Pedra de Metal

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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

PEDRAGULHO - Hang The Traitor "Hunt For Blood EP"


Já está disponível para venda direta o EP “Hunt For Blood”, o primeiro trabalho de estúdio da banda Hang The Traitor, que o Pedra de Metal teve recentemente o prazer de entrevistar.

O coletivo da Margem Sul já conta com uma rede de fãs invejável para uma banda não assinada, e isto é especialmente claro na Internet, em particular nas redes sociais onde desde sempre os Hang The Traitor estiveram bem representados.

Tratam-se de quatro seminais faixas de um Metal carregado de peso, velocidade mas também ambiente. De facto, no som dos Hang The Traitor cabem (literalmente) influências de Nile a Slipknot, se bem que a principal tendência da banda é claramente o Thrash Metal.

O álbum abre com Massacre, uma faixa que a que a audiência da banda já está habituada, pois é daquelas que está quase sempre incluída no set. Uma faixa que serve como microcosmos do som dos Hang The Traitor, começando com melodias ambientais que criam caminho para a violência que se segue.

“Destrói” é o primeiro single da banda, que já tem videoclip oficial disponível desde 2010. É o único original dos Hang The Traitor com letra em português e certamente uma das suas faixas mais avassaladoras, ideal para animar o pit.

Segue-se Rotten, uma faixa rápida e cheia de Groove que também costuma constar regularmente das atuações ao vivo, e que mais uma vez torna óbvias as influências de Thrash dos Hang The Traitor.

A faixa Hallucinate foi a escolhida para fechar este primeiro trabalho. Trata-se de um tema diverso que tal como Massacre começa com um ambiente melódico que esconde por trás um peso deveras contagiante.

Nos próximos tempos vamos voltar a estrada onde certamente re-encontraremos os Hang The Traitor, para vos trazer novos vídeos, reportagens e notícias deste genial coletivo.

Até lá visitem uma das várias páginas das bandas nas redes sociais onde podem adquirir o EP “Hunt For Blood” ou a primeira T-shirt oficial da banda.

terça-feira, 19 de abril de 2011

SWITCHTENSE - "Unbreakable" disponível hoje às 10:30

Hoje pelas 10:30 os Thrashers da Moita Switchtense vão disponibilizar o seu novo single, “Unbreakable”, no MySpace para audição.

O Pedra de Metal foi um dos primeiros meios de comunicação a ouvir esta fantástica malha e recomenda-a vivamente. Trata-se de algum do melhor Thrash/Groove que já se fez por terras lusas, com um potencial mais do que suficiente para brilhar no estrangeiro se as oportunidades o permitirem.

Para apoiar os Swtichtense neste lançamento, que antecipa o lançamento em Maio do seu segundo álbum, o Pedras vai adicionar esta fantástica faixa ao seu player, e em breve vamos acompanhar a digressão nacional de apresentação do álbum "Switchtense", estejam atentos!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

ENTREVISTA - Shadowsphere


É oficial: os Shadowsphere estão vivos, de boa saúde e recomendam-se como sempre. O Pedra de Metal teve a oportunidade de contactar com o guitarrista e fundador Luis Goulão após o Paio Pires Underground Fest para saber novidades dos autores de "Darklands" e "Hellbound Heart", que ao contrário do que se ouvia dizer não pararam nem morreram, apenas passaram por um periodo de reestruturação prolongado do qual agora emergem - nas palavras de Luis Goulão - mais fortes e dinâmicos.


PdM - Foi uma pena muito grande para os vossos fãs ver-vos passar tantos problemas de formação. Quanto tempo acabaram por estar inativos, podes resumir o que se passou nesse período?
Luis - Acabámos por estar inactivos desde o fim da “HELLBOUND TOUR 2007”, que culminou com o concerto com Rotting Christ e Malevolant Creation em Corroios, embora, até Julho do ano passado tenhamos dado concertos em Braga, e no Transmission. Na altura da paragem houve bastantes mudanças de line-up, e acabámos por ficar eu e o Paulo apenas. Entretanto no início do verão de 2010, e depois de inúmeros tryouts a guitarristas, baixistas e bateristas, o line-up ficou completo com os elementos compõem agora a nova formação.



