Pedra de Metal

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quarta-feira, 15 de junho de 2011

LIVE REPORT - Threat Of Decay + For Ophelia's Death + Into The Abyss + Burn Damage @ Rock and Shots, 8-6-2011


O Rock & Shots abriu as portas ao Metalcore e Deathcore na passada quarta-feira, dia 8 de Junho, e o Pedra de metal foi espreitar.

O concerto, organizado pelos Threat Of Decay, contou ainda com actuações dos For Ophelia's Death, Into The Abyss e Burn Damage.



Os Burn Damage surpreendem por várias razões. Antes de mais é incomum uma banda ter dois elementos femininos e dois masculinos, o que acaba sempre por ser ponto de destaque quer se queira ou não.



Mas mais surpreendente do que ter uma vocalista, o que já não é grande surpresa nos nossos dias, surpreendeu-me a qualidade bruta e crua da voz, que podem conferir nos vídeos.



Apesar de terem uma sonoridade que tende para o Metalcore os Burn Damage inserem claramente influências de Thrash na guitarra e o seu baterista consegue facilmente praticar blastbeats.



Seguiram-se os Into The Abyss, que apresentaram o Deathcore Progressivo que está patente no lançamento que preparam, "The Fall Of Cydonia".



A certa altura a actuação sofreu com alguns problemas de som mas os membros fizeram por contornar esses problemas da melhor maneira possível, nunca perdendo o profissionalismo em palco.



Nesta actuação destacou-se o líder espiritual da banda, David, que consegue sempre impressionar com a maneira como toca bateria. Mas a dupla de guitarristas Nelson e Vinicius também está de parabéns, assim como André cujo baixo complementa na perfeição a secção rítmica.



O vocalista Phil comentou comigo após o concerto que não foi a sua melhor noite, mas tanto a força da sua voz como a energia e movimento que mostra em palco estiveram no sítio, e o resultado foi uma excelente actuação.



Seguiram-se os For Ophelia's Death, que ganharam recentemente o concurso do Resurrection Fest.



A banda é provavelmente a mais Metalcore da noite, mas é surpreendente como conseguem tornar o seu som tão rico que apela mesmo aos que normalmente não são os maiores apreciadores do estilo.



Foi nesta actuação que a dimensão do palco começou a prestar-se a alguns problemas devido aos movimentos da banda, mas os For Ophelia's Death conseguiram superar as dificuldades e animaram um público na altura inquieto com o atraso.



Vozes que variam entre o peso e a melodia, guitarras fortes e um baixo lead assim como uma bateria bem calibrada marcaram a audiência, e no final do concerto houve quem dissesse que esta tinha sido a melhor banda, se bem que não me cabe fazer essa distinção.



Por último tocaram os Threat Of Decay, que já acabaram fora de horas. A energia do vocalista Nelson (também guitarrista de Into The Abyss)e do guitarrista Leandro são excepcionais, como aliás podem conferir nos vídeos.



Nesta actuação já houve mosh pit (se bem que pequeno) com alguma violência e a banda fez por incentivar isso ao máximo. Que o diga Nelson, que inclusive desceu do palco para se juntar ao público durante parte de uma música.



Os Threat Of Decay apresentaram o som mais pesado da noite e tocaram ainda uma cover dos defuntos Despised Icon, mas sem baixista. Para além de Nelson também o baixista André divide tarefas com os Into The Abyss.



Uma excelente noite que mostrou o Metalcore em (quase) todos os seus espectros e em que a variedade entre bandas acabou por tornar todas mais agradáveis.

O Pedra de Metal vai ter mais uma oportunidade de ver os Threat Of Decay no final do mês, juntamente com os Hang The Traitor e os Hate In Flesh, duas bandas bem amigas do Pedras, por isso aguardem muitos vídeos ou melhor, apareçam no In Live da Moita no sábado dia 25.

terça-feira, 14 de junho de 2011

ENTREVISTA - Another Day Will Come

Entre os estilos que se têm popularizado e crescido exponencialmente no Underground nacional um dos mais movimentados por estes dias é o Metalcore e as suas variantes. Os Another Day Will Come, que vão abrir para os The Black Dahlia Murder juntamente com os Blacksunrise, são um excelente exemplo disso. O Pedra de Metal já teve a oportunidade a assistir à banda ao vivo e temos no nosso player a faixa Your Shadow Still Remains. Damo-vos agora a conhecer melhor os Another Day Will Come pelo meio de uma entrevista junto do guitarrista André e do baixista Félix.

PdM - Como nasceram os Another Day Will Come?

ADWC - Os Another Day Will Come nasceram em finais de 2009. Tudo começou quando o Félix e o André decidiram fazer um novo projecto, dentro de um género musical que ambos gostam. Começaram por compor algumas coisas, por volta do Verão de 2009, e ao fim de uns tempos, chamaram o Bruno, Diogo e Miguel (Ex-Guitarrista).
Assim, com a formação completa, começaram a ensaiar em Novembro do mesmo ano.
Depois de vários meses de ensaios e novas composições, decidimos gravar a nossa primeira EP “Incipit”, em finais de 2010. Depois da gravação, Miguel deixa a banda por motivos pessoais entre a banda e é assim que David entra, já em 2011, para completar a nova formação.

