma demo e um EP cujos nomes se complementam. Será caso para dizer que se tratam de duas partes da mesma obra?

Miguel - Exactamente, quando lançamos a demo "As the irony preVails..." já tinha-mos consciência que iríamos completar com o EP. pelo menos eu a nível lírico.

PdM – Como é possível adquirir estes lançamentos?

Miguel - A Demo "As the irony preVails..."2008 está disponível para Download no nosso Myspace e Facebook e quanto ao EP, poderão enviar para o nosso mail nome e morada, enviamos à cobrança, sem qualquer custo de portes ou também em concertos ou no Bandcamp.



PdM – Já deram concertos marcantes um pouco por todo o país, quais diriam que foram os mais marcantes? É Difícil, pois temos tido a sorte de ter bastantes concertos bem memoráveis.

Miguel - Talvez o do lançamento do nosso EP , no Metalpoint, com os Gates of Hell, Fall of Man e Revolution Within, além de casa cheia foi uma noite em grande.
Houve tudo aquilo que é preciso num concerto e festa, boa música entrega de banda e público, ficará sempre na nossa memória. Quem lá esteve nessa noite sabe que houve festa e da rija.

PdM – Racham o Filipe Afonso com os Gates Of Hell, e não é invulgar ver as duas bandas a tocarem juntas. Diriam que se trata de uma simbiose vantajosa?

Miguel - Sim, pelo menos para nós é vantajosa, estivemos alguns meses sem baixista, mas continuamos sempre a tocar. O Filipe que é Guitarrista nos gAtes of Hell e também nosso amigo, fazia mais que sentido entrar para os Equaleft, visto partilhar os mesmos gosto musicais e também conviver bastante com todos os elementos. Foi uma entrada bastante natural e em nada prejudica uma banda ou outra.



PdM – “À medida que a ironia prevalece… a verdade se desvenda” (substituam pela tradução que acharem adequada, mas convém, para a malta que não se safa com o inglês e os zucas que lêem o Pedras) Qual o significado desta frase?

Miguel - No dia-a-dia andamos tão ocupados que nem reparamos nas coisas que acontecem à nossa volta, Toda essa Ironia que falo é bem real só que está é bem camuflada, mas tudo com o tempo se desvendar.. Verdade essa é das nossas amizades, ambições, frustrações e conquistas, por mais que queiramos esconder algo de bom ou mau,acaba-se sempre por se descobrir e revelar.

PdM – Porque se denominam de “os insurrectos”?

Miguel - Eheh foi um termo que eu conheço desde puto, já a minha avó me chamava isso. Engraçado estarmos na casa dos 30 e sermos uns insurrectos. "Insurrectos" é um termo Calão para crianças traquinas, que não param quietas e que fazem algumas diabruras, ora Equaleft funciona mesmo assim. Não paramos quietos nos concertos, dentro e fora do palco e tentamos ao máximo contagiar o público com essa boa disposição. Pelo menos sentimos que estamos a conseguir isso, já temos bastantes "insurrectos" no público. Hahaah o que é muito bom.



PdM – Parecem já ter alguns temas novos, incluindo False Horizon, cuja primeira actuação tive a honra de gravar para o Sons Subterrâneos. Haverá algum álbum em preparação?

Miguel - Fizemos a estreia desse tema nesse concerto que estiveste a gravar, é bom compor e experimentar ao vivo as músicas que poderão ser gravadas .
Neste momento estamos a compor novos temas, que se tudo correr bem, iremos gravar para o final de 2012.

PdM – Nas palavras do Miguel: “o nosso som é ecléctico”. Que influências misturam afinal os Equaleft?

Miguel - Resumindo, misturamos tudo aquilo de que gostamos mais e sem qualquer preconceito. Usamos a nossa base de sempre os 3 elementos importantes peso, melodia e muito groove.

PdM – No vosso EP participam diversos artistas de diferentes bandas, incluindo um saxofonista. Como se materializaram estas participações? Já reproduziram ao vivo alguma faixa com convidados?