PdM - Apenas restam dois membros da formação original e todo o resto da formação é recente. Quais são as principais características deste novo quinteto?
Luis - É uma formação, de longe, mais dinâmica e activa, não só no que diz respeito à composição, mas também no envolvimento nos restantes assuntos da banda. É uma formação ambiciosa q.b. e com muita força para seguir em frente.

PdM - Já tive oportunidade de ouvir duas http://www.blogger.com/img/blank.giffaixas novas ao vivo e espero ter outra oportunidade quando estiver convosco na sala de ensaios para fazer reportagem para fazer reportagem. Na vossa opinião o que mudou nestes novos temas, e o que permanece igual?
Luis - Em primeiro lugar mantém-se a essência “SHADOWSPHERE”, ou seja, death metal com um grande cariz melódico. O que mudou? Devido ao amplo espectro musical desta nova formação, está a ser possível explorar outros caminhos, outras sonoridades, ou seja, fazer um novo update ao som da banda.


PdM - Já estão agendadas as gravações do novo álbum, ou ainda se encontram em fase de pré-produção?
Luis - Estamos ainda a fazer a pré-produção, mas já está definido o período das gravações

PdM - Qual vai ser o local escolhido para a gravação? E quem vai ser a responsável pela produção e mistura?
Luis - Ainda não podemos dizer nada, até porque o estúdio ainda não está marcado, mas brevemente será revelado.

PdM - Tencionam com o próximo álbum mudar e/ou evoluir o estilo do Shadowsphere ou por outro lado querem um trabalho de continuidade?
Luis - Continuaremos a dar aos fãs todo o poder e melodia a que já os habituámos, mas com uma evolução marcada que certamente será apreciada e acarinhada, não só pelos já fãs, mas esperamos nós, por novos fãs também.

PdM - Anteriormente editaram álbuns independentemente e com o apoio da Recital, esperam que isso se repita?
Luis - Sim, esse processo ir-se-á manter. O apoio da Recital ao longo dos anos foi incondicional e o nosso agradecimento é profundo ao Sr. Manuel Teixeira.

PdM - A nova faixa “Sworn Enemy” conta com a participação de Patrícia Rodrigues dos Thanatoschizo. Vai constar do novo álbum?
Luis - Sim, vai. É a faixa escolhida para ser o single do álbum. Na minha opinião é uma das melhores faixas do disco e muito diferente do que tinhamos feito até agora. Ambas as vozes e o instrumental estão muito potentes, e a voz da Patrícia traz um sentido novo de sonoridade à nossa música.



PdM - Vai haver mais participações da parte de convidados?
Luis - Estamos a equacionar mais convidados sim, mas isso ainda vai depender de timmings de gravação e disponibilidade dos mesmos. Portanto ainda não posso adiantar nada.

PdM - Que actuações já têm os Shadowsphere agendadas por agora?
Luis - Antes da gravação do disco novo iremos ter dois concertos, no próximo dia 16 de Abril em São Pedro do Sul, e dia 27 de Maio no Transmission em Lisboa.

PdM - Diriam que hoje em Portugal há mais ou menos condições para uma banda do que quando começaram?
Luis - Na minha opinião, neste momento existem “toneladas” de condições para as bandas. Estúdios bons, mais sítios para tocar, mais hipóteses de dar a conhecer a banda ao grande público. Quando começámos também haviam essas condições, mas em menor quantidade e qualidade.

PdM - Ainda é possível obter algum dos vossos lançamentos anteriores, e se sim, como?
Luis - Sim, ainda é possível. Basta irem aos nossos concertos, ou contactarem-me directamente para shadowsphere.metal@gmail.com

PdM - Não posso evitar de fazer esta pergunta: os Shadowsphere acabaram por perder algum do ímpeto que tinha devido a este período de inactividade. Têm intenções de fazer o que for necessário para voltarem ao vosso lugar devido na cena nacional?
Luis - Sinceramente acho que SHADOWSPHERE não perdeu ímpeto por causa deste período de 3 anos. A nova formação é bastante dinâmica e apenas mais alguns concertos irão consolidar a parede sonora que sempre nos caracterizou. Muita gente fala desse período como se a banda tivesse acabado e voltado agora, mas a banda não acabou, apenas estivemos parados (mudanças de lin-up ou não ficam à parte). A maior parte das bandas demora 2 ou 3 anos a lançar um disco novo, ou às vezes até mais, e nesses casos nunca vi mencionado em lado nenhum “perda de ímpeto” devido a uma longa paragem. Provavelmente, mesmo não tendo havido mudanças de line-up, teríamos levado o mesmo tempo para editar o album novo.