PdM - Foram recentemente escolhidos para abrir para os The Black Dahlia Murder em Corroios, como se sentem?

ADWC - Estamos muito felizes por ter esta oportunidade em tocar com uma das bandas que tomamos como influência. Temos estado a trabalhar para não desiludir ninguém nessa noite e, desde já, agradecemos o voto de confiança, por parte da Xuxa Jurássica, por nos dar esta grande oportunidade.



PdM - Já vos surgiram mais oportunidades semelhantes, com grandes bandas nacionais ou mesmo internacionais?


ADWC - Sim, mas em projectos que estávamos inseridos anteriormente, como por exemplo, o Félix em Wrong Tape, teve a oportunidade de tocar duas vezes com os Noctem de Espanha e o André, o Bruno e o Diogo, em Chaotic Storm, tocaram uma vez também com Noctem.

PdM - Parece que os Another Day Will Come estão a começar a ganhar bastante balanço. A que acham que isso se deve?

ADWC - Em primeiro lugar, deve-se a todo o pessoal que nos tem apoiado até aqui. É sem dúvida uma força que temos para poder continuar. E estamos bastante gratos a todos eles e também à divulgação que é feita, que apesar de ser pouca em Portugal, a divulgação que há é realmente muito boa!



PdM - São de Paio Pires no Seixal, e ajudaram a organizar o Paio Pires Underground Fest. Há muitas bandas na vossa zona?

ADWC - A nossa zona e arredores está por acaso bastante recheada de bandas dos mais variados géneros musicais, o que é bastante bom. Significa que à vontade de se fazer música em Portugal e eventos como o Paio Pires Underground Fest, são óptimos para divulgar as bandas e a sua música.

PdM - Que concertos vão haver em Paio Pires nos próximos tempos?

ADWC - De momento não temos nenhum concerto marcado aqui para Paio Pires, no entanto, vai ser organizado um concerto com Hate In Flesh, Hang The Traitor e DREDD (ESP) brevemente, mas se quiserem saber mais novidades podem visitar o site http://www.myspace.com/pastilhafelixproductions.



PdM - De que modos é possível obter o vosso EP “Incipit”?

ADWC - O nosso EP “Incipit” pode ser obtido por um contacto feito para o nosso E-mail, Myspace ou Facebook e também nas bancas de Merchandise nos concertos.

PdM - O vosso som parece-me ser um Metalcore bem carregado de ritmo e melodia, mas por vezes parece que de música para música o vosso som ainda está a evoluir, diriam que é o caso?

ADWC - Sim é o caso, sentimos que ainda não atingimos o nosso potencial como músicos e como banda, mas isso acaba por ser benéfico para nós e para o pessoal que nos segue, porque de concerto para concerto, vamos apresentando uma maior maturidade musical, o que acaba por ser bastante positivo, acompanhar a evolução gradual de uma banda.



PdM - Sei que planeiam ainda este ano gravar o vosso primeiro álbum. O processo de composição já começou?

ADWC - Sim, vamos começar a gravar no final deste ano, para ser lançado nos primeiros meses do ano que vem. O processo de composição já começou e algumas das músicas que estarão nesse futuro registo, serão tocadas na noite de TBDM.

PdM - Das músicas que fazem parte do vosso set habitual, já alguma foi escrita depois da gravação de “Incipit”?

ADWC - Sim, depois da gravação da EP, compusemos novas músicas. Uma delas foi remodelada, que por acaso, foi a primeira música que compusemos, como banda. Actualmente na nossa setlist, só estão presentes duas músicas do EP, dependendo do tempo que tivermos para actuar, pois achamos que as novas músicas estão mais maduras e são mais fáceis de serem apreciadas pelo público.

PdM - Têm uma energia notável em palco e não é invulgar ver as pessoas a falar disso depois dos vossos concertos. Tem haver com a química da banda?

ADWC - Quando estamos em palco sentimo-nos realizados e os problemas de cada um ficam “lá fora”. Isto também se deve à forte amizade que existe entre os elementos da banda e basicamente, queremos aproveitar cada segundo em cima do palco.

PdM - São tanto amigos como colegas, ou a coesão virá mais do profissionalismo e ambição?

ADWC - Somos grandes amigos e temos a sorte de sentirmos que todos “ remamos para o mesmo lado”, temos a ambição de crescer como músicos e banda e também fortalecer ainda mais os laços de amizade que já temos.

PdM - Fora TBDM, que concertos vão dar nos próximos tempos?

ADWC - Devido a vida profissional de cada um, tem sido difícil conciliar faculdade/emprego com concertos, mas temos já agendado a 2ª Fase do concurso de bandas “Rock On Side B” no Side B em Benavente, dia 22 de Julho.

PdM - Quando é que o Pedra de Metal vai poder começar a dar novidades do vosso primeiro álbum?

ADWC - Assim que este começar a ser gravado, que está previsto para o final do ano.



PdM - Que sugestões dariam aos vossos fãs para vos ajudar a crescer, e o que diriam a quem quiser ficar a conhecer melhor Another Day Will Come?