Miguel - Foi de uma forma natural que ao compor as músicas nos lembrássemos de músicos que sendo de outras sonoridades encaixariam muito bem nesses temas. .O Paulo (EAK) e Filipe(WeB) além de amigos são grandes músicos de bandas que somos fãs, por isso para nós foi um prazer a sua participação no EP. Quanto ao João Martins(Lost Gorbachevs) só o conhecemos em finais de 2010, quando vimos um concerto de Lost Gorbachevs e a sua forma de tocar encaixava na perfeição no tema em que participação. Gostamos de desafios e sem dúvida ter estes três convidados no nosso EP. Foi pena não termos tido mais tempo de estúdio para ter mais tempo para explorar mais com os convidados, ia-mos ter um 4º convidado o Luis (Genocide/Lost Gorbachevs), mas a falta de tempo não permitiu, Mas para o álbum penso que será um dos convidados . Até ao momento só o Paulo (EAK) é que participou ao vivo com Equaleft mas esperamos repetir e também ter a presença do João e do Filipe .

PdM – Disponibilizaram recentemente a vossa demo no YouTube. Porquê agora?

Miguel - Em 2008 quando a lançamos, oferecemos nos concertos ao público 800 demos em cd e colocamos mais tarde para Download no Myspace, mas como o youtube é um canal usado por muita gente decidimos que também que lá estar a demo. Só lá estão 3 dos 4 temas, A Cover do Carlos Paião não a colocamos para evitar "contratempos"
Iremos brevemente colocar o EP também para que chegue a mais pessoas...



PdM – E fora este, quais são os “canais” em que vos podemos acompanhar? Que sugestões dariam para quem quiser ficar a conhecer melhor os Equaleft?

Miguel - São estes os canais que podem ter acesso a noticias, músicas, videos etc nossas:

MYSPACE - http://www.myspace.com/equaleft
FACEBOOK - http://www.facebook.com/equaleft
YOUTUBE - http://www.youtube.com/user/EQUALEFTmetal



PdM – E os vossos fãs e seguidores, e que pediriam deles para vos ajudar a crescer?

Miguel - Que continuem a apoiar da forma que nos tem apoiado, cheios de energia e que se divirtam com a nossa música, fazemos música para nós e para eles também.
Sem o público não fazia sentido gravar e dar concertos.



PdM – As vossas actuações são cheias de uma energia incrível e o som que já é cinco estrelas em CD ganha ainda uma maior dimensão. De onde vem a ideia de usar o capacete durante a faixa Invigorate?

Miguel - O Maglor e eu somos fãs de Star Wars como tal ele uma vez trouxe o capacete para o ensaio para a brincadeira . Comentou-se que seria engraçado levar o capacete do Stormtrooper para um concerto e ele levou mesmo .A partir dali usamos sempre na mesma música, que é a Invigorate. Talvez pelo refrão ser épico e imperial, encaixa na perfeição.

PdM – E o que está no (verdadeiro esperemos) horizonte dos Equaleft?

Miguel - Sem dúvida continuar a tocar ao vivo o mais possível e claro um dos objectivos principiais será gravar o álbum e espalhar ao máximo o som dos Equaleft pelo máximo de pessoas e sítios possíveis

quarta-feira, 22 de junho de 2011

In Flames no Hard Club


Com uma reputação intocável em palco e presença já assegurada nas edições deste ano de festivais como o Sonisphere, Rock Am Ring/Rock Im Park, Nova Rock e Hellfest – entre muitos outros, a que se seguirá a gigantesca Rockstar Energy Drink Mayhem Festival Tour nos Estados Unidos durante o mês de Julho, os IN FLAMES preparam-se para incendiar palcos um pouco por todo o globo no rescaldo do seu décimo álbum. A novidade «Sounds Of A Playground Fading» serve de mote a mais uma digressão à escala global, que passa pelo velho continente já na segunda metade do ano, numa campanha que tem paragem assegurada em Portugal. Depois de alguns anos de ausência dos palcos nacionais, no dia 13 de Setembro, os suecos vão actuar na Sala 1 do Hard Club, de volta à cidade do Porto.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

ENTREVISTA - Gates Of Hell


Detentores de um estilo fortíssimo classicável entre o Death, o Thrash e o Groove, os portuenses Gates Of Hell são cada vez mais um nome sonante do panorama nacional, especialmente na região Norte, onde normalmente operam mais. Depois de um PEDRAGULHO ao EP "Shadows of the Dark Ages" e um LIVE REPORT a um concerto que a banda deu recentemente no Hard Club, o Pedra de Metal foi falar com o guitarrista Filipe Afonso para perceber melhor quem são os Gates Of Hell, e o que os fãs podem esperar da banda nos próximos tempos.

PdM – Os membros dos Gates of Hell são todos do Porto? São naturais ou mudaram-se para lá?

