Pedra de Metal

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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Switchtense em Évora, Cacilhas e a preparar tour espanhola


Os Switchtense irão actuar amanhã, em Évora, no Coluna Maldita bar em conjunto com bandas como Holocausto Canibal, Karnak Seti e Last One Standing. Outras datas, já confirmadas pela banda, em território nacional, são a de 27 de Outubro, no Revólver Bar, em Cacilhas e a de 18 de Novembro, no Estudantino Bar, em Viseu.

Os Switchtense preparam também uma tour por terras espanholas. Desta feita, as datas confirmadas são as seguintes:

14 Novembro @ Boite Live – Madrid
15 Novembro @ Ego Live – Alcalá de Henares
16 Novembro @ Akua – Donosti
17 Novembro @ La Nube – Zamora

Aqui fica o mais recente videoclip da banda:



Site oficial da banda

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Switchtense em Loures dia 8 de Setembro, dia 15 na Alemanha, dia 22 em Espanha e em fase de composição de novos temas




Os Switchtense irão comparecer em Casainhos/Loures, dia 8 de Setembro, no âmbito da sua Unbreakable Tour.

As restantes datas, para o mês de Setembro, serão a 15 de Setembro, no Metal-Gründau Tattoo Party 2012, que se realiza nos arredores de Frankfurt na Alemanha onde irão partilhar o palco com bandas como Sodom, Sapiency e muitos outros; e a dia 22 de Setembro, o terceiro assalto, será no Girona Metal Fest que se realiza em Girona na Catalunha, Espanha.

Para além destas datas, os Switchtense estão a compor novos temas. Aqui fica uma pequena preview para deixar "água na boca":




quarta-feira, 25 de julho de 2012

SWITCHTENSE em Arganil, Sábado, dia 28


Os Switchtense voltam à carga em território nacional depois da digressão pela Europa. Desta feita, a aparição será no Arganil Rock, no Sábado, dia 28 de Julho. Aqui fica o comunicado oficial da banda:

"Depois de no mês de Junho termos feito algumas datas pela Alemanha, com Sodom e Death Angel,e Espanha ( como banda de suporte da Tour de Sepultura ) e depois da participação no Warm Up do Metal GDL, voltamos ao Centro do País, mais concretamente a Arganil para participar no Arganil Rock. Será no próximo Sábado, dia 28 Julho no Arganil Rock. No mês de Setembro estão já também agendadas as seguintes datas:

- 08.09.2012 - WellSpring Casainhos Fest - Casainhos/Loures ( + grankapo + we are the damned + backflip - neighborz + etc )

- 22.09.2012 - Girona Metal Fest - Girona ( Espanha )
+ datas a anunciar em breve!

Obrigado"

terça-feira, 22 de maio de 2012

SWITCHTENSE - Concurso para design de nova t-shirt


Os Switchtense acabam de lançar um concurso/passatempo tendo em vista o design de uma nova t-shirt.

Aqui fica o comunicado da banda com mais detalhes:

"Amigos, vamos lançar-vos um desafio:

 Queremos fazer uma nova t-shirt, e para isso contamos com a vossa ajuda.
 Até ao proximo dia 1 Junho enviem para o nosso mail propostas de um design para uma nova t-shirt!
 O tema é livre...usem a vossa imaginação! A única obrigação, é ter o nome da banda, obviamente!

 O vencedor terá direito a um pack com Cds+ Hoodie+ T-shirt Switchtense.

Mãos à obra malta!

 Enviem os trabalhos para:
info@switchtense-band.com
Vamos publicando no facebook os trabalhos que recebermos!"

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Switchtense com For The Glory no Montijo


Neste Sábado, dia 19 Maio, os Switchtense estarão no Underground Primavera Soundz, na companhia dos For The Glory entre outras bandas, que se realiza no Montijo, no espaço Time Out. As "hostilidades" começarão por volta das 15h e terão a seguinte "ordem de trabalhos":

MAYBELL – 16h00 -> 16h30
NORTHERN BLUE – 16h45 -> 17h15
NEIGHBORZ – 17h30 -> 18h00
HARD TO DEAL – 18h15 -> 18h45

 :::::: PAUSA PARA JANTAR::::::
SHAPE – 20h00 -> 20h30
BITTER TASTE OF LIFE – 20h45 -> 21h15
SWITCHTENSE – 21h30 -> 22h15
FOR THE GLORY – 22h30 -> 23h15
 

De recordar que ainda existem em stock algumas unidades de merchandising relativas ao 10º aniversário dos Switchtense. Para mais informações, ver aqui.

terça-feira, 20 de março de 2012

LIVE REPORT - Attitude Fest (Mindlock + Switchtense + Seven Stitches + Sortilegiis) - 03-03-2012 @ República da Música


*As minhas desculpas aos Sortilegiis já que quando cheguei já tinham actuado*



Afigurava-se uma noite chuvosa quando chego à República da Música, em Alvalade, devido aos chuviscos que se faziam sentir. Nada que afectasse a noite que se viria a seguir. Entro na República pouco antes dos Seven Stitches começarem a sua actuação. A introdução épica da música “Room” abre as hostilidades. A banda encontra-se a promover o seu primeiro álbum e mais recente lançamento com o sugestivo nome “When the hunter becomes the hunted”. Os Seven Stitches debitaram o seu Thrash/Death Metal de riffs cortantes pontuado por um registo vocal que assume um tom baixo, o que se torna interessante, já que não é um registo muito habitual, fazendo lembrar, por vezes, o estilo que Mark “Barney” Greenway dos Napalm Death adoptou em certos momentos da carreira. Actuação poderosa ao qual não será alheia a experiência em palcos internacionais, como por exemplo, a participação no Wacken Open Air na edição do ano passado. A meio da actuação, Xinês, o baterista dos Switchtense, surge em palco para colaborar nos vocais na música “Ultimate Devastation” reforçando ainda mais a ferocidade da música. “Until you get dry” finaliza a grande actuação da banda de Grândola. Foi um dos últimos concertos da banda, pelo menos, no que se refere a este ano, já que Pica, o vocalista, anunciou a interrupção da actividade a nível de concertos para a banda se concentrar no processo de construção do próximo álbum.


