Pedra de Metal

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terça-feira, 31 de maio de 2011

PEDRAGULHO - Hate Eternal "Phoenix Amongst the Ashes"

Não é apenas mais um álbum dos Hate eternal, é provavelmente o seu melhor desde o seminal "King of Kings", que os afirmou como líderes no segmento do Death Metal Brutal e Técnico.



Após terem estado brevemente sobre o formato de quarteto, Erik Rutan e companhia voltam a ser um trio. Na bateria mantem-se Jade Simonneto, cujo estilo começa a ganhar contornos muito próprios, e para o baixo foi recrutado J.J. Hrubovcak, que já tocou nos Monstrosity e actualmente toca ao vivo com os Vile.



Mas como sempre, o cerne do trabalho está na composição das guitarras (sim, porque Rutan grava duas em estúdio e faz uma e meio ao vivo) que desta vez incluem mais melodia e outros contornos experimentais/progressivos. É incerto se este elemento adicional será o suficiente para apelar a novas audiências,

Pois os Hate Eternal continuam a ser uma banda tão extrema como antes. Mas que tornam a música mais apelativa em certos pontos, isso é indiscutível.

São nove faixas mais uma intro que levantam um paralelo interessante: pela velocidade e agressividade é possível comparar a posição dos Hate Eternal na esfera do Death Metal com a posição que os Slayer têm na esfera do Thrash, se bem que com um historial de sucesso radicalmente diferente.



The Eternal Ruler, a faixa de abertura, mostra que apesar de ter interrompido o seu conceito chave (a monarquia soberana) para honrar a morte do baixista Jared Anderson - ex-Morbid Angel e membro fundador dos Hate Eternal juntamente com Rutan - continua a ser "o rei", e já nem precisa de fazer muito para manter o seu trono.

Mas não deixa de ser extremamente interessante esta alteração na temática, nem que tenha sido apenas por um álbum. Como que um Gilgamesh moderno, o rei Rutan soube chorar a morte do seu Enkidu, surgindo agora como uma fénix que das cinzas se levanta para procurar a sua própria imortalidade.

O álbum prossegue com malhas como Thorns of Acacia, assente num forte ritmo de marcha que mistura extremismo e melodia. Haunting Abound foi a faixa utilizada pra apresentar o álbum na Internet antes do seu lançamento, trata-se de uma espécie de single de que poderão gostar mesmo os que não conhecem a banda.



Phoenix Amongst the Ashes, que revela o lado mais suave de Rutan, também se destaca como faixa forte. Mas o mesmo acontece com Hatesworn, onde Rutan volta a mostrar porque é que (independente das mortes e ressurreições) o ódio é eterno.

Deathveil e Lake Ablaze não são fillers, aliás são muito boas faixas, mas quase que pecam por não se conseguirem destacar tanto quanto as demais na minha opinião. Em The art of Redemption fica patente a vontade de Rutan em expandir o som da banda para além da "simples" técnica e extremismo.

The Fire Of Resurrection fecha o álbum e mostra os Hate Eternal num novo lume, com uma combinação de ritmos, melodias e um solo que destaca esta faixa não só dentro do álbum, mas também na carreira da banda em geral.

É sem dúvida um trabalho seminal que ficará na história do Death Brutal e que é sério candidato a álbum de Death Metal do ano, apesar de haver forte e abundante concorrência.

Gostava de agradecer pessoalmente e em nome do Pedra de Metal ao Erik Rutan que tive o prazer de finalmente conhecer e que me aprovou esta review.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

LIVE REPORT - Hate Eternal + Obscura + Beneath the Massacre + Defiled @ Revolver Bar, Cacilhas, 08-05-2011

Quem esperava uma tarde e noite da mais pura violência, brutalidade e técnica ficou sem dúvida satisfeito. A Xuxa Jurássica trouxe a Lisboa quatro bandas de Death Metal internacionais de três continentes diferentes, e o resultado agradou aos presentes, assim como às bandas.

O local escolhido inicialmente para este evento foi o Cine-teatro de Corroios, mas qual não foi a surpresa de muitos quando descobriram, em cima da hora ou mesmo no próprio dia, que o concerto afinal se ia realizar no Revolver Bar em Cacilhas.

Mas, se inicialmente o ambiente no Revolver era negativa quanto à mudança de cenário, o mesmo não se podia dizer no fim da noite. É que este pequeno (e algo deficiente espaço) com a sua mística de Undeground puro, junto a estas tremendas bandas e o ambiente do público gerou uma festa de Death Metal como vi poucas até hoje.



Por volta das seis e meia da tarde as portas abriram e pudemos assistir ao concerto dos japoneses Defiled, que vieram pela primeira vez à Europa. A banda presenteou-nos com um Death Técnico/Brutal violentíssimo mas apelativo, que se destaca por uma secção rítmica fantástica e uma guitarra diferente e original, não fossem os japoneses mestres do seu próprio estilo de composição.



A banda mostrou algumas dificuldades em comunicar em inglês, mas não abandonou o palco sem um discurso do guitarrista, o qual realçou que era um sonho para a banda estar pela primeira vez em Portugal, citando a relação histórica entre os nossos países. A banda praticou o seu Death Brutal/Técnico na perfeição e teve disponível o seu novo álbum "In Crisis", da chancela Season of Mist.



Seguiram-se os canadianos Beneath the Massacre, uma daquelas bandas que faz realmente juz ao nome Deathcore, pois mistura o feeling e energia do hardcore com composições típicas de uma banda de Death.



