Pedra de Metal

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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Novo álbum de Cinemuerte "Wild Grown"

Para quem não conhece esta banda lisboeta Cinemuerte, foram formados em 2002, por Sophia Vieira (vocalista) e João Vaz (Baixista), em escassos meses, assinam contrato para dois tributos: a " The Cure" (our voices/ Equinoxe Records) e a "The Misfits" (Nightmare/Raging Planet Records), também contribuiram em 2007 para o tributo nacional dos Mão Morta "e se depois" com o tema "Chabala".
Pisaram os principais palcos da cena musical, nomeadamente o Coliseu dos Recreios (opening acts para HIM, My Chemical Romance) e integraram os principais festivais de Verão ( Vilar de Mouros, Super bock Super rock). Foram convidados para integrar duas festas de lançamento em Portugal do "Twilight DVD Release Party" e da " World Guitar Hero Tour".
A vocalista Sophia Vieira pertenceu ao coro feminino as " Crystal Mountain Singers" com o qual gravou vozes para o álbum de Moonspell " Night Eternal" (SPV/Universal).
Em Dezembro de 2008, os Cinemuerte lançaram em Portugal o trabalho intitulado " Aurora Core", sucessor de "Born from Ashes" (2006) e segundo longa duração, pela Raging Planet Records.
A mistura e Masterização do disco são do lendário produtor Waldemar Sorychta ( Lacuna Coil, The Gathering, Moonspell, Tiamat, Samael).
"Aurora core" reúne 9 temas incluindo o primeiro single " Air", e " The Night of Everyday", cuja letra é assinada por Fernando Ribeiro (Moonspell). Nele, participam musicos e amigos convidados especiais: todas as faixas foram gravadas por Pedro Cardoso na bateria (FEVER) e Ricardo Amorim na guitarra (Moonspell). A mistura e masterização foram da autoria do produtor Waldemar Sorychta.
Em 2009, os guitarristas Tiago Menaia e Fred Gonçalves e o baterista Sergio Lopo. Os Cinemuerte gravaram nesse ano uma versão de Kim Wilde " Kids in America", para a colectanea Metropolis 79/89 ( Carbono Records, Raging Planet e Metropolis) de tributo aos anos 80.
Desde 2009 que o álbum "Aurora Core" é distribuido no Reino Unido pela Ravenheart Music.
É com enorme prazer que os Cinemuerte anunciam o muito aguardado lançamento do terceiro longa duração. misturado e materizado por Beau Burchell, aclamado musico (Saosin) e produtor americano radicado e, Orange County na California.
Como podem constatar é uma banda com muito trabalho produzido.


"Wild Grown" é o terceiro álbum dos Cinemuerte, composto por 10 temas e 3 covers, "Close to me"(tributo a The Cure), o tema "Chabala" ( tributo aos Mão Morta) e por ultimo o cover de Kim Wilde " kids in America".

É um álbum repleto de rock, com muito profissionalismo e muito bem conseguido.

Este registo é um exclusivo Fnac, onde na compra do disco, os fãs de Cinemuerte recebem um convite para um dos concertos de apresentação da banda. Primeiro em Lisboa no Music Box a 7 de Julho e depois, no Porto no Plano B a 9 de Julho.

No que respeita á parte instrumental deste álbum, está muito trabalhada e perfeita, notando-se a parte Rockeira.

A voz de Sophia Vieira,é algo puro e selvagem ao mesmo tempo, dependendo dos temas, nota-se a potência vocal, na minha opinião este álbum está mais pesado do que o anterior "Aurora Core".

Os meus parabéns aos Cinemuerte, porque eles merecem pelo excelente trabalho e carreira.

Vale mesmo a pena ouvir este registo.

Track List:
01 - To be you
02 - Time Without you
03 - Party Chemicals
04 - On the Wild Grown Grass
05 - Stealing Light
06 - Unquiet Thoughts
07 - Your arms around me
08 - Blue
09 - One and Only
10 - Myself

Covers:
01 - Close to me ( The Cure)
02 - Chabala ( Mão Morta)
03 - Kids in America ( Kim Wilde)

Angelus Apatrida - Clockwork - Novo álbum




Os espanhóis Angelus Apatrida, com o seu estilo de Thrash Metal e traz-nos o álbum intitulado "Clockwork", mais uma banda poderosa da editora Century Media.