Setlist dos Seven Stitches

1. Room
2. From the Sky
3. Sweet Sound of Decadence
4. Face to Face
5. Ultimate Devastation (com a participação de Xinês, baterista dos Switchtense)
6. Until You Get Dry


Os Switchtense começam a sua actuação de forma devastadora com “Second Life” dando lugar a uma actuação muito intensa e enérgica. A banda encontra-se desde o ano passado a promover o seu mais recente longa duração e segundo álbum da carreira “Switchtense”. A “State of Resignation” é dedicada, pelo vocalista da banda, Hugo Andrade, de forma bem-humorada, a Cavaco Silva, essa figura "eterna" da política portuguesa. Na música “The Legacy of Hate” dá-se a entrada de Pica, vocalista dos Seven Stitches, reforçando os vocais e desta forma, “saldava a dívida” para com Xinês, baterista dos Switchtense. Grande concerto demonstrando também a elevada experiência a nível de palco tanto a nível interno como a nível internacional que a banda tem. “Infected blood” finaliza a excelente actuação.


Setlist dos Switchtense

1. Second Life
2. Face Off
3. Into the Words of Chaos
4. Unbreakable
5. State of Resignation
6. Concrete Walls
7. The Legacy of Hate (com a participação de Pica, vocalista dos Seven Stitches)
8. This is Only the Beginning
9. Infected Blood


Os Mindlock entram em força com “Firekiss”. Ao longo da actuação nota-se que o colectivo de Faro tem largos anos de experiência, mais concretamente, desde os anos 90, nestas lides, pelo entrosamento e à vontade demonstrado em palco. A personificação de uma certa angústia e desespero na interpretação de certas músicas por parte do vocalista, Carlos V., é impressionante. Continuam a promover o álbum “Enemy of Silence” de 2010. Desta feita aproveitaram esta actuação para estrear ao vivo uma nova música, “Hellusion”. Na última música do concerto, “(U)Mans”, sobem ao palco dois elementos da audiência, no que parece ter sido uma atitude completamente espontânea e estimulada até pela banda, para se juntarem a esta com a particularidade do elemento mais novo ter a oportunidade de tocar a guitarra de Francisco Aragão, na parte final da música dando ao concerto e a esta noite de festa um final apoteótico e bem merecido.



Setlist dos Mindlock

1. Firekiss
2. Stubborn by Nature
3. Blockage
4. Demons
5. Alcohol Ecstasy
6. Sing like you were dead
7. Hellusion
8. Beneath the underground
9. I am war
10. Manifesto

encore:

11. Unleashed
12. (U)Mans



A noite prosseguiu com o DJ António Freitas ajudando os presentes a recuperarem da "ressaca" deste grande festival.

Uma noite memorável onde se destacou o grande espírito de camaradagem entre as bandas e um óptimo ambiente vivido. Mais uma prova (entre muitas outras) de que as bandas portuguesas estão ao nível do que melhor se faz no Mundo neste estilo musical. A repetir...

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

PEDRA NO SOFÁ - Over The (Berlin) Wall


Com a queda do Muro de Berlim estava selado o destino da URSS e do Bloco de Leste, que até essa altura havia mantido fora do seu território a música mais pesada, por medo da rebeldia e irreverência que esta pudesse inspirar.

Foi uma oportunidade para bandas tradiconais de Thrash Metal alemão (e britânico) como os Kreator, os Sabbat, os Coroner ou os Tankard "invadirem" os seus vizinhos da antiga RDA e lhes mostrarem que a liberdade não é real até que é encontrada no mosh pit, no meio de sangue, suor e lágrimas.

Aproveitem para ver as atuações e imagens documentais neste excelente documentário que disponibilizamos no canal Sons Subterrâneos do YouTube.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

PEDRAGULHO - Hang The Traitor "Hunt For Blood EP"


Já está disponível para venda direta o EP “Hunt For Blood”, o primeiro trabalho de estúdio da banda Hang The Traitor, que o Pedra de Metal teve recentemente o prazer de entrevistar.

O coletivo da Margem Sul já conta com uma rede de fãs invejável para uma banda não assinada, e isto é especialmente claro na Internet, em particular nas redes sociais onde desde sempre os Hang The Traitor estiveram bem representados.

Tratam-se de quatro seminais faixas de um Metal carregado de peso, velocidade mas também ambiente. De facto, no som dos Hang The Traitor cabem (literalmente) influências de Nile a Slipknot, se bem que a principal tendência da banda é claramente o Thrash Metal.

O álbum abre com Massacre, uma faixa que a que a audiência da banda já está habituada, pois é daquelas que está quase sempre incluída no set. Uma faixa que serve como microcosmos do som dos Hang The Traitor, começando com melodias ambientais que criam caminho para a violência que se segue.

“Destrói” é o primeiro single da banda, que já tem videoclip oficial disponível desde 2010. É o único original dos Hang The Traitor com letra em português e certamente uma das suas faixas mais avassaladoras, ideal para animar o pit.