ADWC - Aos nossos fãns… Que continuem a apoiar-nos como até agora, estamos muito gratos! A todos os que quiserem ficar a conhecer a nossa banda, vão ao próximo concerto curtir e sair de lá estoirados! Hehe.

E-Mail: adwcband@gmail.com

Myspace: http://www.myspace.com/anotherdaywillcome

Facebook: http://www.facebook.com/pages/Another-Day-Will-Come/180770248614496

quinta-feira, 5 de maio de 2011

PEDRAGULHO - Hate In Flesh "Wondering Through Despair"

Em anos recentes o Underground português tem sido inundado de boas bandas, boas composições e bons lançamentos. A nossa mentalidade (retrógrada por sinal) ainda não nos permitiu perceber o quanto o paradigma do Metal português mudou na última década.



Wandering Through Despair”, o primeiro longa-duração dos luso-brasileiros Hate In Flesh, é um perfeito exemplo disto. Este álbum, brincadeiras à parte, merecia ser lançado internacionalmente por uma chancela relevante. É que trata-se duma daquelas sonoridades que consegue agradar muitos fãs de diferentes géneros.

A formação é composta por um português e quatro brasileiros residentes em Portugal. Fui fundada pelo vocalista Maiko Ramos (na altura também baixista) e o guitarrista César Silva, ao qual se juntaram mais tarde o guitarrista Paulo Oliveira e o baterista Euler Morais. A formação estava completa, mas sofreu uma última alteração quando o português Pedro Bastos se ofereceu para tomar conta do baixo.

Após pouco mais de um ano e meio desta formação o resultado está a vista. “Wandering Through Despair” apresenta-nos dez faixas sólidas, consistentes e no entanto variadas, que farão as delícias de fãs de Death Metal, Thrash/Groove Metal, Metalcore e quiçá até outros. O som é difícil de definir num só género, mas cada faixa tem uma tendência própria, pautada pelo estilo próprio dos Hate In Flesh.



O álbum abre com a faixa título, e quem apreciar o estilo de leads melódicos que tanto se tem popularizado na última década certamente gostará. Mas nem só de leads se fazem os Hate In Flesh, aliás, este tipo de leads é uma faceta da sonoridade da banda que os Hate In Flesh ainda podem desenvolver e melhorar.



A segunda malha, Rebirth of Rotten Souls, já assenta muito mais num feeling Thrash com muito ritmo e riffs contagiantes e excelentes para um bom pit. Nesta faixa o destaque vai para César Silva, que prova que apesar da proficiência nessa área não é apenas um simples guitarrista ritmo, e os seus solos mostram isso.



Grinder Machine parece ser a música mais rápida do álbum, com guitarras a rasgar durante quase toda a faixa e uma percussão louvável. Fica também clara no refrão a influência de bandas melódicas.



Seconds to the End mostra mais uma vez que apesar de seguir um tronco comum, o som dos Hate In Flesh tem várias facetas e em nada é repetitivo (exceto nas partes que se querem mesmo ouvir repetidas). O fim da música conta inclusive com um duplo lead fantástico que pela qualidade da composição e produção nos remete para trabalhos internacionais.



Se até aqui já se tinha percebido a sua eficácia, Pedro Bastos usa a faixa My Last War para mostrar como se diferencia de muitos baixistas de Metal, que mais não fazem do que tocar o instrumento como se de uma guitarra se tratasse. http://www.blogger.com/img/blank.gif



Foi também esta faixa que Euler Morais aproveitou no Hate In Fest para fazer um fantástico solo, que podem encontrar no canal Sons Subterrâneos.



Segue-se Hate Me, a faixa que dá o nome à tour em que se encontra atualmente a banda, e que deverá durar até ao final do ano à medida que mais datas forem surgindo para promover o álbum. Um claro “single”, é uma faixa que consegue provavelmente reunir gostos diferentes mais do que outras do álbum.

Riffs cavalgados a remeter mais uma vez para o Thrash abrem a faixa Lost, que espanta pela forma como avança progressivamente até um final pautado por fantásticas linhas de guitarra. É uma faixa segura, que infelizmente os Hate In Flesh não tocam quando são obrigados a reduzir o seu set.



Segue-se Trigger, possivelmente a faixa mais calma do álbum, mas não precisam de ter medo pois é carregada de peso, e é lá para o meio que entra a melodia, com Maiko Ramos a fugir à sua normal voz agressiva e fazer um spoken word, antes da música começar a "aquecer" de novo.



A penúltima faixa, Memories, deve ser certamente uma das favoritas do Pedro. Para além do destaque que o baixo tem na faixa, ele gosta de puxar pelo público quando começa a tocar esta ao vivo, e no Hate In Fest fez antes da faixa um pequeno discurso em que disse que já era um sonho realizado ter lançado este álbum.



O a fechar o álbum temos Dead Man, a mais sombria de todas as faixas, assim como uma das com mais técnica. Apesar de um ritmo lento na maior parte da música, Euler não poupa o pedal duplo, e depois dos solos até ao fim é sempre a abrir.

Tenho acompanhado este quinteto desde pouco antes de lançarem este álbum e já tive o prazer de os ver tocar várias vezes, incluindo duas datas nas quais anunciaram o lançamento do álbum, e posso garantir que os Hate In Flesh conseguem ser ainda melhores ao vivo.