Filipe - Somos todos naturais do Porto e arredores. Apesar de não morarmos no centro da cidade, estamos perto uns dos outros, o que facilita bastante os ensaios e concertos.

O facto de morarmos no Grande Porto proporcionou o nosso encontro e assim a elaboração deste projecto. Inicialmente, a banda foi construída por um grupo de amigos, eu, Filipe, o Pedro, meu irmão, o Afonso, os quais se mantêm até à data, entre outros.

Mais tarde, entra o Zé, vocalista, tendo sido a partir desse momento que nos tornamos mais sólidos como grupo e banda. No final do ano passado deu entrada na banda o actual baixista, o João.

PdM – Como é que os Gates of Hell se descrevem enquanto banda, e como é que caracterizam a vossa sonoridade?

Filipe - Modéstia à parte, somos bem-dispostos e simpáticos! (risos...). Acima de tudo, somos um grupo unido, gostamos de trabalhar juntos e temos objectivos comuns. Contudo, temos os nossos desentendimentos e discordâncias, que na nossa opinião, são importantes para o processo de crescimento e evolução da banda, fortalecendo também a nossa união.

Consideramo-nos uma banda sociável, temos uma boa relação com as restantes bandas do meio, pois, para além de gostarmos de actuar em palco, também prezamos muito pelo convívio que se gera em torno dos eventos. Até à data, já travamos boas amizades e conhecemos um vasto número de pessoas pelo país fora.



Quanto à sonoridade da banda, ainda é difícil de definir, pois não nos queremos comprometer com apenas um estilo específico. O facto de aliarmos na nossa música vários estilos, conseguimos alargar o nosso público-alvo. Contudo, com o passar dos anos as influências vão ganhando forma e começamos por modificar a nossa maneira de tocar e de expor as nossas ideias na música.

Quando elaboramos a DEMO, a banda estava ainda numa fase embrionária e nessa altura apresentamos uma sonoridade mais ligada ao “thrash”, mas à medida que fomos compondo novos temas sentimos a necessidade de evoluir o nosso som para um nível superior, com outro tipo de “riffs” e ideias, o que modificou notoriamente a sonoridade, ligando-nos mais ao género “death metal”. A junção dos dois estilos dá-nos alguma liberdade no momento de compôr as músicas, o que na nossa opinião, é bastante positivo, pois agrada-nos fazer e ouvir temas com um “toque” diferente.

PdM – Pensam que o vosso som já está definido ou será que ainda está num processo de evolução inicial?

Filipe - Consideramo-nos um pouco ambiciosos no que respeita ao melhoramento da banda, querendo sempre mais e melhor. Por isso tentamos fazer uma introspecção da nossa caminhada até então, de forma a aprender e crescer com todos os bons e maus momentos e assim conseguirmos melhorar o nosso desempenho.



Assim sendo, gostamos de pensar que ainda não chegamos ao som que realmente desejamos, até porque é isso que nos dá motivação e vontade de ir mais além.
De qualquer forma, como já tocamos juntos à algum tempo, temos uma linha de guia comum que agrada a todos os elementos, mas é normal que a banda procure algo diferente na elaboração dos trabalhos que se seguem para não criar repetição. Por exemplo, as músicas que elaboramos após a apresentação do nosso primeiro EP, “Shadows of the Dark Ages”, e depois das várias experiências pelos palcos de todo o país, estão mais maduras, completas e com uma construção musical mais complexa.

PdM – Já tocaram dentro e fora do Porto com bandas de variados géneros. Quais acham que são os vossos “peers” (iguais, pares) no Porto e em Portugal?

Filipe - É verdade que temos actuado um pouco por todo o país com bandas bastante distintas, relativamente a género e estilo. Mas consideramos isso como óptimas experiências, pois vamos descobrindo bandas com as quais nos identificamos e que se tornam influentes para o nosso trabalho. Podemos nomear, por exemplo, Echidna, Pitch Black, Switchtense, e Damnull, entre outros, principalmente como as nossas influências nacionais e não como nossos “peers”, pois temos a noção que ainda temos muito a aprender.

PdM – Contavam anteriormente com uma demo e um rehersal, mas agora levam na mala a EP “Shadows of the Dark Ages” para onde vão. De que maneiras é possível adquirir esta EP?