Segue-se Rotten, uma faixa rápida e cheia de Groove que também costuma constar regularmente das atuações ao vivo, e que mais uma vez torna óbvias as influências de Thrash dos Hang The Traitor.

A faixa Hallucinate foi a escolhida para fechar este primeiro trabalho. Trata-se de um tema diverso que tal como Massacre começa com um ambiente melódico que esconde por trás um peso deveras contagiante.

Nos próximos tempos vamos voltar a estrada onde certamente re-encontraremos os Hang The Traitor, para vos trazer novos vídeos, reportagens e notícias deste genial coletivo.

Até lá visitem uma das várias páginas das bandas nas redes sociais onde podem adquirir o EP “Hunt For Blood” ou a primeira T-shirt oficial da banda.

domingo, 23 de outubro de 2011

Megadeth lançam 13º álbum de originais "TH1RT3EN"


Dia 1 de Novembro marcará o regresso dos Megadeth ao lançamento de álbuns de originais, desta feita, o seu 13º, baptizado de "TH1RT3EN".

No site oficial da banda está disponível uma entrevista realizada por Troy Bradley do programa "The Witching Hour" a David Ellefson, baixista e elemento co-fundador da banda, que disserta sobre pormenores acerca da gravação do novo disco, a comemoração dos 25 anos do lançamento de "Peace Sells...But Who`s Buying?", um dos grandes álbuns de Thrash Metal dos anos 80 e a digressão dos Big 4.

Noutro artigo poderão encontrar toda a história da "mascote" da banda, "Vic Rattlehead", o "senhor" engravatado que adorna grande parte das capas dos álbuns dos Megadeth.

domingo, 25 de setembro de 2011

Machine Head - "Unto the Locust" prestes a sair e concertos em Portugal


É aguardado com grande expectativa o novo álbum dos Machine Head "Unto the Locust" que será lançado esta terça-feira, dia 27, segundo site oficial da banda. A revista Metal Hammer alemã afirma mesmo que este álbum é candidato a álbum do ano estando ao mesmo nível que o lendário "Burn my eyes" de 1994.


Para comemorar este lançamento, os Machine Head irão estar em Portugal nos dias 17 de Novembro, no Coliseu de Lisboa e 18 de Novembro, no Coliseu do Porto. As bandas de suporte serão os Bring Me the Horizon, DevilDriver e Darkest Hour.

terça-feira, 31 de maio de 2011

LIVE REPORT - Pestilence + Killem + Concealed + Blacksunrise @ Side B, 28-05-2011

Portugal teve o previlégio de ser dos países a receber os holandeses Pestilence, lendas renascidas do Death Metal , que apresentaram nesta digressão o álbum "Doctrine".

A responsável pelo evento foi a Notre Dame Productions e o local escolhido foi o já incontornável Side B em Benavente. Dado a minha paixão pelo género não podia deixar de estar presente para cobrir o evento para o Pedra de Metal.

Os sevilhanos Killem acompanharam os holandeses na perna ibérica desta tour, e em Portugal a abertura ficou a cargo dos Concealment e Blacksunrise.



A banda de Death Melódico lisboeta Blacksunrise abriu a noite, e aproveitou esta data espacial para se focar unicamente nos temas do seu novo álbum, "Oceanic", que o Pedras vos vai dar brevemente a conhecer em maior profundidade.



Já os tinha visto na festa de lançamento do seu álbum e do dos Grog, mas devo dizer que desta vez conseguiram surpreender-me ainda mais, talvez devido à adrenalina que tocar para uma banda estrangeira de renome traz.



Seguiram-se os Concealment, que traziam na bagagem o álbum novo "Phenakism" mas que apresentou ainda alguns temas de trabalhos anteriores.



Filipe encarrega-se bem tanto da única guitarra como da voz, mas algo a que ninguém fica indiferente é o baixo - de nove cordas - de Paulo.



A banda de Sintra já vem desde 1999 praticando uma mistura única de Death Metal (alguns diriam Deathcore) com elementos progressivos, experimentais e de outra forma eclécticos.



Os sevilhanos Killem estrearam-se em Portugal e apresentaram os seus dois álbuns repletos de malhas contagiantes. A banda já foi um quinteto mas está neste momento reduzida a quarteto. Não que se note, visto que se safaram tão bem que conseguiram inclusive fazer uma cover eficaz de Overactive Imagination dos Death com apenas uma guitarra.



O som da banda pode ser descrito como um Thrash/Death Metal com um instrumental fortíssimo, não querendo com isto dizer que Alex não tenha voz ou carisma de frontman, muito pelo contrário. Seja como for é sempre bom encontrar boas bandas entre nuestros hermanos, que têm quase tantas dificuldades em se fazer ouvir internacionalmente como nós.



Seguiram-se os Pestilence, que infelizmente não puderam tocar tanto tempo como pessoalmente esperava. A banda conta com um novo (mas bem eficaz) baterista e os membros originais na secção de cordas, com guitarras de oito cordas e um baixo fretless.



A actuação revelou-se uma festa de progressão e expertise, mas os Pestilence nunca foram uma banda para por a técnica acima da musicalidade, e demonstraram no Side B toda essa mestria.



Estiveram representados pelo menos seis dos sete álbuns de estúdio da banda (devo admitir que não consegui perceber se ficou representado o "Malleus Maleficarum") e o público pareceu contente com a selecção, que destacou - obviamente - "Doctrine".



Também foi uma oportunidade para os fãs de Obscura de verem o grande Jeroen no baixo, visto que está neste momento fora da banda germânica devido a esta tour com a sua banda de origem. Foi algo comentado entre o público, e houve quem gritasse Obscura a meio do concerto, o que sinceramente deve ofender o resto da banda.