Mas não deixo de recomendar o álbum a todos, e recomendar que ouçam já aqui no Pedra de Metal a faixa “Wondering Through Despair”, disponível no nosso player, que está à direita. Acho que se trata de um sério candidato a álbum português do ano, e muito dificilmente não ficará no meu top.

Aproveitem para conferir as datas da Hate Me Tour para saber onde podem ver este quinteto revelação, mas tenham em atenção que ainda vão ser adicionadas muitas mais datas até ao final do ano, por isso estejam atentos ao Facebook e MySpace da banda.

LACOBRIGA CHECK SOUND - The Murder Case + Prayers of Sanity + Cursed Disciples, 14 de Maio, Lagos



Na sexata-feira dia 14 de Maio Lagos vai vibrar com a música dos The Murder Case, Prayers of Sanity e ainda Cursed Disciples.

Para saber mais sobre o evento e aceder a todos os dados das bandas basta visitarem a página do evento no Facebook.

sábado, 23 de abril de 2011

PASSATEMPO - Ganha uma Entrada+CD para o lançamento dos Hate In Flesh


E finalmente está disponível o passatempo dos Hate In Flesh em colaboração com o Pedra de Metal. Vamos oferecer uma entrada (com CD) para a Hate In Fest, festa de lançamento do álbum "Wandering Through Despair", a realizar-se dia 30 no Rovolver Bar em Cacilhas.



O que fazer para participar:

No nosso player e no MySpace dos Hate In Flesh podem encontrar para audição a faixa "Wandering Through Despair" que é também o título do álbum de lançamento dos luso-brasileiros.

Basta ouvirem essa faixa e nos dizerem que imagens, conceitos ou significados vos invoca. Não se preocupem em imitar a banda mas sim em elaborar o conceito com as vossas próprias palavras.
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Como participar:

Enviem as respostas para o email camonteiro1985@gmail.com ou se tiverem Facebook podem fazer a participação na vossa página pessoal ou mesmo na do Pedra de Metal, mas lembrem-se, têm de fazer dois tags no post (@Pedra de Metal e @HATE IN FLESH) para que os possamos encontrar.

Aceitam-se participações até a quinta-feira dia 28 de Abril e o vencedor será anunciado na sexta-feira dia 29. O vencedor será escolhido em conjunto pelo Pedra de Metal e os Hate In Flesh. Apesar de não ser o factor decisivo, vamos tomar em conta os "likes" das participações feitas através do Facebook.

Aproveitem ainda para conhecer melhor os Hate In Flesh: leiam a entrevista com Maiko Ramos, vejam os vídeos da reportagem na sala de ensaios e aproveitem para conferir mais datas da Hate Me Tour.

terça-feira, 19 de abril de 2011

ENTREVISTA - Hate In Flesh

Após um mero ano e meio de terem iniciado a banda, os luso-brasileiros Hate In Flesh já têm disponível o seu álbum de lançamento, "Wandering Through Despair". Um excelente trabalho, que mostra que os tempos mudaram em Portugal e já é possível às bandas talentosas e dedicadas aceder a meios que lhes permitem fazer excelentes lançamentos, mesmo sem apoios oficiais.



O Pedra de Metal tem vindo a acompanhar os Hate In Flesh, e publica agora uma entrevista alongada com o vocalista e líder espiritual da banda, Maiko Ramos.

PdM – Como é que se deu o início dos HIF como quarteto? Que actividade teve a banda até o Pedro Bastos se juntar à formação como baixista? Porquê adicionar um quinto elemento nessa altura?

Maiko - Eu e o César já nos conhecíamos antes da banda ser formada, num dia conheci o Paulo a voltar a casa, e de repente já tínhamos 3 membros, Paulo após uma busca incessante nas redes sociais encontramos o Euler, dias depois já estávamos ensaiando, mesmo se conhecendo muito pouco, mas todos tínhamos os mesmos ideais. A entrada do Pedro surgiu após alguns ensaios onde ele nessa altura era apenas expectador, inicialmente eu tocava baixo e vocal, ele no fim acabou se oferecendo para ser o 5 elemento, visto que ser apenas vocalista seria um grande desafio para mim.

PdM – A vossa sonoridade mista é o resultado de diferentes influências ou uma vontade que todos partilharam desde o início? Quais são as vossas principais influências?

Maiko - Nossas musicas contêm fortes influências de toda a escola musical dos membros da banda, visto que cada um tem a sua própia escola, influências como Power Metal, Nu Metal, Death Metal, Hardcore...e toda essa mistura acaba sempre estando presente em nossas músicas, é muito natural a forma com que compomos e conseguimos assim com que todos que escutem nossas musicas consigam sentir esse feeling que mistura consistência e melodia.

PdM – Parecem ser uma banda com uma média de idades muito jovem. Isto é uma vantagem ou desvantagem? Os membros dos Hate In Flesh já tinham alguma experiência prévia?

Maiko – Apesar de sermos novos já todos tínhamos experiência em outras bandas, por isso consideramos também uma vantagem a nossa idade visto que temos também mais garra e tempo para dedicar à banda.

PdM – O nome HATE IN FLESH contrasta com a melodia e diversidade das vossas músicas. Como surgiu o nome, o que representa para vocês?

