Os BlackSunrise regressam em força com “Oceanic”, o 3º álbum longa duração do colectivo e com edição novamente a cargo da Raging Planet.
Tendo a Água como principal elemento, digamos que a banda oferece-nos uma Intro e 10 temas capazes de causar maremotos!!!!
“Oceanic” deixa um pouco de lado o Hard-Core e traz-nos um Death-Metal mais melódico, mas não menos agressivo e poderoso, aliado a uma técnica bastante competente: voz multifacetada com recurso a guturais brilhantes, bateria potente com um grande uso de blasbeats, um baixo bastante encorpado e denso, e especial destaque para as guitarras com riffs intensos e solos bem incisivos.
A produção, mistura e masterização ficou a cargo de David Jerónimo, nos Malware Studios e mostra-nos um som mais coeso, denunciando a grande maturidade alcançada pela banda.
O disco conta também com uma lista de convidados especiais entre eles: Pedro Pedra (Grog),Jó (Theriomorphic), Filipe Correia, David Jerónimo(Concealment), Rizzo (Utopium) e Sofia Silva (ex-Neoplasmah)que participa no renovado “I Am The Sea”.
Estamos sem dúvida perante o mais equilibrado trabalho dos BlackSunrise, que destacam o tema “Physalia Physalis” com um vídeo-clip, embora, se me permitissem… eu nomearia o “Adamastor” como a melhor do álbum!
TrackList:
1 - Inhale\Exhale (Intro) 2 - Physalia Physalis 3 - Atlantida 4 - Crowning Neptune´s Wrath 5 - Asgard Dies 6 - I am the Sea 7 - Must be Purged 8 - Flesh 9 - Deep Without Mercy 10 - Adamastor 11 - Metamorphosis
Portugal teve o previlégio de ser dos países a receber os holandeses Pestilence, lendas renascidas do Death Metal , que apresentaram nesta digressão o álbum "Doctrine".
A responsável pelo evento foi a Notre Dame Productions e o local escolhido foi o já incontornável Side B em Benavente. Dado a minha paixão pelo género não podia deixar de estar presente para cobrir o evento para o Pedra de Metal.
Os sevilhanos Killem acompanharam os holandeses na perna ibérica desta tour, e em Portugal a abertura ficou a cargo dos Concealment e Blacksunrise.
A banda de Death Melódico lisboeta Blacksunrise abriu a noite, e aproveitou esta data espacial para se focar unicamente nos temas do seu novo álbum, "Oceanic", que o Pedras vos vai dar brevemente a conhecer em maior profundidade.
Já os tinha visto na festa de lançamento do seu álbum e do dos Grog, mas devo dizer que desta vez conseguiram surpreender-me ainda mais, talvez devido à adrenalina que tocar para uma banda estrangeira de renome traz.
Seguiram-se os Concealment, que traziam na bagagem o álbum novo "Phenakism" mas que apresentou ainda alguns temas de trabalhos anteriores.
Filipe encarrega-se bem tanto da única guitarra como da voz, mas algo a que ninguém fica indiferente é o baixo - de nove cordas - de Paulo.
A banda de Sintra já vem desde 1999 praticando uma mistura única de Death Metal (alguns diriam Deathcore) com elementos progressivos, experimentais e de outra forma eclécticos.
Os sevilhanos Killem estrearam-se em Portugal e apresentaram os seus dois álbuns repletos de malhas contagiantes. A banda já foi um quinteto mas está neste momento reduzida a quarteto. Não que se note, visto que se safaram tão bem que conseguiram inclusive fazer uma cover eficaz de Overactive Imagination dos Death com apenas uma guitarra.
O som da banda pode ser descrito como um Thrash/Death Metal com um instrumental fortíssimo, não querendo com isto dizer que Alex não tenha voz ou carisma de frontman, muito pelo contrário. Seja como for é sempre bom encontrar boas bandas entre nuestros hermanos, que têm quase tantas dificuldades em se fazer ouvir internacionalmente como nós.
Seguiram-se os Pestilence, que infelizmente não puderam tocar tanto tempo como pessoalmente esperava. A banda conta com um novo (mas bem eficaz) baterista e os membros originais na secção de cordas, com guitarras de oito cordas e um baixo fretless.
A actuação revelou-se uma festa de progressão e expertise, mas os Pestilence nunca foram uma banda para por a técnica acima da musicalidade, e demonstraram no Side B toda essa mestria.
Estiveram representados pelo menos seis dos sete álbuns de estúdio da banda (devo admitir que não consegui perceber se ficou representado o "Malleus Maleficarum") e o público pareceu contente com a selecção, que destacou - obviamente - "Doctrine".
Também foi uma oportunidade para os fãs de Obscura de verem o grande Jeroen no baixo, visto que está neste momento fora da banda germânica devido a esta tour com a sua banda de origem. Foi algo comentado entre o público, e houve quem gritasse Obscura a meio do concerto, o que sinceramente deve ofender o resto da banda.
Devo admitir que fiquei algo desiludido por tocarem apenas uma faixa de "Retribution Macabre". Sei que é um álbum que nunca estaria em destaque nesta altura do campeonato mas penso que não custava nada tocar, por exemplo, uma Horror Detox, e tenho a certeza que o pit ia ao rubro.