Devo admitir que fiquei algo desiludido por tocarem apenas uma faixa de "Retribution Macabre". Sei que é um álbum que nunca estaria em destaque nesta altura do campeonato mas penso que não custava nada tocar, por exemplo, uma Horror Detox, e tenho a certeza que o pit ia ao rubro.



No final as opiniões ficaram divididas entre os mais velhos que já tinham oportunidade de ver a banda anteriormente. Enquanto alguns diziam que a banda "já não era a mesma coisa" outros contrastavam com "nunca os vi a tocar tanto" ou quem não desse importância a estas distinções.



Mas opiniões à parte, foi uma excelente noite de sábado com excelentes bandas nacionais e internacionais e, claro, o bom ambiente e estupendas condições do Side B. Esperemos que os holandeses voltem quando tiverem oportunidade de fazer outra tour europeia, e que continuem a lançar bons álbuns pois bandas de Death deste calibre querem-se vivas e bem.

E como sempre, os vídeos estão no canal Sons Subterâneos.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

ENTREVISTA - Gates Of Hell


Detentores de um estilo fortíssimo classicável entre o Death, o Thrash e o Groove, os portuenses Gates Of Hell são cada vez mais um nome sonante do panorama nacional, especialmente na região Norte, onde normalmente operam mais. Depois de um PEDRAGULHO ao EP "Shadows of the Dark Ages" e um LIVE REPORT a um concerto que a banda deu recentemente no Hard Club, o Pedra de Metal foi falar com o guitarrista Filipe Afonso para perceber melhor quem são os Gates Of Hell, e o que os fãs podem esperar da banda nos próximos tempos.

PdM – Os membros dos Gates of Hell são todos do Porto? São naturais ou mudaram-se para lá?

Filipe - Somos todos naturais do Porto e arredores. Apesar de não morarmos no centro da cidade, estamos perto uns dos outros, o que facilita bastante os ensaios e concertos.

O facto de morarmos no Grande Porto proporcionou o nosso encontro e assim a elaboração deste projecto. Inicialmente, a banda foi construída por um grupo de amigos, eu, Filipe, o Pedro, meu irmão, o Afonso, os quais se mantêm até à data, entre outros.

Mais tarde, entra o Zé, vocalista, tendo sido a partir desse momento que nos tornamos mais sólidos como grupo e banda. No final do ano passado deu entrada na banda o actual baixista, o João.

PdM – Como é que os Gates of Hell se descrevem enquanto banda, e como é que caracterizam a vossa sonoridade?

Filipe - Modéstia à parte, somos bem-dispostos e simpáticos! (risos...). Acima de tudo, somos um grupo unido, gostamos de trabalhar juntos e temos objectivos comuns. Contudo, temos os nossos desentendimentos e discordâncias, que na nossa opinião, são importantes para o processo de crescimento e evolução da banda, fortalecendo também a nossa união.

Consideramo-nos uma banda sociável, temos uma boa relação com as restantes bandas do meio, pois, para além de gostarmos de actuar em palco, também prezamos muito pelo convívio que se gera em torno dos eventos. Até à data, já travamos boas amizades e conhecemos um vasto número de pessoas pelo país fora.



Quanto à sonoridade da banda, ainda é difícil de definir, pois não nos queremos comprometer com apenas um estilo específico. O facto de aliarmos na nossa música vários estilos, conseguimos alargar o nosso público-alvo. Contudo, com o passar dos anos as influências vão ganhando forma e começamos por modificar a nossa maneira de tocar e de expor as nossas ideias na música.

Quando elaboramos a DEMO, a banda estava ainda numa fase embrionária e nessa altura apresentamos uma sonoridade mais ligada ao “thrash”, mas à medida que fomos compondo novos temas sentimos a necessidade de evoluir o nosso som para um nível superior, com outro tipo de “riffs” e ideias, o que modificou notoriamente a sonoridade, ligando-nos mais ao género “death metal”. A junção dos dois estilos dá-nos alguma liberdade no momento de compôr as músicas, o que na nossa opinião, é bastante positivo, pois agrada-nos fazer e ouvir temas com um “toque” diferente.

PdM – Pensam que o vosso som já está definido ou será que ainda está num processo de evolução inicial?

Filipe - Consideramo-nos um pouco ambiciosos no que respeita ao melhoramento da banda, querendo sempre mais e melhor. Por isso tentamos fazer uma introspecção da nossa caminhada até então, de forma a aprender e crescer com todos os bons e maus momentos e assim conseguirmos melhorar o nosso desempenho.



Assim sendo, gostamos de pensar que ainda não chegamos ao som que realmente desejamos, até porque é isso que nos dá motivação e vontade de ir mais além.
De qualquer forma, como já tocamos juntos à algum tempo, temos uma linha de guia comum que agrada a todos os elementos, mas é normal que a banda procure algo diferente na elaboração dos trabalhos que se seguem para não criar repetição. Por exemplo, as músicas que elaboramos após a apresentação do nosso primeiro EP, “Shadows of the Dark Ages”, e depois das várias experiências pelos palcos de todo o país, estão mais maduras, completas e com uma construção musical mais complexa.

PdM – Já tocaram dentro e fora do Porto com bandas de variados géneros. Quais acham que são os vossos “peers” (iguais, pares) no Porto e em Portugal?

Filipe - É verdade que temos actuado um pouco por todo o país com bandas bastante distintas, relativamente a género e estilo. Mas consideramos isso como óptimas experiências, pois vamos descobrindo bandas com as quais nos identificamos e que se tornam influentes para o nosso trabalho. Podemos nomear, por exemplo, Echidna, Pitch Black, Switchtense, e Damnull, entre outros, principalmente como as nossas influências nacionais e não como nossos “peers”, pois temos a noção que ainda temos muito a aprender.