Este álbum transborda Thrash puro, o que nos faz voltar aos tempos antigos e relembrar o Thrash da atura. No que respeita ao instrumental não podemos deixar de salientar o papel importante da guitarras com os seus riffs e solos.

Os vocais, nao fogem ao tradicional vocal de Thrash Metal, ora limpa, ora a rasgar. Considero mais uma excelente apostada editora, considero este álbum muito bom e muito profissional.

Pessoal Old School, estão á espera do quê para comprar esta reliquia?


Track List:
01 - The Manhattan project
02 - Blast Off
03 - Of Men and Tyrants
04 - Clockwork
05 - Devil take the Hindmost
06 - The Misanthropist
07 - Legally Brainwashed
08 - Get out of my way
09 - My insanity
10 - One side One war
11 - Into the Storm
12 - National Disgrace
13 - Be Quick or be Dead

Faces of Bayon " Heart of the Fire" Novo álbum

"Heart of the Fire" será o álbum a ser lançado no dia 28 de Junho de 2011. Este registo dedica-se ao Doom Metal depressivo, composto por 6 temas com duração de 50 minutos.
Faces of Bayon são uma junção de elementos de várias bandas tais como: Warhorse, Scattered Remmants, Engorged e Blackned Chapel.
Pode-se dizer que não fogem muito ao Doom tradicional, o que é dificil e raro haver bandas assim.
No que respeita á parte á parte instrumental, salienta-se bastante a distorção da guitarra e os riffs lentos, estão muito bem conseguidos.
A nivel vocal, sem sair á regra é uma voz gutural, mas existem temas em que são mais softs, o que faz com que haja diversidade e não se torne repetitivo.
Para os fãs de Doom Metal, tem aqui um excelente trabalho para ouvir. de momento só poderá ouvir no facebook da banda facebook.com/facesofbayon .

Track List:
01 - Brimstoned
02- Etheriality
03 - Godmaker
04 - Were the golden road ends
05 - The original sin
06 - The fire burns at dawn

terça-feira, 31 de maio de 2011

PEDRAGULHO - Hate Eternal "Phoenix Amongst the Ashes"

Não é apenas mais um álbum dos Hate eternal, é provavelmente o seu melhor desde o seminal "King of Kings", que os afirmou como líderes no segmento do Death Metal Brutal e Técnico.



Após terem estado brevemente sobre o formato de quarteto, Erik Rutan e companhia voltam a ser um trio. Na bateria mantem-se Jade Simonneto, cujo estilo começa a ganhar contornos muito próprios, e para o baixo foi recrutado J.J. Hrubovcak, que já tocou nos Monstrosity e actualmente toca ao vivo com os Vile.



Mas como sempre, o cerne do trabalho está na composição das guitarras (sim, porque Rutan grava duas em estúdio e faz uma e meio ao vivo) que desta vez incluem mais melodia e outros contornos experimentais/progressivos. É incerto se este elemento adicional será o suficiente para apelar a novas audiências,

Pois os Hate Eternal continuam a ser uma banda tão extrema como antes. Mas que tornam a música mais apelativa em certos pontos, isso é indiscutível.

São nove faixas mais uma intro que levantam um paralelo interessante: pela velocidade e agressividade é possível comparar a posição dos Hate Eternal na esfera do Death Metal com a posição que os Slayer têm na esfera do Thrash, se bem que com um historial de sucesso radicalmente diferente.



The Eternal Ruler, a faixa de abertura, mostra que apesar de ter interrompido o seu conceito chave (a monarquia soberana) para honrar a morte do baixista Jared Anderson - ex-Morbid Angel e membro fundador dos Hate Eternal juntamente com Rutan - continua a ser "o rei", e já nem precisa de fazer muito para manter o seu trono.

Mas não deixa de ser extremamente interessante esta alteração na temática, nem que tenha sido apenas por um álbum. Como que um Gilgamesh moderno, o rei Rutan soube chorar a morte do seu Enkidu, surgindo agora como uma fénix que das cinzas se levanta para procurar a sua própria imortalidade.

O álbum prossegue com malhas como Thorns of Acacia, assente num forte ritmo de marcha que mistura extremismo e melodia. Haunting Abound foi a faixa utilizada pra apresentar o álbum na Internet antes do seu lançamento, trata-se de uma espécie de single de que poderão gostar mesmo os que não conhecem a banda.