No final as opiniões ficaram divididas entre os mais velhos que já tinham oportunidade de ver a banda anteriormente. Enquanto alguns diziam que a banda "já não era a mesma coisa" outros contrastavam com "nunca os vi a tocar tanto" ou quem não desse importância a estas distinções.
Mas opiniões à parte, foi uma excelente noite de sábado com excelentes bandas nacionais e internacionais e, claro, o bom ambiente e estupendas condições do Side B. Esperemos que os holandeses voltem quando tiverem oportunidade de fazer outra tour europeia, e que continuem a lançar bons álbuns pois bandas de Death deste calibre querem-se vivas e bem.
O Pedra de Metal foi assistir à festa de lançamento dos novos álbuns de Grog ("Scooping the Cranial Insides") e Blacksunrise ("Oceanic") com apoio dos Alchemist ao Rock & Shots (antigo Lótus Bar) em Cascaus e foi sem dúvida uma quinta-feira para lembrar.
Uma entrada de meramente 3 euros e ainda se oferceram CDs a cada dez entradas. Não há crise que faça disto menos de que um excelente negócio. Ainda para mais tanto os Grog como os Blacksunrise tinham disponíveis packs de CD + Tshirt a preços bastante apelativos. No entanto, e para infelicidade de muitos dos presentes, os Grog não conseguiram ainda ter disponível o álbum "Scooping The Cranial Insides", numa falha que só pode ser atribuida à empresa responsável pelo fabrico do CD.
A abertura da noite quente e abafada ficou a cargo dos Alchemist, banda de Black & Roll composta por um membro de Mourning Lenore, um de Theriomorphic e um de Utopium. Já tinha tido o prazer de os ver tocar na Passagem de Ano 2010/2011 no Metalpoint, no Porto, mas certamente soube bem apreciar de novo, desta vez sem álcool no sistema (tanto eu como eles).
Ao peso e feeling the Black Metal puro da banda junta-se um ritmo diverso (daí o Roll) e ainda floreados nas guitarras que ajudam a tornar a música apreciável mesmo àqueles que nunca gostariam de uma banda de Black.
Seguiram-se os Blacksunrise, que passados mais de 5 anos se tornaram muito mais do que "putos de 19 anos que tocam uma cover de At The Gates", aliás, cover nem ouvi-la, para quem não tem prestado atenção, os lisboetas já contam com três álbuns de estúdio e não podem ser julgados por um "gimmick" do seus primeiros tempos.
Em destaque estiveram faixas do novo albúm "Oceanic" (disponível através da chancela Raging Planet) como "Crowning Neptune's Wrath", "Adamastor" e "Asgard Dies" entre outras. O mais recente vocalista da banda é carismático para além de eificiente, e o nível técnico da banda parece ter recentemente dado um enorme salto.
Mas claro, houve lugar para algumas faixas de "Azrael" e "Engulf the World In Frozen Flames", e o público de facto ficou triste da banda abandonar o palco sem tocar mais.
"Oceanic" é um lançamento com muito valor, que o Pedras vou vai dar a conhecer melhor em PEDRAGULHO brevemente, assim como os Blacksunrise, a quem vamos fazer uma entrevista.
E a fechar a noite tocaram os Grog, num concerto cheio de energia e participações por parte do público com uma qualidade de som incrível, especialmente e considerarmos que se trata de uma banda de Death/Grindcore bem extrema.
A primeira parte do concerto tratou-se da apresentação dos temas do novo álbum, "Scooping the Cranial Insides" e a segunda debruçou-se sobre os diversos trabalhos que a banda de Oeiras vem fazendo nas últimas duas décadas.
Tanto Alexandre Ribeiro (baixista dos Grog) como Luis Santos dos Blacksunrise (que é seu aluno) aplicaram baixos fretless e uma capacidade técnica incrível que me soube particularmente bem e que acho que enriquece muito o som das duas bandas, com destaque para os Grog, que com este "lead bass" ganham outra profundidade que normalmente as bandas de Grind não têm, por melhores que sejam.
Claro que também é importante destacar a boa onda e carisma de Pedro Pedra, vocalista de Grog e amigo do Pedra de Metal há já algum tempo, que soube puxar pelo (e entreter) o público, distribuir comentários com bastante humor e não se deixou fazer parar pelas estúpidas e repetitivas interrupções que um telemóvel parecia estar a causar, mas que eventualmente desapareceram por completo.
De facto, os Grog aplicam muito mais técnica em todos os intrumentos do que é comum no Grind mais pornográfico/gore, que é o que praticam, mas nunca esquecendo a musicalidade necessária para tornar as músicas apelativas e cheias de energia.
Para além dos vídeos que aqui apresentamos dos Grog há mais no canal Sons Subterrâneos e ainda falta fazer o upload de dois por isso aproveitem para apreciar mais de metade do concerto online.
Estejam atentos ao PEDRAGULHO que publicaremos em breve sobre o novo trabalho dos Grog, e aproveitem para ler a nossa entrevista com a banda.