PdM – Contavam anteriormente com uma demo e um rehersal, mas agora levam na mala a EP “Shadows of the Dark Ages” para onde vão. De que maneiras é possível adquirir esta EP?

Filipe - No início do projecto, gravamos um ensaio com temas originais do momento, para mostrarmos o nosso trabalho e promovermos a banda. Esse ensaio foi captado nos SVStudios, pelo Paulo Lopes.

Mais tarde, depois de alguma experiência em palco e melhorias nas nossas músicas, sentimos a necessidade de ter algo mais profissional e foi nessa altura que resolvemos regressar ao mesmo estúdio e saímos de lá com a EP “Shadows of the Dark Ages”. Foi uma experiência bastante agradável e enriquecedora e o produto final foi de encontro com as nossas expectativas.

Neste momento, um dos nossos objectivos é a gravação de um LP, para o qual já estamos a trabalhar, compondo músicas que definem bem a banda que somos actualmente.
A nossa EP pode ser encontrada nomeadamente através da internet, em sites como “iTunes”, “MySpace”, “Facebook” e pelo nosso email (gatesofhellband666@gmail.com). Nos nossos concertos também temos disponíveis EP's para venda, assim como t-shirts oficiais da banda.



PdM – E será que já há novo material? Se sim, é algo que faça parte do vosso setlist actual?

Filipe - Sim, de facto já temos alguns temas novos que, ultimamente, estão incluídos nos nossos concertos. Para além desses temas, temos também novas ideias e música que ainda estão a ser trabalhadas.

Como a opinião do público é importante para nós, preferimos dar a conhecer as nossas novas músicas ao vivo, antes de passarmos à gravação das mesmas. Desta forma, obtemos uma prévia reacção do público às novas músicas, podendo posteriormente aperfeiçoá-las. Até ao momento a adesão e críticas têm sido positivas, no geral.

PdM – Qual vai ser o próximo passo dos Gates of Hell? Há um novo lançamento no horizonte ou outras novidades semelhantes?

Filipe - Como já referimos anteriormente, estamos, neste momento, a trabalhar na composição de vários temas, para que, posteriormente, façam parte do nosso trabalho de longa duração.

Para quem não sabe, a história da nossa EP vai de encontro com uma lenda dos Maias que descreve o fim do mundo no ano 2012. Sendo assim, acreditamos que tem toda a lógica que esse ano seja o escolhido para a gravação do nosso próximo trabalho.



PdM – Como descreveriam o Underground do Porto e do Norte face há dez anos atrás? Há condições para as bandas locais?

Filipe - O Underground português teve uma grande evolução nos últimos dez anos.
Actualmente, as ferramentas para promover qualquer projecto, tanto a nível musical como empresarial, são imensas. Por exemplo, as redes sociais, como “Myspace”, “Facebook” e afins, vieram trazer novos ares à música e arte em geral. Surgiram os “blogs”, “sites” e “webzines”, entre outros, que possibilitam a autopromoção de grupos, bandas musicais, eventos, etc.

No que respeita à música, na nossa opinião foi fundamental a união nos últimos tempos do Underground a estas tecnologias, pois tornou-se extremamente acessível promover um trabalho musical ou um evento através deste tipo de meios.



Quanto às condições para as bandas na zona Norte, julgamos que deveria haver um maior incentivo por parte das Câmaras Municipais ou Juntas de Freguesia, pois se não houver perseverança e persistência da nossa parte, não conseguimos desenvolver o nosso trabalho e muito menos promovê-lo. Por exemplo, neste momento os nossos ensaios decorrem numa pequena sala alugada por nós e outra banda de amigos, no antigo Centro Comercial STOP, localizado no Porto. Como é um espaço que não está insonorizado, os responsáveis do Estado preferem encerrar o espaço a melhorar as suas condições. Contudo, com persuasão e persistência da associação de músicos do “STOP”, foi possível manter o espaço aberto com a condicionante de que seriamos “nós” que resolveríamos os problemas de insonorização.

PdM – É possível ver-vos ao vivo um pouco por todo o país e já marcaram presença no Side B em Benavente mas não é comum virem regularmente à capital e arredores (nomeadamente à Margem Sul do Tejo). É um problema de custos ou falta de oportunidades?

Filipe - De facto as deslocações ao Sul do país são menos frequentes do que as que gostaríamos. Naturalmente que a questão de custos é sempre um factor tido em consideração, até porque, hoje em dia, as deslocações no nosso país não são propriamente baratas.

De qualquer forma, apesar de os convites para actuar no Sul do país surgirem em menor número, admitimos que a maioria das vezes ponderamos essas propostas por questões financeiras. Contudo, isso não implica que uma vez por outra aceitemos actuar nessa zona do país, pois é uma mais-valia para a nossa banda, visto o nosso trabalho estar menos divulgado na zona Sul e porque para nós é sempre um enorme prazer actuar em qualquer cantinho de Portugal.



PdM – Entre trabalho e/ ou estudos, outros projectos musicais e vida social, como arranjam tempo para manter os Gates of Hell activos?
Quando fazemos por gosto, há sempre tempo. É natural que nem sempre seja fácil conciliar os nossos horários mas com esforço e dedicação conseguimo-nos juntar todas as semanas para ensaiar.


Filipe - Também gostamos muito de conviver, por isso os ensaios e concertos são os momentos em que aproveitamos para estar juntos e partilharmos experiências.
Levamos muito a sério este projecto musical que criamos e mesmo com outras actividades, projectos e afazeres pessoais, temos sempre presente os objectivos da banda.