Phoenix Amongst the Ashes, que revela o lado mais suave de Rutan, também se destaca como faixa forte. Mas o mesmo acontece com Hatesworn, onde Rutan volta a mostrar porque é que (independente das mortes e ressurreições) o ódio é eterno.

Deathveil e Lake Ablaze não são fillers, aliás são muito boas faixas, mas quase que pecam por não se conseguirem destacar tanto quanto as demais na minha opinião. Em The art of Redemption fica patente a vontade de Rutan em expandir o som da banda para além da "simples" técnica e extremismo.

The Fire Of Resurrection fecha o álbum e mostra os Hate Eternal num novo lume, com uma combinação de ritmos, melodias e um solo que destaca esta faixa não só dentro do álbum, mas também na carreira da banda em geral.

É sem dúvida um trabalho seminal que ficará na história do Death Brutal e que é sério candidato a álbum de Death Metal do ano, apesar de haver forte e abundante concorrência.

Gostava de agradecer pessoalmente e em nome do Pedra de Metal ao Erik Rutan que tive o prazer de finalmente conhecer e que me aprovou esta review.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Requiem Laus "As Long As Darkness Bleeds" Novo álbum e Entrevista

Os Madeirenses Requiem Laus surpreendem-nos com o seu segundo e novo trabalhos de originais intitulado " As long as darkness Bleeds", novo registo numa carreira que ascende já á quase duas décadas.
O álbum é composto por 9 temas, dos quais ja podem ser ouvidos, comprando o CD , ou via online com o tema "The Scarred Epiphany" http://www.myspace.com/requiemlaus .
A nivel instrumental as guitarras tem um papel bastante predominante neste álbum, com os seus solos e acusticos. A nivel vocal, Miguel Freitas, não falha, com a sua poderosa voz que se enquadra no instrumental.
Os Requiem Laus estão de parabéns pelo excelente trabalho. O que estão á espera para adquirir este álbum.

Track List:

01 - Intro
02 -I am cursed
03 - Visions
04 - Blood lines
05 - A field of Sorrows
06 - Uncovering earth
07 - Shadow's foul Scourge
08 - The Scarred Epiphany
09 - Tom amidst Shadows




O Pedra de Metal foi falar com Miguel Freitas e fazer-lhe umas perguntas:




PM- Para quem não conhece Requiem Laus, conta-nos resumidamente a vossa história?
RL: Somos uma banda da Madeira, já lançamos várias Demos ao longo dos anos e demos vários concertos por Portugal Continetal, com bandas nacionais e estrangeiras, e é claro aqui na nossa ilha e também nos Açores. Lançamos em 2008 o nosso primeiro álbum de originais, e temos agora disponivel o segundo álbum.


PM - Fala-nos do vosso segundo álbum"As long as darknessBleeds" e porquê o nome?

RL: é um álbum conceptual, quem ler a história poderá conhecer o tema das letras, refere-se aos sonhos, devaneios, delirios que vamos tendo desde o nosso nascimento, uma viagem ao interior da persona, a solidão que nos arrasta para uma realidade em que não tenhamos medo.


O tema é basicamente um sonho que se torna um pesadelo... que afinal é a vida e não uma fantasia. E isso penso que se encaixa perfeitamente com a sonoridade da banda pela melancolia das melodias e até coom as partes mais agressivas.




PM - O porquê de não darem muitos concertos, acham que a distância é um entrave?
RL: A distância sempre influência, é verdade, mas mesmo assim já actuamos muitas vezes. Infelizmente á quase 2 anos que não temos baterista fixo na banda e isso complica a nivél de concertos promocionais, apesar de termos tido sempre vários convites e gostariamos muito de poder contribuir mais com essa componente de ter uma "banda"´, é algo que estamos a tentar resolver para este ano, visto termos uns convites que não gostariamos de recusar.


Felizmente para este novo CD tivemos o apoio do Anil Carrier, baterista inglês que nos facilitou a gravação de bateria, mas claro não pode ser nosso baterista ao vivo devido á distância entre a Madeira e a Inglaterra, eh eh




PM - Vocês estão a fazer uma promoção com o novo álbum, fala-nos disso?
RL: Sim, Tem um Pack Especial do novo álbum, preço muito acessivel para estes tempos dificeis.


CD + T-Shirt =21.50€ já com os portes.