Maiko – Representa a revolta eminente e o caos interior, como o próprio nome refere. "Ódio na carne"representa metaforicamente o eu interior de cada pessoa, significa que tudo na vida depende da nossa força interior, cabe a cada um de nós decidir o caminho que pretende seguir se é lutar para que realizar seus ideias ou se deixar levar por pensamentos destrutivo que vão então no fim te consumir e fazer com que perca a noção da realidade.

PdM – Onde gravaram “Wandering Through Despair” e quem tratou da produção e mistura?
Maiko – A gravação do álbum foi feita no Brugo Estudio no Lumiar, toda a gravação, produção e masterização foi feita por Hugo Camarinha, no meses de Dezembro e Janeiro.

PdM – A composição e produção de “Wandering Through Despair” foram um processo longo? Contem-nos como nasceu o álbum.
Maiko – A composição do álbum foi acontecendo aos poucos visto que a medida que íamos nos entrosando, as musicas saiam cada vez mais de uma forma natural, demoramos a cerca de um ano para termos as 10 musicas que por sua vez estariam no nosso primeiro álbum.

PdM – Surgiram-vos várias oportunidades de tocar recentemente e assim nasceu a Hate Me Tour, estão preparados para todos estes concertos?
Maiko – Com certeza estamos, sendo que já estávamos sedentos por fazer concertos, depois de um longo ano só em estúdio a produzir as musicas a tour veio mesmo em boa hora, esse ano vamos ficar em cima da divulgação do álbum e aproveitar os frutos de estar em palco e fazendo o que mais gostamos.

PdM – Quem vos tem apoiado ao longo de todo este processo ou tem sido uma jornada 100% independente?
Maiko – Tudo o que fizemos até hoje foi totalmente independente, como sabemos que não existe nenhum tipo de apoio no cenário musical e sem contar que as dificuldades que são imensas, nunca estivemos à espera que alguém nos ajudasse, estamos sempre correndo atrás dos nossos objetivos e tentando nos destacar dentro da cena, no meu ver essa questão se resume a um velho ditado "quem planta colhe".

PdM – Já fizeram contactos ou foram aproximados sobre a possibilidade de terem o vosso álbum editado por uma chancela?
Maiko – Não tivemos nenhum tipo de contacto de editoras ou agências, visto que ainda oficialmente não lançamos o álbum, esse será o nosso próximo passo enviar material para editoras, e esperando assim conquistar um nível mais elevado na cena musical e podendo também propagar nossa musica em outros países e quem sabe um dia realizando o sonho de viver da musica.

PdM – Até quando vão estar disponíveis para concertos, visto que se prevê que a Hate Me Tour ainda venha a aumentar?
Maiko – Esperamos fazer concertos o ano todo, no momento estamos totalmente disponíveis para tocar, visto todo o tempo que estivemos fechados em estúdio deverá ser compensado com muitos concertos durante esse ano.

PdM – Quais foram os concertos que mais curtiram de dar até agora, e com que bandas mais gostaram de partilhar o palco?
Maiko – Todos os concertos realizados até agora foram muito significantes para nós visto que em cada um sempre ouve algum acontecimento que nos marcou por algum motivo "risos". Em relação as bandas todas com que partilhamos o palco sempre respeitaram o nosso trabalho, e esse respeito é reciproco, com o passar do tempo estamos a criar grandes parcerias com grandes bandas como, HANG THE TRAITOR, KARUNIIRU, ANOTHER DAY WILL COME E DARK OATH.

PdM – E lançado o álbum – Seguem-se apenas concertos, festas e promoção ou será que já há algo em agenda (ou planeado) no futuro dos Hate In Flesh?
Maiko – Claro que nesse momento estamos apenas focado na divulgação, mas ao mesmo tempo já estamos a planear conceitos para um próximo álbum, visto que mesmo durante esse ano surgiram mais surpresas que já estão em fase de execução, quem tiver interesse pelo nosso trabalho vão conferindo nosso MysSpace para estar a par de todas as novidades.

PdM – Obrigado por nos darem esta entrevista e colaborarem com o Pedra de Metal, desejamos toda a sorte com os vossos próximos eventos e mal podemos esperar para ter o “Wandering Through Despair” nas mãos para o fazer uma review, é que é um álbum bem acima da média nacional!
Maiko – Agradecemos também ao Pedra de Metal o total apoio que nos estão dando nessa fase de promoção do CD, esperamos contar sempre com essa parceria e logo teremos a oportunidade de ter nossa primeira review feita por vocês estamos muito ansiosos por esse momento, um grande abraço ao Pedra de Metal principalmente ao Carlos Monteiro, que sempre está acompanhando nossa jornada.

Amanhã o Pedras vai publicar as condições do primeiro passatempo em parceria com os Hate In Flesh, para oferta de uma entrada no Hate In Fest no dia 30 de Abril no Revolver Bar e de uma cópia assinada de "Wandering Through Despair", que será também criticado aqui no Pedra de Metal nos próximos tempos.

