
Mais uma grande entrevista de uma banda nacional que se encontra em crescimento, os Darkside of Innocence.
Falamos com Pedro Remiz, um dos mentores deste projecto.
Pedra de Metal: Como surgiram os DOI?
Pedro R: Os DOI nascem de uma iniciativa minha em conjunto com um amigo de longa data (que acabou por abandonar o projecto), há 4 anos atrás. Tinha em mente poder expressar os meus sentimentos mais íntimos, enfatizar a minha poesia, dando-lhe um pouco mais de vida. Dar uma cara ao mundo de utopias que idealizava. Mais tarde e pouco tempo depois o André juntou-se a esta ideia e confirmou a sua presença como um dos fundadores de Darkside of Innocence. Também o Pedro Bandeira veio tocar para os DOI como baterista e a formação como base parte daí. De resto têm existido imensas alterações no que toca à formação da banda.
P. M.: Porque decidiram lançar o álbum de forma digital e gratuita?
Pedro R: Bem, isso deve-se essencialmente à nossa saturação em torno de “Infernum Liberus EST”, como tenho vindo a referir última e publicamente. É um álbum que demorou imenso tempo a ganhar vida devido aos vários problemas que assolaram a sua composição e isso afectou-nos enquanto músicos, pois não poderíamos progredir enquanto não o concluíssemos. Naquela altura principalmente, tornou-se basicamente uma frustração, pois queríamos por em prática novas ideias. Por isso e com todo aquele tempo de realização, (que levou desde a sua concepção à sua produção) e essencialmente por não possuirmos qualquer tipo de editora (pois ainda tentámos materializa-lo), acabamos por decidir que o melhor seria partir em frente para uma nova etapa. Etapa essa, que demonstraria muito mais da nossa identidade e em que nos encontramos já a trabalhar.
P. M.: Quem é a Sophia?
Pedro R: É uma pergunta à qual, tenho sempre imenso gosto em responder. No fundo Sophia pode ser quem ou o quê. Essencialmente esta Sophia que pregamos e se analisarmos a sua etimologia, a mesma palavra refere-se à sabedoria, descrita pelos velhos Sophistas gregos. Sophia também é representada aqui, sobre uma face mais mística! Tem um sentido alusivo a uma divindade, ou seja uma deusa que está associada por exemplo; às origens, à lua, às marés, à deusa mãe, deusa negra do conhecimento, à serpente e um vasto leque de tantos outros associados.
P. M.: Quais são as bandas que serviram de influencia na sonoridade dos D.O.I.?
Pedro R: Bem, gosto considerar que o mundo foi, é e será, a maior influência da nossa existência.
P. M.: Como tem recebido a vossa música, nos vários concertos que tem dado?
Pedro R: Bem, sou suspeito para falar nisso. Temos tido um excelente feedback mas não tanto ao vivo, pois não temos actuado muito recentemente. Contudo, os concertos de apresentação que fizemos a “Infernum Liberus EST” (2 em Lisboa) superaram em muito as nossas expectativas, tanto a nível de afluência como de reacção por parte do público. Foram excelentes experiências que queremos repetir num futuro breve.
P. M.: Alias a vossa agenda de concertos, tem estado bem preenchida:)
Pedro R: Bem, ultimamente não considero que tenhamos uma grande actividade ao vivo. De qualquer das maneiras isso explica-se porque estamos mais interessados na composição do sucessor de “Infernum Liberus EST”!
P. M.: Porque decidiram dividir o álbum em 5 actos?
Pedro R: É simples; O álbum representa uma estória fictícia que está dividida em 5 capítulos, sendo que cada 1 tem a sua respectiva introdução e posterior andamento.
P. M.: E o mercado internacional, estão a apostar nele? Ou estão mais interessados em ganhar nome no mercado nacional?
Pedro R: Sim, com certeza! Desde o inicio que apostamos no “mercado” internacional. Ainda que e de certa forma, não ache correcto o termo “mercado” para descrever onde vamos apostando actualmente. Mas temos viajado imenso por esse mundo e o álbum teve uma excelente aceitação lá fora, tendo o mesmo sido acolhido com uma curiosidade bastante favorável às nossas pretensões.
P. M.: Uma mensagem para quem vos lê no Pedra de Metal?
Pedro R: Muito obrigado por toda a atenção! Continuem com toda a informação na “Pedra de Metal”!
Entrevista efectuada por Paulo Emperor e Bruno DarkMotion
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