PM - Últimas palavras para o Pedra de Metal?
RL: Quero agradecer em nome dos Requiem Laus ao Pedra de Metal e a todos, sem vocês nada faz sentido. Muito Obrigado!!!

PEDRAGULHO - Arch Enemy "Khaos Legion"

Khaos Legion é o oitavo álbum da banda que conta com 16 temas, produzido pela mesma e por Rickard Bengtsson, o mesmo produtor do álbum " Doomsday Machine", de 2005. Após quatro anos de silêncio, periodo em que a banda lançou um álbum ao vivo intitulado "Tyrants of the rising sun - live in Japan" (2008) e o disco de regravações "The Root of all Evil" (2009), esperava-se algo mais agressivo, mas não acontece.

A vocalista Angela Gossow, que ao entrar no grupo, apontaram os holofotes para a banda, afinal não é muito comum uma banda de metal extremo contar com vocais guturais femininos.
Porém, a performance de Angela é justamente um dos pontos "fracos" do álbum Khaos Legion, com linhas repetitivas e apagadas, que na maioria das vezes servem apenas para ocupar espaço entre riffs e solos de Michal e Christopher.
Em relação á parte instrumental, as guitarras são o destaque principal, os riffs trazem melodias marcantes e orelhudas, enquanto os solos demonstram mais uma vez o quanto os irmãos Amott estão acima da grande maioria.

O conhecido tema "Yesterday is Dead and Gone", primeiro single, abre os trabalhos de maneira conveniente. "Bloodstained cross" vem na sequência e, mostra as boas melodias de guitarra, enquanto "Under black flags we March"traz á banda fora da "zona de conforto".
Outros bons momentos acontecem em "Vegeance is mine" e "Cruelty without Beauty", sendo esta última com a melhor performance vocal do disco.

Temos faixas que são muito suaves, só soa mais pesado devido á voz gutural de Angela, mas na verdade é uma composição repetitiva, que deixa para trás todas as formulas utilizadas pelos Arch Enemy em discos anteriores.
Atenção, não estou a falar mal do álbum, simplesmente para quem conhece os álbuns anteriores e é fã da banda, este é considerado mais um, mas não deixa de ser um excelente álbum, com uma excelente produção, mas esperavamos algo diferente.
Para além do que foi dito, acrescento que recomendo a ouvie este álbum.

Track list:

01 - Khaos Overture (instrumental)
02 - Yesterday is Dead and Gone
03 - Bloodstrained cross
04 - Under Black Flags we March
05 - No Gods, no Masters
06 - City of the Dead
07 - Through the eyes of a Raven
08 - Cruelty without Beauty
09 - We are a Godless entity (instrumental)
10 - Cult os Chaos
11 - Thorns in my flesh
12 - Turn to Dust ( Intsrumental)
13 - Vengeance s Mine
14 - Secrets
15 - The Zoo
16 - Snow Bound (Acoustic)

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Faces of Bayon " Heart of the Fire" Novo álbum

"Heart of the fiire" será o álbum a ser lançado dia 28 de Junho de 2011. É um álbum dedicado ao Doom Metal depressivo, composto por 6 temas de deuração de 50 minutos.
A banda Faces of Bayon são uma junção de elementos de várias bandas tais como: Warhorse, Scattered Remnants, Engorged e Blackned chapel.
Podemos dizer que não fogem muito ao Doom tradicional, o que hoje em dia é raro haver bandas assim.
No que respeita á parte instrumental, salienta-se bastante a distorção da guitarras e os riffs lentos, estão muito bem conseguidos. A voz normalmente é gutural, mas existem temas em que são mais softs, o que faz com que haja diversidade e não se torne repetitivo.
Para os amantes de Doom Metal, tem aqui um bom registo sonoro para ouvir, de momento só poderá ouvir no facebook da banda: facebook.com/facesofbayon


Track list:
01 - Brimstoned
02- Etheriality
03 - Godmaker
04 - Were the golden road ends
05 - The original Sin
06 - The fire burns at Dawn

quarta-feira, 21 de abril de 2010

PEDRAGULHO - MISS LAVA "Blues For The Dangerous Miles"



Miss Lava, uma das melhores surpresas que pude ouvir nos ultimos tempos. Logo a abrir um rock pesado com a "Don't Tell a Soul" e sem para somos tomados de assalto por "revolt" que nós continua a destilar um heavy\rock que nos deixa escarnecidos, mas surpresa a musica tem uma pequena quebra que nos permite relaxar antes do assalto final

Boa o álbum começou bem, vamos la ver o resto ;)

"Black Rainbow" é um single "simpático", não muito agressivo ao contrario das musicas anterior, algo mais radiofónico.