Filipe - No início do projecto, gravamos um ensaio com temas originais do momento, para mostrarmos o nosso trabalho e promovermos a banda. Esse ensaio foi captado nos SVStudios, pelo Paulo Lopes.

Mais tarde, depois de alguma experiência em palco e melhorias nas nossas músicas, sentimos a necessidade de ter algo mais profissional e foi nessa altura que resolvemos regressar ao mesmo estúdio e saímos de lá com a EP “Shadows of the Dark Ages”. Foi uma experiência bastante agradável e enriquecedora e o produto final foi de encontro com as nossas expectativas.

Neste momento, um dos nossos objectivos é a gravação de um LP, para o qual já estamos a trabalhar, compondo músicas que definem bem a banda que somos actualmente.
A nossa EP pode ser encontrada nomeadamente através da internet, em sites como “iTunes”, “MySpace”, “Facebook” e pelo nosso email (gatesofhellband666@gmail.com). Nos nossos concertos também temos disponíveis EP's para venda, assim como t-shirts oficiais da banda.



PdM – E será que já há novo material? Se sim, é algo que faça parte do vosso setlist actual?

Filipe - Sim, de facto já temos alguns temas novos que, ultimamente, estão incluídos nos nossos concertos. Para além desses temas, temos também novas ideias e música que ainda estão a ser trabalhadas.

Como a opinião do público é importante para nós, preferimos dar a conhecer as nossas novas músicas ao vivo, antes de passarmos à gravação das mesmas. Desta forma, obtemos uma prévia reacção do público às novas músicas, podendo posteriormente aperfeiçoá-las. Até ao momento a adesão e críticas têm sido positivas, no geral.

PdM – Qual vai ser o próximo passo dos Gates of Hell? Há um novo lançamento no horizonte ou outras novidades semelhantes?

Filipe - Como já referimos anteriormente, estamos, neste momento, a trabalhar na composição de vários temas, para que, posteriormente, façam parte do nosso trabalho de longa duração.

Para quem não sabe, a história da nossa EP vai de encontro com uma lenda dos Maias que descreve o fim do mundo no ano 2012. Sendo assim, acreditamos que tem toda a lógica que esse ano seja o escolhido para a gravação do nosso próximo trabalho.



PdM – Como descreveriam o Underground do Porto e do Norte face há dez anos atrás? Há condições para as bandas locais?

Filipe - O Underground português teve uma grande evolução nos últimos dez anos.
Actualmente, as ferramentas para promover qualquer projecto, tanto a nível musical como empresarial, são imensas. Por exemplo, as redes sociais, como “Myspace”, “Facebook” e afins, vieram trazer novos ares à música e arte em geral. Surgiram os “blogs”, “sites” e “webzines”, entre outros, que possibilitam a autopromoção de grupos, bandas musicais, eventos, etc.

No que respeita à música, na nossa opinião foi fundamental a união nos últimos tempos do Underground a estas tecnologias, pois tornou-se extremamente acessível promover um trabalho musical ou um evento através deste tipo de meios.



Quanto às condições para as bandas na zona Norte, julgamos que deveria haver um maior incentivo por parte das Câmaras Municipais ou Juntas de Freguesia, pois se não houver perseverança e persistência da nossa parte, não conseguimos desenvolver o nosso trabalho e muito menos promovê-lo. Por exemplo, neste momento os nossos ensaios decorrem numa pequena sala alugada por nós e outra banda de amigos, no antigo Centro Comercial STOP, localizado no Porto. Como é um espaço que não está insonorizado, os responsáveis do Estado preferem encerrar o espaço a melhorar as suas condições. Contudo, com persuasão e persistência da associação de músicos do “STOP”, foi possível manter o espaço aberto com a condicionante de que seriamos “nós” que resolveríamos os problemas de insonorização.

PdM – É possível ver-vos ao vivo um pouco por todo o país e já marcaram presença no Side B em Benavente mas não é comum virem regularmente à capital e arredores (nomeadamente à Margem Sul do Tejo). É um problema de custos ou falta de oportunidades?

Filipe - De facto as deslocações ao Sul do país são menos frequentes do que as que gostaríamos. Naturalmente que a questão de custos é sempre um factor tido em consideração, até porque, hoje em dia, as deslocações no nosso país não são propriamente baratas.