PdM – Que recomendações fariam aos fãs que quiserem acompanhar a banda de perto e ajudá-la a crescer?

Filipe - Somos uma banda que gosta de conviver com o público e de estar em palco e é essa a energia que queremos transmitir nos nossos concertos. O melhor apoio que nos podem dar é estarem presentes nos eventos em que participamos e se possível contribuírem para um bom espectáculo. É esse o nosso espírito nos concertos, divertir quem está a assistir, de forma a também nos divertirmos.
O acompanhamento da nossa banda pode ser feito através do “Facebook” e “Myspace”, onde podem encontrar novidades, vídeos, cartazes, reviews, concertos, fotografias, etc.



PdM – Já foram contactados ou têm perspectivas de vir a ter alguma relação profissional com uma chancela?

Filipe - Já fomos contactados por várias editoras, mas ainda não decidimos aceitar um compromisso com nenhuma delas.

De qualquer forma, nesta fase não é nosso objectivo principal celebrar um contrato com uma editora. O que queremos fazer, antes de mais, é criar um trabalho que nos deixe satisfeitos por completo, e caso nessa altura alguma editora gostar do nosso desempenho, temos todo gosto em negociar.



PdM – Muito obrigado por nos darem esta entrevista e colaborarem com o Pedra de Metal, boa sorte com a promoção da EP e os concertos que forem aparecendo.

Filipe - Obrigado, nós, pela entrevista. Foi um prazer fazer parte do vosso projecto.

Um grande abraço para ti e para os restantes colaboradores, votos de muito sucesso para o Pedra de Metal e parabéns por apoiarem o metal nacional, pois são projectos como os vossos que nos ajudam a ser alguém. Até breve...

domingo, 15 de maio de 2011

MINDLOCK fazem a abertura de Iron Maiden na Concentração de Faro, 14-7-2011

Os Thrashers algarvios Mindlock vão abrir o concerto de Iron Maiden na concentração motard de Faro deste ano, a realizar-se no dia 14 de Julho.



A banda traz na mala o álbum "Enemy Of Silence", lançado em 2010, e que o Pedra de Metal teve o prazer de ver apresentado em Oeiras, nos Estúdios Nirvana.

~

É bom saber que uma banda portuguesa, em especial uma de Faro, vai ter esta enrorme honra e oportunidade, pois é uma banda que certamente merece. "Enemy Of Silence" é um excelente álbum de Thrash/Groove que esperamos vir a dar em conhecer melhor em PEDRAGULHO.



Mas até lá aproveitem para ler a entrevista que já publicamos com Francisco dos Mindlock.

LIVE REPORT - Grog + Blacksunrise + Alchemist @ Rock & Shots, Cascais, 12-5-2011

O Pedra de Metal foi assistir à festa de lançamento dos novos álbuns de Grog ("Scooping the Cranial Insides") e Blacksunrise ("Oceanic") com apoio dos Alchemist ao Rock & Shots (antigo Lótus Bar) em Cascaus e foi sem dúvida uma quinta-feira para lembrar.

Uma entrada de meramente 3 euros e ainda se oferceram CDs a cada dez entradas. Não há crise que faça disto menos de que um excelente negócio. Ainda para mais tanto os Grog como os Blacksunrise tinham disponíveis packs de CD + Tshirt a preços bastante apelativos. No entanto, e para infelicidade de muitos dos presentes, os Grog não conseguiram ainda ter disponível o álbum "Scooping The Cranial Insides", numa falha que só pode ser atribuida à empresa responsável pelo fabrico do CD.



A abertura da noite quente e abafada ficou a cargo dos Alchemist, banda de Black & Roll composta por um membro de Mourning Lenore, um de Theriomorphic e um de Utopium. Já tinha tido o prazer de os ver tocar na Passagem de Ano 2010/2011 no Metalpoint, no Porto, mas certamente soube bem apreciar de novo, desta vez sem álcool no sistema (tanto eu como eles).



Ao peso e feeling the Black Metal puro da banda junta-se um ritmo diverso (daí o Roll) e ainda floreados nas guitarras que ajudam a tornar a música apreciável mesmo àqueles que nunca gostariam de uma banda de Black.



Seguiram-se os Blacksunrise, que passados mais de 5 anos se tornaram muito mais do que "putos de 19 anos que tocam uma cover de At The Gates", aliás, cover nem ouvi-la, para quem não tem prestado atenção, os lisboetas já contam com três álbuns de estúdio e não podem ser julgados por um "gimmick" do seus primeiros tempos.



Em destaque estiveram faixas do novo albúm "Oceanic" (disponível através da chancela Raging Planet) como "Crowning Neptune's Wrath", "Adamastor" e "Asgard Dies" entre outras. O mais recente vocalista da banda é carismático para além de eificiente, e o nível técnico da banda parece ter recentemente dado um enorme salto.



Mas claro, houve lugar para algumas faixas de "Azrael" e "Engulf the World In Frozen Flames", e o público de facto ficou triste da banda abandonar o palco sem tocar mais.



"Oceanic" é um lançamento com muito valor, que o Pedras vou vai dar a conhecer melhor em PEDRAGULHO brevemente, assim como os Blacksunrise, a quem vamos fazer uma entrevista.



E a fechar a noite tocaram os Grog, num concerto cheio de energia e participações por parte do público com uma qualidade de som incrível, especialmente e considerarmos que se trata de uma banda de Death/Grindcore bem extrema.