Aproveito para olhar atentamente a caixa do álbum que a banda me enviou e verifico que tem uma forma muito "sui generis", a capa toda preta, tem uma pequena amostra do que se vê por dentro, essa forma "vaginal", faz-nos sacar um álbum que afinal é todo colorido, e que aquela coisa branca que nos leva a induzir que seja esperma, afinal é um caminho de uma gruta onde estão os quatro elementos da banda (ou então não, depende da vista). De salientar ainda que neste primeira edição existem 4 capas diferente do álbum.


Voltando há musica blasfémia segue logo de seguida com "Ain't Got Time" e a musica homónima do álbum "Blues For The Dangerous Miles", para mim sem duvida uma das melhores musicas.

A verdade é que o álbum em si, é bastante consistente, sem entrar em muitos desvaneios, mas ao mesmo tempo, sem se tornar monótono, o que faz com que por exemplo, o ouvido nunca se canse. Uma vez um musico disse, "álbum bons são aqueles em que as musicas não cansam e que ao vivo se pode tocar o álbum na integra", e sabem que mais os Miss Lava conseguem isso.

Gostava ainda de destacar a musica "Blind Dog", curta rápida, um single que aqui se podia formar, mas como é ligeiramente mais "heavy" que "Black Rainbow" duvido que as "massas" aceitem algo assim.

Stoner Rock, Heavy Rock, epá chamem o que quiserem, pois seja o que for que os Miss Lava fazem, fazem bem ;)

sexta-feira, 5 de março de 2010

PEDRAGULHO - PONTO NULO NO CEU "Ciclo Interminável"



E se os Korn decidissem cantar em Português com um travo brasileiro?
Deve ser es ta a melhor forma definir este álbum dos Ponto Nulo no Céu.

O Ep tem uma excelente gravação, mas na verdade não trás nenhum tipo de inovação e quem o ouvir vai-se lembrar de nomes como Korn, Slipknot (de uma maneira mais soft) e de outras tantas bandas que praticam este tipo de som. Eu sei que não e desculpa, mas o facto de os Ponto Nulo no Ceu, terem começado como uma banda de covers, explica em parte o porquê destas "influências".

Por exemplo a segunda musica "Peso da Verdade", só me consegue fazer lembrar a musica de Soilwork "Stabbing the Drama".

Já reparam que neste review já falei mais de outras bandas que própriamente da banda em análise???



Bem vamos ao álbum em questão, 5 musicas e uma pequena intro que não chega a um minuto é assim que este Ep, nós é apresentado.
"Fim do Dia" e "Peso da Verdade" dão o mote, e dica-se são musicas quase iguais, mesmo ritmo, e só mesmo a bateria mais puxada na segunda musica marca a diferença.
A musica "Sangue que te Cega", talvez a melhor de todo o álbum, tem uma letra marcante, e por incrível que possa parecer é a mais calma, mas ao mesmo tempo a mais rica deste Ep, a variação entre a Voz gutural, e a voz melódica é impressionante e talvez a banda devesse seguir mais este caminho, do que estar sempre a fazer mais do mesmo.
E isso acontece logo nas duas musicas seguintes, sendo que "Constante" parece saída de um álbum de Korn. Pronto lá estou novamente a comparar, mas infelizmente é inevitável.

Se "Ciclo Interminável" tem coisas boas? Claro que sim, tem uma excelente produção, a nível gráfico, é simples, cantam em português (por exemplo, em Portugal são raras as bandas de metal que fazem isso, assim que me lembre só Holocausto Canibal), e não nos podemos esquecer que é o Ep de estreia destes amigos Brasileiros.

Ficamos a aguardar o lançamento do álbum, e esperamos que nessa altura consigam manter os níveis de produção, só com um pouco mais de maturidade em termos musicais.