De qualquer forma, apesar de os convites para actuar no Sul do país surgirem em menor número, admitimos que a maioria das vezes ponderamos essas propostas por questões financeiras. Contudo, isso não implica que uma vez por outra aceitemos actuar nessa zona do país, pois é uma mais-valia para a nossa banda, visto o nosso trabalho estar menos divulgado na zona Sul e porque para nós é sempre um enorme prazer actuar em qualquer cantinho de Portugal.



PdM – Entre trabalho e/ ou estudos, outros projectos musicais e vida social, como arranjam tempo para manter os Gates of Hell activos?
Quando fazemos por gosto, há sempre tempo. É natural que nem sempre seja fácil conciliar os nossos horários mas com esforço e dedicação conseguimo-nos juntar todas as semanas para ensaiar.


Filipe - Também gostamos muito de conviver, por isso os ensaios e concertos são os momentos em que aproveitamos para estar juntos e partilharmos experiências.
Levamos muito a sério este projecto musical que criamos e mesmo com outras actividades, projectos e afazeres pessoais, temos sempre presente os objectivos da banda.

PdM – Que recomendações fariam aos fãs que quiserem acompanhar a banda de perto e ajudá-la a crescer?

Filipe - Somos uma banda que gosta de conviver com o público e de estar em palco e é essa a energia que queremos transmitir nos nossos concertos. O melhor apoio que nos podem dar é estarem presentes nos eventos em que participamos e se possível contribuírem para um bom espectáculo. É esse o nosso espírito nos concertos, divertir quem está a assistir, de forma a também nos divertirmos.
O acompanhamento da nossa banda pode ser feito através do “Facebook” e “Myspace”, onde podem encontrar novidades, vídeos, cartazes, reviews, concertos, fotografias, etc.



PdM – Já foram contactados ou têm perspectivas de vir a ter alguma relação profissional com uma chancela?

Filipe - Já fomos contactados por várias editoras, mas ainda não decidimos aceitar um compromisso com nenhuma delas.

De qualquer forma, nesta fase não é nosso objectivo principal celebrar um contrato com uma editora. O que queremos fazer, antes de mais, é criar um trabalho que nos deixe satisfeitos por completo, e caso nessa altura alguma editora gostar do nosso desempenho, temos todo gosto em negociar.



PdM – Muito obrigado por nos darem esta entrevista e colaborarem com o Pedra de Metal, boa sorte com a promoção da EP e os concertos que forem aparecendo.

Filipe - Obrigado, nós, pela entrevista. Foi um prazer fazer parte do vosso projecto.

Um grande abraço para ti e para os restantes colaboradores, votos de muito sucesso para o Pedra de Metal e parabéns por apoiarem o metal nacional, pois são projectos como os vossos que nos ajudam a ser alguém. Até breve...

domingo, 1 de maio de 2011

Switchtense - Quatro datas de apresentação do álbum homónimo: Porto, Moita, Leiria e Évora

Os Switchtense apresentam quatro datas em pontos diversos do países para apresentar o seu novo álbum, de nome homónimo, que já tem dois singles disponíveis, um deles - Unbreakable - no player do Pedras.

A mini-tour arranca sábado dia 7 no Metalpoint, no Porto, e continua dia 14 no In Live na Moita, onde o Pedras vai estar presente e já se sabe que os Switchtense (que jogam em casa) vão mandar a casa a baixo, por isso estejam atentos aos vídeos a surgir no canal Sons Subterrâneos. A abertura nesta data está a cargo dos The Spiteful, que o Pedras já vem acompanhando desde a Persuading The Enemy Tour com os Mindlock.

Dia 21 de Maio será a vez do Beat Club em Leiria e no dia 27 os Switchtense estarão em Evora, por isso mais ou menos todo o país terá alguma chance de os ver, e acreditem, pelo historial de grandes concertos e o novo material que trazem na bagagem, valerá certamente a pena.

Acompanhem todos os detalhes no MySpace dos Switchtense, onde a banda tem ainda disponível o seu novo vídeo.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

CRYPTOR MORBIOUS FAMILY - Últimos concertos da tour “Hypnotic Way To Hurt”

Depois de 3 edições diferentes e 37 concertos, a era “Hypnotic Way To Hurt” está a chegar ao fim. Os últimos concertos serão:

Maio 1- Swr fest, Barroselas
Junho 18- Metalpoint, Porto
Agosto 30- Cave bar, Amsterdam

A banda afirma: "Nós estamos muito contentes com o que conseguimos com o “HWTH”, porque nos Cryptor não nos comparamos com outras bandas, comparamos o trabalho que fizemos no passado, e realmente crescemos e evoluímos muito e marcámos o nosso espaço no metal underground Português."