Cliquem aqui para verificar as próximas datas da Hate Me Tour ou ainda para ver a reportagem que o Pedras publicou após visitar os Hate In Flesh na sala de ensaios.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

LIVE REPORT - Karuniiru + Hate In Flesh + From Royal Hill @ Rock Kill Fest, Cascais, 15-04-2010


Pelos vistos o 80's Bar (antigo Lotus) em Cascais voltou a organizar concertos de música pesada, ao fim de anos em que nem implorando se fazia lá nada. Apesar de a noite ter estado meio cheia o dono disse-me que não percebia porquê, pois este tipo de eventos tem tido sempre saída. De qualquer maneira o Lotus nunca foi gigante, e este 80's Bar em pouco ou mesmo nada foi remodelado, até porque sinceramente não era necessário.



A banda que deu começo à noite foi a única cascalense presente, os From Royal Hill, de Tires, cujo baterista é da Margem Sul. A banda não esconde que a maioria dos seus elementos sempre foi fã de Hip Hop até que conheçeram (e se apaixonaram) pelo Hardcore. O resultado é uma banda de Metalcore com muita melodia e breakdowns à mistura. Em breve ficaremos a conhecer melhor os From Royal Hill, que já contam com o seu EP do qual apresentaram a música Choices.



Seguiram-se os Hate In Flesh, que o Pedra de Metal já vos tem dado a conhecer com reportagens recentes.



A banda luso-brasileira marcou um ponto histórico da sua ainda jovem carreira, foi num local muitos é mítico (afinal de contas o Lotus é o Lotus) que os Hate In Flesh iniciaram a sua Hate Me Tour e tiveram o seu primeiro álbum à venda pela primeira vez, e venderam algumas cópias. Da minha parte podem esperar em breve uma crítica (que será bem positiva) do álbum, por enquanto ouçam as faixas que os Hate In Flesh têm no seu MySpace.



A banda está cada vez mais concisa, mas não perde a intensidade até porque todos os elementos só querem é tocar mais, seja para audiências pequenas ou grandes, isto são artistas com qualidade e que gostam do que fazem. Não se esqueçam que no dia 30 de Abril se vai realizar no Revolver Bar em Cacilhas o Hate Me Fest, concerto de lançamento do álbum "Wandering Through Despair" que conta ainda com actuações dos Hang The Traitor, Qiasmo e Another Day Will Come.



Seguiram-se os Karuniiru que provaram mais uma vez que este se tratou de um concerto eclético e para quase todos os gostos. A banda do Seixal, que conta já com o que me parece ser um admirável seguimento na Internet, veio a Cascais apresentar o seu J-Metal (o "J" é de Japonês, pensem Anime e Videojogos e na cena musical que lhes está ligada, estão a ver o género?)e tanto encantar como deixar perplexo o público com a sua actuação.



Mais de que simplesmente tocar, os Karuniiru dão espectáculo, afinal de contas a sonoridade é um bocado marada e as vestes e actuações altamente teatrais ajudam quem não está dentre deste género a se identificar um pouco mais, visto que acima de tudo são actuações cheias de energia, e sim, muito peso. Foi com muita loucura e já tarde a más horas que a banda de Domino Pawo fechou a sua actuação.



Foi uma noite bem divertida e cheia de bom ambiente, pelo que nem sequer fez falta que a casa tivesse cheia. Acompanhem o Pedras nos próximos tempos porque vamos conhecer melhor os From Royal Hill, assim como continuar a acompanhar os Hate In Flesh na Hate Me Tour e os Karuniiru no lançamento do seu álbum na Internet, no início de Maio.

Como já havia sido anunciado o Pedra de Metal associou-se aos Hate In Flesh para fazer um passatempo alusivo à sua Hate Me Tour. Os detalhes serão publicados em post próprio em breve, mas memorizem as datas pois o Pedras terá flyers no local que serão necessários para a participação.

Adiantamos ainda que nos próximos tempos será revelado também um passatempo em parceria com os Karuniiru, para a oferta de um álbum assinado pela banda.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

REPORTAGEM - Na sala de ensaios com os Hate In Flesh


Já havíamos antes anunciado o nosso apoio à Hate Me Tour, que os luso-brasileiros Hate In Flesh vão dar por vários locais em todo o país para promover o lançamento do seu primeiro álbum, "Wandering Through Despair", que já pode ser escutado em parte e com excelente qualidade no MySpace da banda.



Para quem ainda não os conhece, os Hate In Flesh são uma banda lisboeta composta por quatro brasileiros: Maiko (voz), Paulo e César (guitarras) e Euler (bateria) aos quais se junta Pedro (baixo), o único português da formação. Já os tínhamos encontrado anteriormente no Paio Pires Underground Fest, quando abriram para os Shadowsphere.



Mas o Pedra de Metal quis ir mais longe e ficar a saber quem são os Hate In Flesh fora de palco, assim como assistir a um dos ensaios finais da banda antes do arranque da tour já na sexta-feira dia 15 de Abril, no Rock & Shots (antigo Lotus/80's Bar) em Cascais.



A boa disposição parece ser sempre um elemento obrigatório da convivência deste quinteto, que na verdade são cinco amigos muito próximos, mais do que simples colegas de banda. Talvez por isso a química tenha uma certa magia; é mesmo tanto arte como brincadeira, e isso torna tudo mais fácil e fluído.