Myspace da banda: www.myspace.com/pontonulonoceu

domingo, 14 de fevereiro de 2010

REPORT FIELDS OF THE NEPHILIM + BIZARRA LOCOMOTIVA

O concerto mais esperado realizou-se no dia 6 de Fevereiro 2010, pelas 21h no Coliseu do Porto.
Os britânicos Fields of the Nephilim estrearam-se em Portugal, mais propriamente no Norte do país, Porto, com a casa quase cheia, cabendo a primeira parte aos Lisboetas Bizarra Locomotiva.
A organização deste evento coube mais uma vez á Prime Artists que nos deu a oportunidade de viajarmos até ao passado, os êxitos da banda britânica fizeram os fãs e admiradores recordarem os velhos tempos, seja para o publico português, espanhol e inglês que estiveram presentes.


Ás 21h os Bizarra Locomotiva ocuparam o seu lugar em palco, com o seu Intro que é o primeiro tema do seu recente trabalho denominado “Álbum Negro” seguindo-se ”Egodescentralizado”.
Sidónio esteve, como sempre energético e imparável durante os 40 minutos de concerto cantando “Ergástulo” junto ao público, fazendo-o várias vezes durante o alinhamento. Pena, foi o publico não ter aderido á energia contagiante de Sidónio.
Temos de ter em conta que a maior parte do público estava lá para ver Fields of the Nephilim.

Set List:

1. Nostromo
2. Egodescentralizado
3. Desgraçado de Bordo
4. Cada homem
5. Ergástulo
6. Gatos do Asfalto
7. O Frio
8. Moscas
9. O Anjo Exilado

10. Engodo

11. O Escaravelho

Ás 22h, chegou a hora dos aguardados cabeças de cartaz, Fields of the Nephilim entrarem pelo meio da neblina, o mentor da banda, Carl Mccoy.

No inicio cantou com óculos escuros, retirando-os no segundo tema, enquanto os restantes elementos mantiveram-se até ao final do espectáculo.

Para quem não sabe, o line-up apresentado em palco foi composto por, Cal Mccoy (voz), Tom Edwards (Guitarra), Gavin King (Guitarra), Lee Newell (bateria) e Snake (baixo).


Tocaram temas como “Straight to the light”, “Love under will”,”Dawnrazor”, “Last exit for the Lost”, sempre com uma ambiência envolvido de fumo e a conjugação de luzes, o que fez vibrar o publico.
O visual do mentor da banda, Carl Mccoy ao estilo dos Western Spaghetti de Sérgio Leone, com letras inspiradas no mito de cthulhu pela mitologia suméria e por Aleister Crowley, faz com que este quinteto tenha um estilo místico e sombrio que se distingue de qualquer outra banda.
Depois de 1h:10 minutos de espectáculo, a banda fez uma pequena paragem “da praxe”seguido de um encore onde o melhor ficou guardado para o fim, deixando-nos com 3 temas.
Sem duvida que foi um grande espectáculo, esperado por muitos, sem haver espaço para desilusões, ultrapassaram todas as expectativas.
Esperamos que voltem a tocar em território lusitano.


Set list:

1.Shroud
2.Straight to the Light
3.Trees come down
4.Preacher Man
5.Dawnrazor
6.From the Fire
7.Penetration
8.Moonchild
9.Love Under Will
10.Watchman
11.Mourning Sun

Encore

12.For Her Light
13.ZOON
14.Last Exit For the Lost

terça-feira, 3 de novembro de 2009

PEDRAGULHOS - Cryptor Morbious Family "Hypnotic Way To Hurt"


Depois de em Maio deste ano terem lançado o single "Straight To The Doom”, como apresentação do que viria no novo álbum, os Cryptor Morbious Family não decepcionam com Hypnotic Way To Hurt.
Este que é o segundo álbum da banda, mais maduro, ou seja nota-se um crescimento quer a nível musical quer a nível de produção.

A excelente entrada "Lost in the Shadow", que segundo a banda "abre a cortina", explode com "Straight to the Doom", um single que nos faz perceber logo algumas das influencias da banda. Ao som dos instrumentos que nos faz lembrar uns Fear Factory, junta-se uma voz que nos lembra Chris Barnes dos Six Feet Under, o que torna os "Cryptor", em algo diferente e quiçá original até.
Alias as musicas seguintes mostram isso mesmo, das quais destaco as curtas, mas excelentes "Death Treath" e "Universal Illusion of God's Kingdom".