Mais uma vez o conjunto estava forte, e o destaque vai para o guitarrista - altamente técnico - assim como o baixista e vocalista, que mostraram em palco uma energia incrível.



A banda trouxe na mala 4 lançamentos, entre eles o EP Marée Noire de 2010, e tocaram faixas como Society's Disposable Son ou The Casket You Sleep In, que pareceriam já ser conhecidas do público pela reacção que geraram.



Seguiram-se os Obscura, que provavelmente teriam sido considerados a banda da noite se houvesse um inquérito à saída. Os alemães vieram sem o baixista Jeroen Paul Thesseling (dos holandeses Pestilence) mas acompanhados de um susbtituto mais que eficaz, se bem que sem o fretless bass que tantos esperavam ver e ouvir.



A banda comentou após o concerto que ficou surpreendida com a resposta e (se bem que estas declarações são sempre algo duvidáveis) classificou a diminuta audiência de "a melhor até agora" assegurando a vontade da banda de voltar em breve.



E esperemos que sim, pois pela primeira vez testemunhei - e participei claro - em cânticos à la jogo de futebol que acompanhavam as melodias de guitarra de uma banda de Death tão "extrema".



E a noite não estaria completa sem a subida ao palco de Erik Rutan, fundador e mentor dos Hate Eternal, assim como ex-guitarrista de Morbid Angel creditado entre os álbuns "Blessed Are the Sick" e "Gateways to Annihilation". A potência da sua voz e guitarra contrasta com uma pessoa que fora do palco aparenta ser tímida e humilde, algo que sinceramente não esperava de uma lenda viva do Death über-Brutal.



A banda pre-lançou em Portugal o seu novo álbum, que esteve disponível em três países europeus dias antes, mas que foi lançado para toda a Europa na segunda-feira. O novo trabalho retém toda a incessante brutalidade e técnica de Rutan, mas adiciona-lhe outros elementos que tornam a música mais complexa, apelativa e apreciável.



Os fãs de Hate Eternal tiveram o que esperavam: um Rutan no auge, a tocar guitarra como se a mesma se tratasse de uma extensão do seu corpo, e uma voz arrasadora sem muitos rivais no espectro mais extremo do Death Metal. Aliás, poucos serão os vocalistas que não falam mas sim continuam a fazer growl entre as músicas, levando muitos a dizer "não percebo nada" e outros a responder "duh, é Hate Eternal, é suposto ser assim".

Claro que os Hate Eternal "são" o Erik Rutan, mas é de louvar a formação que actualmente o acompanha; Jade Simonetto na bateria e no baixo J.J. Hrubovcak, veterano que já passou pelos Monstrosity, os Mourning e que toca actualmente ao vivo com os Vile. É possivelmente a formação mais forte dos Hate Eternal, a qual esperamos que regresse em breve a terras lusas.

O Pedras tem confirmados e aprovados pelas bandas PEDRAGULHOS ao álbum "Phoenix Amongst the Ashes" dos Hate Eternal, "Omnivium" dos Obscura e "In Crisis" dos Defiled. Estamos ainda em contacto com as respectivas editoras para assegurarmos o maior número possível de entrevistas a estas quatro excelentes bandas, e em breve divulgaremos mais informações.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Hate Eternal preparam 5º álbum nos estúdios de Rutan


Os Hate Eternal são das bandas de Death Metal mais técnicas, extremas, rápidas e simplesmente arrasadoras da actualidade e de todos os tempos; disto não restam dúvidas. Aliás, o que poderíamos esperar de um ex-guitarrista de Morbid Angel que inclusive abandonou a formação depois de “Gateways To Annihilation” para se dedicar em exclusivo ao seu próprio projecto.

A banda prepara o seu quinto álbum de originais – o segundo a ser lançado pela Metal Blade – no estúdio do próprio Erik Rutan, Mana Recording Studios. Mais uma vez a formação sofreu alterações: Rutan volta a desempenhar o papel de dois guitarristas, vocalista e compositor, com J.J. Hrubovcak na posição de novo baixista. O baterista permanece Jade Simonetto, que já havia gravado o lançamento anterior, “Fury and Flames”.


Rutan teve isto a dizer sobre o processo de gravação:

“A banda tem estado fechada nos Mana Recording Studios a trabalhar na pré-produção nos dois últimos meses, a fazer arranjos finais em músicas que escrevemos ao longo do último ano entre Tours assim como álbuns que eu produzi, e sentimos que conjuramos um dos álbuns mais pesados, retorcidos, maléficos, melódicos e insanos dos Hate Eternal até agora.”

A julgar por estas palavras e pela reputação de Rutan, estamos provavelmente perante um dos álbuns de Death Metal mais intensos de 2011. Mas não esperem uma simples repetição de trabalhos como “King of Kings” ou “I, Monarch”, pois segundo Erik Rutan:

“O meu objectivo era expandir o que a banda fez no passado, e adicionar novas dinâmicas e contornes ao tradicional e dissonante estilo dos Hate Eternal, mantendo-o no entanto na mesma veia.”

Erik Rutan vai continuar a emitir studio reports nos próximos meses, mas vários fãs já estão em pulgas para verem e ouvirem o novo material. Até lá, para quem não conhecer e quem quiser relembrar, fica aqui a videografia da banda.

Hate Eternal (EUA) - Death Metal Extremo

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