A primeira parte do concerto tratou-se da apresentação dos temas do novo álbum, "Scooping the Cranial Insides" e a segunda debruçou-se sobre os diversos trabalhos que a banda de Oeiras vem fazendo nas últimas duas décadas.



Tanto Alexandre Ribeiro (baixista dos Grog) como Luis Santos dos Blacksunrise (que é seu aluno) aplicaram baixos fretless e uma capacidade técnica incrível que me soube particularmente bem e que acho que enriquece muito o som das duas bandas, com destaque para os Grog, que com este "lead bass" ganham outra profundidade que normalmente as bandas de Grind não têm, por melhores que sejam.



Claro que também é importante destacar a boa onda e carisma de Pedro Pedra, vocalista de Grog e amigo do Pedra de Metal há já algum tempo, que soube puxar pelo (e entreter) o público, distribuir comentários com bastante humor e não se deixou fazer parar pelas estúpidas e repetitivas interrupções que um telemóvel parecia estar a causar, mas que eventualmente desapareceram por completo.



De facto, os Grog aplicam muito mais técnica em todos os intrumentos do que é comum no Grind mais pornográfico/gore, que é o que praticam, mas nunca esquecendo a musicalidade necessária para tornar as músicas apelativas e cheias de energia.



Para além dos vídeos que aqui apresentamos dos Grog há mais no canal Sons Subterrâneos e ainda falta fazer o upload de dois por isso aproveitem para apreciar mais de metade do concerto online.



Estejam atentos ao PEDRAGULHO que publicaremos em breve sobre o novo trabalho dos Grog, e aproveitem para ler a nossa entrevista com a banda.

terça-feira, 10 de maio de 2011

SWITCHTENSE + THE SPITEFUL + GORDO @ In Live, Moita, 14-05-2011

É já este sábado dia 14 de Maio que os Switchtense apresentam em casa o seu novo álbum, no In Live café da Moita.

O novo trabalho já está disponível através da Rastilho Records e foi apresentado no Metalpoint, no Porto, no passado sábado.

Vamos poder contar no dia 14 com actuações dos The Spiteful e ainda dos espanhóis Gordo.

O concerto começa às 22:30 e o bilhete custa 5 euros, mas por 12 euros levam o novo álbum dos Switchtense, que a 7 euros é uma pechincha que vale bem a pena.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

PEDRAGULHO - Hate In Flesh "Wondering Through Despair"

Em anos recentes o Underground português tem sido inundado de boas bandas, boas composições e bons lançamentos. A nossa mentalidade (retrógrada por sinal) ainda não nos permitiu perceber o quanto o paradigma do Metal português mudou na última década.



Wandering Through Despair”, o primeiro longa-duração dos luso-brasileiros Hate In Flesh, é um perfeito exemplo disto. Este álbum, brincadeiras à parte, merecia ser lançado internacionalmente por uma chancela relevante. É que trata-se duma daquelas sonoridades que consegue agradar muitos fãs de diferentes géneros.

A formação é composta por um português e quatro brasileiros residentes em Portugal. Fui fundada pelo vocalista Maiko Ramos (na altura também baixista) e o guitarrista César Silva, ao qual se juntaram mais tarde o guitarrista Paulo Oliveira e o baterista Euler Morais. A formação estava completa, mas sofreu uma última alteração quando o português Pedro Bastos se ofereceu para tomar conta do baixo.

Após pouco mais de um ano e meio desta formação o resultado está a vista. “Wandering Through Despair” apresenta-nos dez faixas sólidas, consistentes e no entanto variadas, que farão as delícias de fãs de Death Metal, Thrash/Groove Metal, Metalcore e quiçá até outros. O som é difícil de definir num só género, mas cada faixa tem uma tendência própria, pautada pelo estilo próprio dos Hate In Flesh.



O álbum abre com a faixa título, e quem apreciar o estilo de leads melódicos que tanto se tem popularizado na última década certamente gostará. Mas nem só de leads se fazem os Hate In Flesh, aliás, este tipo de leads é uma faceta da sonoridade da banda que os Hate In Flesh ainda podem desenvolver e melhorar.



A segunda malha, Rebirth of Rotten Souls, já assenta muito mais num feeling Thrash com muito ritmo e riffs contagiantes e excelentes para um bom pit. Nesta faixa o destaque vai para César Silva, que prova que apesar da proficiência nessa área não é apenas um simples guitarrista ritmo, e os seus solos mostram isso.



Grinder Machine parece ser a música mais rápida do álbum, com guitarras a rasgar durante quase toda a faixa e uma percussão louvável. Fica também clara no refrão a influência de bandas melódicas.



Seconds to the End mostra mais uma vez que apesar de seguir um tronco comum, o som dos Hate In Flesh tem várias facetas e em nada é repetitivo (exceto nas partes que se querem mesmo ouvir repetidas). O fim da música conta inclusive com um duplo lead fantástico que pela qualidade da composição e produção nos remete para trabalhos internacionais.



Se até aqui já se tinha percebido a sua eficácia, Pedro Bastos usa a faixa My Last War para mostrar como se diferencia de muitos baixistas de Metal, que mais não fazem do que tocar o instrumento como se de uma guitarra se tratasse. http://www.blogger.com/img/blank.gif



Foi também esta faixa que Euler Morais aproveitou no Hate In Fest para fazer um fantástico solo, que podem encontrar no canal Sons Subterrâneos.



Segue-se Hate Me, a faixa que dá o nome à tour em que se encontra atualmente a banda, e que deverá durar até ao final do ano à medida que mais datas forem surgindo para promover o álbum. Um claro “single”, é uma faixa que consegue provavelmente reunir gostos diferentes mais do que outras do álbum.