Apesar da minha presença a banda tocou com toda a naturalidade e o som fluiu quase na perfeição, mas não foi por isso que deixaram de haver brincadeiras, picanços e acima de tudo muita galhofa.



Na próxima sexta os Hate In Flesh vão passar a coisas sérias e começar a Hate Me Tour, uma série de concertos por todo o país na qual vão ter a oportunidade de tocar com várias bandas de diferentes géneros e com variados níveis de experiência e renome.



O Pedra de Metal apoia esta tour e já tem presença confirmada em diversas datas. Nos próximos tempos anunciaremos ainda vários passatempos em colaboração com os Hate In Flesh para oferta de uma ou mas cópias de "wandering Through Despair" e quem sabe algo mais, por isso vale a pena estarem atentos.

domingo, 3 de abril de 2011

Hate In Flesh anunciam a Hate Me Tour



Os Hate In Flesh preparam-se para lançar o album "Wandering Through Despair" com a Hate Me Tour e o Pedra de Metal orgulha-se de os apoiar. Já temos presença confirmada nos três primeiros espectáculos anunciados, e mais hão-de vir.



Os Hate In Flesh são uma banda luso-brasileira estabelecida em Portugal que praticam neste "Wandering Through Despair" uma mistura fresca de elementos Thrash, Death, Metalcore e uma boa dose de melodia ao barulho. O resultado é algo que soa simultâneamente a familiar e diferente, e como já pudemos conferir a banda dá bons concertos.

Nos próximos tempos vamos publicar notícias na proximidade de cada um destes eventos, acompanhem-nos regularmente para saberem tudo o que se passa na Hate Me Tour, e até lá, visitem o MySpace dos Hate In Flesh.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Resurrection Fest em Cacilhas


Festival que promete em jeito de concurso de bandas e com oferta de cd no Revolver bar, em Cacilhas.

Os "Through the defiance", banda norte-americana, serão os convidados especiais.

segunda-feira, 21 de março de 2011

LIVE REPORT - Paio Pires Underground Fest, 19-03-2011 - Another Day Will Come + Shadowsphere + Hate In Flesh




Que o Seixal tem uma cena musical vibrante não é novidade, nem que são muitos os estilos de Metal representados nesta localidade. Mas por vezes faltam eventos onde estes artistas se possam mostrar e foi com isso em mente que a Pastilha e Felix Productions juntamente com os Another Day Will Come decidiram organizar este Paio Pires Undergroud Fest, nos passados dias 18 e 19 de Março. Estivemos presentes no segundo dia do festival, para um evento que surpreendeu positivamente e por várias razões.

Primeiro há que louvar a localização. A Aldeia de Paio Pires não é especialmente inacessível nem difícil de descobrir para quem não é da Margem Sul, especialmente para os que estão habituados a concertos em Almada ou Corroios, é que é só "uma paragem mais "à frente" e qualquer pessoa dá com o local. Depois a "venue" propriamente dita, a Sociedade Musical 5 de Outubro, é um espaço amplo e bem equipado preparado para aguentar uma audiência bastante razoável. Havia ainda um grande espaço exterior aberto o que só permitiu mais mobilidade e à vontade.



A abertura do espectáculo ficou a cargo dos Hate In Flesh, que surpreenderam com temas do álbum "Wandering Through Despair". A banda portuguesa - composta maioritariamente de membros brasileiros - mostrou já temas trabalhados e com enorme variedade, uma presença bem forte num palco que se provou pequeno.



A versatilidade dos elementos parece ser um dos pontos mais fortes da banda. Duas guitarras que se complementam na perfeição e uma secção rítmica fortíssima servem de pano de fundo para Maiko Ramos soltar toda a potência da sua voz. Faixas como "Wandering Through Despair", Rebirth of Rotten Souls, Grinder Machine, My Last War, Second To End e Dead Man animaram um público que começava lentamente a crescer.



O som esteve algo desequilibrado o que prejudicou os Hate In Flesh mas nem por isso o concerto deixou de correr muito bem, sendo de destacar a óptima e célere organização.



Para os que estiveram no concerto e ficaram com vontade de ouvir mais ou para os que simplesmente estão curiosos ficam avisados que "Wandering Through Despair" vai ser lançado dia 30 de Abril no Revolver Bar com o apoio do Pedra de Metal por isso apareçam, será ceramente uma noite para não esquecer.



Seguiram-se os Shadowsphere, que apesar da senioridade cederam o palco aos Another Day Will Come, que para além de terem ajudado à organização do evento jogaram em casa visto que são de Paio Pires.



A banda de Thrash/Death Metal Melódico do Seixal passou por alguns momentos difíceis desde que lançou o seu segundo álbum, "Hellbound Heart", em 2006. Após várias mudanças de formação parece que os Shadowsphere atingiram de novo a estabilidade e preparam-se para gravar novo álbum.



Quem conhece a banda de Luís Goulão e Paulo Gonçalves do início da década de 2000 sabe que estamos perante profissionais com experiência que sabem bem o que fazem. A banda aproveitou para apresentar as novas faixas Bullet Train e Sworn Enemy, a segunda com a participação especial da vocalista Patrícia Rodrigues dos Thanatoschizo. De resto foi o já habitual desfile de clássicos do EP "Death And Dreaming" e dos albums "Darklands" e "Hellbound Heart" assim como a cover Fuck Like An Animal dos W.A.S.P.