Para além disso os Cryptor estão a trabalhar em demos para o novo álbum.
Este novo álbum será doentio e obscuro e a banda espera poder mostrar pelo menos um novo tema no concerto de Novembro no Cine-Teatro de Corroios a abrir para “Pain”. Este novo álbum será misturado pelo Daniel Erlandsson (Arch Enemy), que já trabalhou com os Cryptor na remix do tema “Collective Syndrome”.

terça-feira, 19 de abril de 2011

LIVE REPORT - Equaleft + Gates Of Hell + Artchoke @ Hard Club, Porto, 16-04-2011



Aproveitei a véspera do meu aniversário para ir ao Porto visitar o novo Hard Club. Não digo isso para fazer publicidade mas sim para se perceber porque não incluo os Drop D nesta minha reportagem, visto que já era tarde quando acabaram os Equaleft, que eram - juntamente com os Gates Of Hell - as bandas que eu ia ver com conhecimento prévio.

Começo por discordar de algumas das críticas que ouvi ao novo espaço do Hard Club. Primeiro, a localização é genial, especialmente para quem vem de fora do Porto. O Mercado Ferreira Borges no Porto junto à Ribeira. Se precisarem de uma referência está junto à Associação Comercial do Porto, e por cima duma esquadra de polícia (que tanto quanto sei não chateia nada). Parece-me uma excelente maneira de a cidade aproveitar este espaço, e é certamente um acordo que agrada a todos.

Só tive oportunidade de estar numa das salas de espetáculos mas gostei do que vi. A "magia" de que todos falam, que eu penso tratar-se simplesmente de arquitetura (que de facto era genial) do antigo espaço foi trocada por uma acústica e localização espetaculares. Nas palavras de Miguel "Inglês" dos Equaleft "perdeu-se a mística mas este tem funcionalidade" e "dá lucro"; pois, pela exorbitância que pedem pelas bebidas não admira.



A primeira actuação foi a da banda Artchoke, que não conhecia e me surpreenderam pela positiva. Uma banda versátil e consistente no som fresco que apresenta. O set foi curte e realmente soube a pouco. Vou tratar de me por em contacto com os Artchoke para dar a conhecer melhor o seu som. Como sempre, acompanhem o Pedras.



Seguiram-se os Gates Of Hell, cujo EP tive o prazer de criticar recentemente. A banda abriu com a faixa que fecha "Shadows of the Dark Ages", Dead Roses, e apresentaram mais algumas faixas desse EP.



Mas tivemos ainda direito a duas faixas novas (que eu tenha reconhecido) e um cover de Entombed, com quem os Gates Of Hell vão tocar em Junho também no Hard Club.



Uma actuação cheia de poder de uma banda que para além de boas composições parece já ter o trabalho de casa todo feito e consegue tocar as suas malhas de trás para a frente.



Após os Gates Of Hell aquecerem um público que já se começava a mexer, os Equaleft entraram em palco e levaram os presentes ao rubro. A banda apresentou uma música do seu demo, tocou o sehttp://www.blogger.com/img/blank.gifu EP "...the Truth Vnravels" por inteiro e ainda nos presenteou com algumas novas composições.



Como éramos muitos que fazíamos anos nos dias 16/17, os Equaleft convidaram todos os aniversariantes a subir ao palco (sim eu também) para o público nos cantar os parabéns e podermos fazer um stage dive à maneira. Os meus agradecimentos pessoais à banda e já agora da parte de todos os aniversariantes. Não foi a primeira para mim mas foi certamente especial.



A banda tem uma energia incrível, e a maneira como alguns membros se chegam a mexer enquanto tocam (ou canta no caso do Miguel) é deveras impressionante. Nota-se que esta formação é composta de músicos com muita experiência, seja nesta banda ou outras, até porque não são propriamente putos nenhuns.



Uma grande noite mesmo que não tenha podido ficar até ao fim. Todas as três bandas me surpreenderam pela positiva (mesmo as que já conhecia) tanto pela qualidade das composições apresentadas como, claro, pelas profissionais e enérgicas actuações.

E claro, os nossos parabéns à Raising Legends pela organização, que conseguiu cobrar apenas 5 euros mesmo tendo quatro bandas e uma sala tão magnífica. É apenas uma questão de tempo até o novo Hard Club se tornar tão ou mais emblemático que o antigo no mindshare nacional, se é que não o é já.