Riffs cavalgados a remeter mais uma vez para o Thrash abrem a faixa Lost, que espanta pela forma como avança progressivamente até um final pautado por fantásticas linhas de guitarra. É uma faixa segura, que infelizmente os Hate In Flesh não tocam quando são obrigados a reduzir o seu set.



Segue-se Trigger, possivelmente a faixa mais calma do álbum, mas não precisam de ter medo pois é carregada de peso, e é lá para o meio que entra a melodia, com Maiko Ramos a fugir à sua normal voz agressiva e fazer um spoken word, antes da música começar a "aquecer" de novo.



A penúltima faixa, Memories, deve ser certamente uma das favoritas do Pedro. Para além do destaque que o baixo tem na faixa, ele gosta de puxar pelo público quando começa a tocar esta ao vivo, e no Hate In Fest fez antes da faixa um pequeno discurso em que disse que já era um sonho realizado ter lançado este álbum.



O a fechar o álbum temos Dead Man, a mais sombria de todas as faixas, assim como uma das com mais técnica. Apesar de um ritmo lento na maior parte da música, Euler não poupa o pedal duplo, e depois dos solos até ao fim é sempre a abrir.

Tenho acompanhado este quinteto desde pouco antes de lançarem este álbum e já tive o prazer de os ver tocar várias vezes, incluindo duas datas nas quais anunciaram o lançamento do álbum, e posso garantir que os Hate In Flesh conseguem ser ainda melhores ao vivo.

Mas não deixo de recomendar o álbum a todos, e recomendar que ouçam já aqui no Pedra de Metal a faixa “Wondering Through Despair”, disponível no nosso player, que está à direita. Acho que se trata de um sério candidato a álbum português do ano, e muito dificilmente não ficará no meu top.

Aproveitem para conferir as datas da Hate Me Tour para saber onde podem ver este quinteto revelação, mas tenham em atenção que ainda vão ser adicionadas muitas mais datas até ao final do ano, por isso estejam atentos ao Facebook e MySpace da banda.

LACOBRIGA CHECK SOUND - The Murder Case + Prayers of Sanity + Cursed Disciples, 14 de Maio, Lagos



Na sexata-feira dia 14 de Maio Lagos vai vibrar com a música dos The Murder Case, Prayers of Sanity e ainda Cursed Disciples.

Para saber mais sobre o evento e aceder a todos os dados das bandas basta visitarem a página do evento no Facebook.

UNDERFEST WARM-UP IV - Annihilation + Hands Of Guilt + Bellika + Karunniru @ Metalpoint, Porto, 21 de Maio

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Swtichtense - Detalhes de lançamento do álbum homónimo


Os Switchtense fizeram um comunicado oficial aos seus fãs acerca do lançamento do álbum homónimo e das suas datas de apresentação. Ora façam favor de ler:


Com o novo album,intitulado SWITCHTENSE, quase na rua, está na hora de começar a fazer promoçao ao mesmo.
A partir do proximo dia 5 Maio podem atraves dos site www.rastilho.com fazer a encomenda do vosso album!
Já estão há uns dias disponiveis para escuta na internet 2 singles do album...os temas sao:

UNBREAKABLE - http://www.youtube.com/watch?v=HFC5uO_7iNI
IN FRONT OF YOUR EYES - http://www.youtube.com/watch?v=uLk0yqcy7ig

Podem tambem ver o trailer de apresentação do album com imagens captadas em estudio durante a gravação do album e um preview em 3D do
artwork do album - http://www.youtube.com/watch?v=MMKNcQcKHYs

A partir de 7 Maio começamos os concertos de apresentação do disco e para ja nos mes de Maio temos 4 datas em 4 diferentes pontos do pais. A saber:

7 Maio - MetalPoint Porto ( + Revolution Within + Final Mercy )
(12€ bilhete + cd SWITCHTENSE / 6€ bilhete )

14 Maio - In Live Caffe Moita ( + The Spiteful + Gordo )
(12€ bilhete + cd SWITCHTENSE / 5€ bilhete )

21 Maio - Beat Club Leiria ( + Seven Stitches + Gates of Hell )
(12€ bilhete + cd SWITCHTENSE / 5€ bilhete )

27 Maio -"Os Celeiros" Evora (+ Seven Thousand + Last One Standing )
( socios 2€ / nao socios 4€ )


Mais datas estao marcadas e serão anunciadas em breve!!

Na proxima semana, o album SWITCHTENSE estará em destaque no programa Alta Tensao do Antonio Freitas na Antena3. Sintonizem a radio e escutem em primeira mao alguns temas do album.
Na madrugada de Quinta para Sexta ( de dia 5 para 6 Maio ) estaremos em entrevista no programa!
Entre a 01 e as 02 da manha, nao percam!!

REPORTAGEM - Na sala de ensaios com os Hate In Flesh - Parte II



Estão desde hoje disponíveis no canal Sons Subterrâneos mais quatro faixas dos Hate In Flesh na sala de ensaios na qual receberam o Pedra de Metal em Abril.



Os luso-brasileiros são uma banda de amigos com uma química do melhor, como aliás Maiko Ramos já tinha deixado claro na entrevista com o Pedras, e essa química é visível tanto nos concertos como na sala de ensaios.



Quem quiser ficar a conhecer melhor os Hate In Flesh pode passar no MySpace da banda, onde já está disponível o primeiro lançamento da banda, o álbum "Wondering Through Despair", cuja faixa título podem encontrar no nosso player à direita.



E claro, confiram as datas da Hate Me Tour para saber onde podem ver os Hate In Flesh, que até ao final do ano levarão "Wondering Through Despair" a todos os cantos de Portugal e quiçá mais além.