É necessário dizer que esta nova formação, por mais competente que se tenha provado, ainda precisa de alguma prática para que Shadowsphere voltem ao seu expoente máximo, mas parecem sem dúvida estar no caminho certo. Também com a gravação de um novo álbum no horizonte, é preciso considerar a possibilidade de que a banda se reinvente.



Seja como for, cá estaremos para acompanhar o regresso dos Shadowsphere aos palcos e ao estúdio. Em breve o Pedra de Metal fará uma entrevista e reportagem em directo da sala de ensaios dos Shadowsphere, estejam atentos.



Para fechar a noite tocaram os Another Day Will Come, banda anfitriã que conseguiu de facto encher o recinto (pelo menos as imediações do palco) e trazer um público local mas também muito jovem ao evento. A banda lançou no início deste ano o seu primeiro EP, "Incipit", que aproveitaram para promover com este espectáculo.



Trata-se de uma banda algures entre o Metalcore melódico e o Deathcore mais pesado, uma mistura de influências contagiante que levou a audiência da Sociedade Musical 5 de Outubro ao rubro.



Nesta atuação fomos brindados com temas como Wait, Believe And Conquer, a homónima Another Day Will Come e Rebirth. Infelizmente não foi possível captar tantos vídeos da atuação dos Another Day Will Come como das demais bandas, muito devido à êxtase do público com o qual a atuação só ficou a ganhar.

Ficam de parabéns todas as bandas, que proporcionaram momentos de muita animação e, claro, bom Metal nacional. Mas o Live Report não estaria completo sem dar os parabéns à Pastilha & Felix Productions, que se destaca por ter conseguido organizar um evento em que quase tudo foi perfeito: um cartaz adequado com bandas competentes e profissionais, um espaço amplo e bem equipado de fácil acesso e é claro, os preços do bar que estavam muito apelativos e ajudam sempre a fazer a festa.

Fiquem atentos ao Pedra de Metal para nos próximos tempos acompanharem os Another Day Will Come, os Hate In Flesh e os Shadowsphere assim como serem informados dos próximos eventos da Pastilha & Felix.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

LIVE REPORT Theriomorphic + Annihilation + Wrong Tape + Hang the Traitor + Machinergy + Autopsya

No passado dia 5 quem passou pelo Revolver Bar teve direito a um mini-festival de bandas nacionais pela módica quantia de 7 euros.

O alinhamento que inicialmente ia contar até com uma banda espanhola sofreu várias alterações - inclusive a substituição dos M.O.R.G. pelos Annihilation bem em cima da hora - mas acabou por resultar bem, com seis espectáculos bem espalhados ao longo de uma tarde e noite.

A abertura ficou a cargo dos Autopsya, banda de Thrash vinda de Loures que fechou o concerto com o seu Hino da Cerveja, a uma que é preciso coragem para já estar a mandar copos abaixo. O seu Thrash mistura influências clássicas com modernas o que contribui para o seu apelo.



Seguiram-se os Hang the Traitor, banda da Margem Sul cuja sonoridade ronda um Thrash metal com influências de Hardcore. Uma presença forte em palco e muita intensidade; suspeito que os Hang the Traitor ainda vão ser responsáveis por começar muitos pits.



Infelizmente não nos foi possível assistir ao concerto dos Thrashers Machinergy, algo que lamentamos pois compreendemos mal quando era o intervalo para jantar. Não obstante quem estava lá e viu disse tratar-se de uma boa exibição de uma banda da qual começamos a ouvir falar mais.

Seguiram-se os Wrong Tape de Aldeia de Paio Pires, em Setúbal, com um som bastante atractivo e melódico numa veia Metalcore. Pareceram ser das bandas que mais se conseguiram ressonar com a audiência e músicas como Impossible ficam no ouvido quase que à primeira audição.





Introduzidos no cartaz em cima da hora o nome dos Annihilation não aparecia sequer no bilhete e a banda atrasou-se, mas no fim acabou por valer a pena - e de que maneira. A banda lisboeta que se prepara para lançar o álbum "Against the Storm" presenteou-nos com um Death Metal forte e técnico, numa onda que não é muito comum ou popular entre as bandas nacionais.






A fechar a noite tocaram os Theriomorphic, que já são bem conhecidos dos palcos de todo o país. A banda tem por natureza ser trabalhosa e esse esforço já se vê em actuações semi-perfeitas sucessivas e uma capacidade de dar novo alento a material que já tem alguns anos. Claro que covers como Outra Rodada dos Mata Ratos ou Pull the Plug dos Death ajudam, mas importa dizer que os Theriomorphic têm um som perfeitamente adequado a qualquer palco nacional e não precisam de "muletas" deste género.











As portas abriram às 4:30 e os concertos só terminaram depois da meia noite, mas ainda se ficou em festa até as duas da manhã, hora de fecho do Revolver bar. A falta de mais gente assim impediu que a festa fosse maior mas não seis bandas nacionais de mostrarem que por cá se vai fazendo boa musica, mesmo que acabe por passar despercebida.