Estejam ainda atentos às entrevistas com os Gates Of Hell e os Equaleft assim como a crítica ao EP "...the Truth Vnravels", que se afigura bem positiva.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Gates Of Hell + Sarcastic Mind + Flatten no Metalpoint , 15-04-2011


É já na sexta-feira dia 15 que arrancam as sessões de Warm-up para o Underfest, a realizarem-se no Metalpoint - no centro comercial Stop - no Porto. Esta sexta o bilhete são quatro euros e as bandas são os Sarcastic Mind, os Flatten e os Gates Of Hell, que recentemente firmaram uma parceria com o Pedra de Metal e nos forneceram o seu EP para review.

quarta-feira, 30 de março de 2011

DREAM THEATER 17 de Julho - Coliseu do Porto

O nome DREAM THEATER tornou-se sinónimo de muitas coisas diferentes ao longo dos anos. Uma proficiência técnica de fazer inveja a qualquer músico ou aspirante a músico. Uma imagem lírica expressiva. A fusão, perfeita, de peso e tendências prog. O quinteto norte-americano é hoje a figura de proa do metal na sua vertente progressiva, influenciou toda uma tendência e tem o seu papel muito bem definido na história da música pesada. Ao longo dos últimos 26 anos os músicos mostraram capacidade mais que suficiente para atingirem os píncaros e irem-se reinventando a cada movimento... Agora, depois de terem passado pelo choque que foi a separação do baterista Mike Portnoy em 2010, estão desejosos de provar que a alma do projecto se mantém imutável. Com sangue na guelra, os DREAM THEATER voltam a Portugal, mais especificamente ao Coliseu do Porto, no próximo dia 17 de Julho, depois de uma inebriante prestação na capital, em 2009.

Esta data tem a particularidade de, a par da participação em alguns festivais de Verão, ser um dos poucos concertos que o colectivo tem planeados para 2011 em solo europeu e o único em nome próprio. Uma óptima oportunidade para conhecer o novo baterista do grupo e algum material inédito, a incluir no sucessor de «Black Clouds & Silver Linings», com data de edição agendada para o mês de Setembro. Tudo óptimas razões para transformar esta noite numa ocasião muito, muito especial.

terça-feira, 29 de março de 2011

PEDRAGULHO - Gates Of Hell "Shadows of the Dark Ages"


Os Gates Of Hell formaram-se no Porto em 2008 e invadiram os palcos nesse mesmo ano, mas só em 2009 a banda atingiu a sua formação actual, aproveitando para gravar a sua primeira demo e ainda um ensaio.

Em 2009 tiveram a oportunidade de tocar em vários pontos do país e com bandas diversas, até que em Novembro entraram em estúdio para gravar o EP “Shadows of the Dark Ages”. Praticam uma mistura de Death Metal (com um travo melódico de quando em quando), Thrash Metal moderno e o elemento extra do Groove.



Tratam-se de cinco faixas – três delas recuperadas da primeira demo – que espantam pelo profissionalismo e qualidade a todos os níveis. Abre com o tema Breaking The World e meros segundos chegam para constatar a qualidade da produção. Cada instrumento ouve-se perfeitamente mas no entanto há uma crueza no som, que só o torna mais contagiante.



O regresso da faixa Whoremaggedon conta uma participação do vocalista Miguel “Inglês”, que é colega do guitarrista Filipe Afonso nos Equaleft, onde Filipe toca baixo. É provavelmente, mas por pouco, a música mais rápida e agressiva do álbum, não fosse o nome dar a pista.



Hypocrisy é um novo tema, e talvez por isso mostre (ainda) mais técnica e experiência que alguns dos demais. Desde blastbeasts a riffs melódicos com ritmos bem orelhudos, em Hypocrisy os Gates Of Hell mostram uma nova faceta; mais versátil mas consistente com o seu estilo e as demais faixas.



Nesta nova versão de Blindness Of Religion o refrão é desempenhado por uma (ou mais) misteriosa voz feminina. Algo que até chega a surpreender quem não está à espera já que a faixa é feita à base de um riff de Thrash bem puxado, mas continuam lá os growls de Zé e esta variedade nem fica nada mal à música.



E para o fim fica mais um peso pesado para fechar em grande, o novo tema Dead Roses. Há algo de fascinante nos ritmos dos Gates Of Hell, uma complexidade que não é muito comum ver por cá, mesmo quando se trata de uma boa banda.