Num álbum com 9 musicas em que 2 delas são a introdução, e musical final, acaba por ser ai que resiste o senão deste álbum, uma vez que as outras 7 musicas pecam por ser de certo modo repetitivas, são musicas não fogem do mesmo estilo, não há diferença substancial entre elas, nem variação de ritmo, o que acaba por, ao fim de algumas audições saturar de certa forma quem está a ouvir.
No entanto, não deixa de ser um factor positivo, o facto de a banda, tentar ser original, pena não terem, arriscado ir mais longe.

Uma ultima palavra para "o fecho da cortina" com a musica titulo "Hypnotic Way To Hurt", muito bem estruturada musicalmente, e que nos leva a deixar a mente fluir. Eu que escrevo este texto aqui no sossego do meu escritório, soube-me mesmo bem este fim, é como um final perfeito de um dia de trabalho. Agora é por o resto do álbum a bombar para enfrentar o transito pra chegar a casa.

8 Pedras

P.S. O post PEDRAGULHOS não passa de um post onde iremos colocar reviews de alguns álbuns.
As nossas reviews terão uma pontuação máxima de 10 Pedras, sendo que para essa analise são levados vários factores em questão.

Gostavas de ter uma review do álbum da tua banda aqui no nosso espaço? Entra em contacto connosco para o endereço de email pedrademetal@gmail.com e verás sempre uma opinião sincera aqui exposta. Podem contar sempre com o Pedra de Metal :)

domingo, 6 de setembro de 2009

PEDRAGULHOS - Darkside of Innocence "Infernum Liberus EST"


Cinco actos?
Exactamente, cinco actos distribuídos por 11 musicas e uma introdução, que caracterizam este primeiro álbum dos Darkside of Innocence.

A introdução tem o titulo sugestivo de Inferno, no fundo é a palavra que melhor vai definir todo o álbum.
Um inicio que nos transporta logo, para um ambienta há Dimmu Borgir, mas logo na primeira musica "Angel of Sin" somos surpreendidos pela melódica voz de Sara Henriques em contraste com o tom gutural.

O black metal sinfónico domina o primeiro acto, e eu estava com alguma expectativa como iria ser a passagem para o segundo, para meu espanto a brutalidade, transformou-se numa sinfonia no qual um violino fica como "senhor" do momento musical. Todos os actos vão ser assim caracterizados sempre com uma introdução melódica que nos irá mostrar que a seguir virá uma musica com "peso e medida".

Este segundo acto, no fundo, é cheio de contrastes que contrasta a brutalidade das guitarras, com a melodia de piano e violinos, sempre bem acompanhados, por uma sinfonia que no meu entender foi sempre bem colocada tanto na parte brutal, como na parte melódica.

O terceiro acto é o mais pequeno e sinceramente ele não devia existir. Ou melhor, a musica que está lá deveria era fazer parte em conjunto com o quarto acto, e estes prepararem quem está a ouvir, o excelente final que o quinto acto vai apresentar, por isso deixo aqui um conselho pessoal a quem vai ouvir o álbum, ouçam primeiro a musica "A Howling Hymn for Aneon's Awakening", seguida da " ...Of a Cursed Dawn Eclipsed" e sigam para o ultimo acto.

"In Nomine Dementi" é a musica épica que domina este ultimo acto e que sinceramente faz em conjunto com a surpreendente "Bloody Mistress" um final de álbum que nos deixa aquela sensação de querer mais. Para mim são sem duvida as melhores musicas do álbum, juntamente com a " ...Of a Cursed Dawn Eclipsed" que apenas está no acto errado.

"Infernum Liberus EST" é um excelente álbum, que para primeiro lançamento, ainda por cima gratuito, conta com uma produção acima da media.
Resta esperar que os Darside of Innocence, consigam manter o nível, e quem sabe até aumenta-lo.
Para fazerem o download do algum basta irem a http://www.myspace.com/darksideofinnocence
Para já ficam um uma pontuação de:

8 Pedras


P.S. O post PEDRAGULHOS não passa de um post onde iremos colocar reviews de alguns albuns. Esta primeira review, é de uma banda nacional, abrimos assim mais uma possibilidade de mostrar-mos o trabalho nacional das bandas.
As nossas reviews terão uma pontuação máxima de 10 Pedras, sendo que para essa analise são levados vários factores em questão.
Gostava de ter uma review do álbum da tua banda aqui no nosso espaço? Entra em contacto connosco para o endereço de email pedrademetal@gmail.com e verás sempre uma opinião sincera aqui exposta. Podem contar sempre com a Pedra de Metal :)