PdM - Que recomendações fariam aos vossos fãs para vos ajudar? E para os curiosos, como podem ficar a conhecer melhor os Shadowsphere?
Luis - SHADOWSPHERE sempre foi uma banda com fãs muito fiéis, e as únicas coisas que tenho a dizer, é o meu agradecimento incondicional a todas essas pessoas e pedir-lhes que continuem a vir aos nossos concertos e a apoiarem a banda como sempre o fizeram. Para aqueles que não nos conhecem, podem consultar o nosso myspace em www.myspace.com/shadowsphereofficial ou o nosso facebook em www.facebook.com/shadowsphere.metal

PdM - Obrigado por nos darem esta entrevista e voltamo-nos a encontrar na sala de ensaios para a reportagem. Boa sorte com os concertos agendados e a produção do novo álbum.
Luis - Nós é que agradecemos esta oportunidade e podem contar brevemente com dois grandes concertos e um grande álbum a chegar. Cheers!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

LIVE REPORT Theriomorphic + Annihilation + Wrong Tape + Hang the Traitor + Machinergy + Autopsya

No passado dia 5 quem passou pelo Revolver Bar teve direito a um mini-festival de bandas nacionais pela módica quantia de 7 euros.

O alinhamento que inicialmente ia contar até com uma banda espanhola sofreu várias alterações - inclusive a substituição dos M.O.R.G. pelos Annihilation bem em cima da hora - mas acabou por resultar bem, com seis espectáculos bem espalhados ao longo de uma tarde e noite.

A abertura ficou a cargo dos Autopsya, banda de Thrash vinda de Loures que fechou o concerto com o seu Hino da Cerveja, a uma que é preciso coragem para já estar a mandar copos abaixo. O seu Thrash mistura influências clássicas com modernas o que contribui para o seu apelo.



Seguiram-se os Hang the Traitor, banda da Margem Sul cuja sonoridade ronda um Thrash metal com influências de Hardcore. Uma presença forte em palco e muita intensidade; suspeito que os Hang the Traitor ainda vão ser responsáveis por começar muitos pits.



Infelizmente não nos foi possível assistir ao concerto dos Thrashers Machinergy, algo que lamentamos pois compreendemos mal quando era o intervalo para jantar. Não obstante quem estava lá e viu disse tratar-se de uma boa exibição de uma banda da qual começamos a ouvir falar mais.

Seguiram-se os Wrong Tape de Aldeia de Paio Pires, em Setúbal, com um som bastante atractivo e melódico numa veia Metalcore. Pareceram ser das bandas que mais se conseguiram ressonar com a audiência e músicas como Impossible ficam no ouvido quase que à primeira audição.





Introduzidos no cartaz em cima da hora o nome dos Annihilation não aparecia sequer no bilhete e a banda atrasou-se, mas no fim acabou por valer a pena - e de que maneira. A banda lisboeta que se prepara para lançar o álbum "Against the Storm" presenteou-nos com um Death Metal forte e técnico, numa onda que não é muito comum ou popular entre as bandas nacionais.






A fechar a noite tocaram os Theriomorphic, que já são bem conhecidos dos palcos de todo o país. A banda tem por natureza ser trabalhosa e esse esforço já se vê em actuações semi-perfeitas sucessivas e uma capacidade de dar novo alento a material que já tem alguns anos. Claro que covers como Outra Rodada dos Mata Ratos ou Pull the Plug dos Death ajudam, mas importa dizer que os Theriomorphic têm um som perfeitamente adequado a qualquer palco nacional e não precisam de "muletas" deste género.











As portas abriram às 4:30 e os concertos só terminaram depois da meia noite, mas ainda se ficou em festa até as duas da manhã, hora de fecho do Revolver bar. A falta de mais gente assim impediu que a festa fosse maior mas não seis bandas nacionais de mostrarem que por cá se vai fazendo boa musica, mesmo que acabe por passar despercebida.