Face a lançamentos com este estou cada vez mais convencido que quem acha não haver bom Metal em Portugal obviamente não está à procura. Mais do que mostrarem potencial, com “Shadows of the Dark Ages” os Gates Of Hell apresentam um trabalho válido e bem conseguido que não ficaria mal de todo em qualquer mais tardia discografia “oficial”.

Mas que fica no ar a pergunta de até quão longe poderá ir a qualidade das próximas composições deste quinteto, isso fica. Até lá vão poder ficar a conhecer melhor os Gates Of Hell numa entrevista a ser publicada brevemente. Estejam ainda atentos ao Pedra de Metal para saberem onde se realizam as próximas actuações dos Gates Of Hell.

segunda-feira, 21 de março de 2011

PEDRAGULHO – PRIMEL “In Cold Blood Nihilism ” EP


Devo admitir que sempre que ouço uma nova banda nacional de Death Metal redobro a atenção. Não só pelo quanto o estilo me apaixona mas também por não ser comum o ver representado no nosso país.

Os Primordial Melody (PRIMEL), banda originária de Chaves agora sedeada no Porto, apresentam em “In Cold Nihilism” um EP cheio de peso, ritmos contagiantes e não só. Este álbum foi gravado nos Ultrasound Studios e produzido por Daniel Cardoso e Pedro Mendes, que fez um solo na faixa Fallen Dream/Living Hell.

Liberation, a primeira faixa, arranca com um riff cheio de ritmo acompanhado de um duplo pedal bem apelativo e uma voz com um registo que relembra alguns grandes nomes nacionais do Thrash/Groove, não deixando por isso de ser adequada a Death, pois força e violência certamente não lhe faltam.

O inicio da faixa Of Revenge and Hope é o suficiente para explicar porque é que os PRIMEL se consideram (ou estão a caminho de ser) uma banda de Death/Thrash Melódico. Rapidamente percebemos que o som da banda não é de forma alguma monocromático.

Face a uma faixa como Fallen Dream/Living Hell já se dissiparam quaisquer ideias pré-concebidas de que o som dos Primel ia ser limitado à apreciação dos fãs de Death Metal. Uma faixa rica em texturas que deixa a curiosidade de como seria ouvi-la ao vivo.



A Fair Judgement mistura velocidades e riffs de guitarra para obter uma faixa não só forte mas também diversa onde a faceta melódica da banda melhor se vê. O lançamento fecha com a faixa Wilhelm God’s Eye, uma das mais pesadas do álbum seja instrumentalmente ou na letra, neste caso inspirada pela filosofia de Friedrich Nietzsche.

Em “In Cold Blood Nihilism” há muita versatilidade musical apresentada por uma banda que mostra ainda muito potencial para crescer. Os PRIMEL parecem ter a vontade de não deixar estagnar o seu som, introduzindo-lhe variações inesperadas mas bem-vindas que dão mais profundidade às faixas.

MySpace Oficial dos Primordial Melody (PRIMEL)

quarta-feira, 2 de março de 2011

The Death Metal Fest I - Porto, dia 12 de Março



É já no sábado dia 12 de Março que se realiza no Porto o primeiro Death Metal Fest, um evento que tenciona dar destaque ao estilo mais prolífico do Metal, o qual não tem habitualmente grande exposição em Portugal, salve alguns "pesos pesados".

Os cabeça de cartaz serão os holandeses Nox que nos vão brindar com o seu Death Brutal à base de ocultismo e satanismo.

Também vão estar em palco quatro bandas portuguesas. Os lisboetas Annihilation, os Primel (de Vila Real), os Dead Meat (de Castelo Branco) e ainda os portuenses Pestifer.

O evento terá lugar no Centro Comercial Stop - um espaço algo emblemático pela sua ligação à música e ao Metal - e terá um preço de 10 euros.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Theriomorphic e convidados em concerto no Porto durante a Passagem de Ano


Os Theriomorphic estão a organizar uma Passagem de Ano um pouco diferente. A banda de Death Metal vai dar um concerto no dia 31 de Dezembro no Metalpoint, no Porto, acompanhada pelos The Endgame, os Utopium e os Alchemist.

Após o concerto a noite continua com uma sessão de música a cargo do DJ Jó, baixista, vocalista e fundador dos Theriomorphic.Podem descobrir mais sobre o evento aqui.