Pedra de Metal

Mostrar mensagens com a etiqueta Enemy of Silence. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Enemy of Silence. Mostrar todas as mensagens

domingo, 15 de maio de 2011

MINDLOCK fazem a abertura de Iron Maiden na Concentração de Faro, 14-7-2011

Os Thrashers algarvios Mindlock vão abrir o concerto de Iron Maiden na concentração motard de Faro deste ano, a realizar-se no dia 14 de Julho.



A banda traz na mala o álbum "Enemy Of Silence", lançado em 2010, e que o Pedra de Metal teve o prazer de ver apresentado em Oeiras, nos Estúdios Nirvana.

~

É bom saber que uma banda portuguesa, em especial uma de Faro, vai ter esta enrorme honra e oportunidade, pois é uma banda que certamente merece. "Enemy Of Silence" é um excelente álbum de Thrash/Groove que esperamos vir a dar em conhecer melhor em PEDRAGULHO.



Mas até lá aproveitem para ler a entrevista que já publicamos com Francisco dos Mindlock.

domingo, 5 de dezembro de 2010

ENTREVISTA - Mindlock


Os farenses Mindlock podem ser contados entre os grandes nomes do Thrash português. Depois de assistir ao concerto, o Pedra de Metal foi falar com o guitarrista Francisco Aragão para saber mais sobre o que se passa com a banda, que apresenta actualmente o seu novo álbum "Enemy of Silence".

PdM - Olá, agradeço-te antes de mais a oportunidade de te entrevistar.
Entre o lançamento de "Egotrip" e o de "Enemy of Silence" vão sete anos. O que fizeram os Mindlock durante este tempo?
Francisco - Durante esse tempo estivemos a promover “Ego Trip”com concertos um pouco por todo o país. Compusemos ainda um álbum que nunca chegou a ser editado dada a saída do nosso antigo baterista muito perto da data em que íamos entrar em estúdio. Decidimos não editar esse trabalho por ter sido composto juntamente com ele e no processo e procurar um novo baterista encontrámos o Amadis Monteiro com quem compusemos a maior parte do novo álbum “Enemy Of Silence”.

PdM - As dez novas faixas foram compostas recentemente e/ou na mesma altura ou este álbum junta o esforço feito ao longo dos últimos anos?
Francisco - Este trabalho não é uma compilação de temas que fomos compondo e não levou sete anos a fazer. Acho que em menos de dois anos, após termos encontrado o actual baterista, compusemos, gravámos e vimos o trabalho editado e a ser distribuído. Foi um processo relativamente rápido e continuado. É material “fresco”.



PdM - Chegaram a ser criticados no início da década por serem uma banda de "Nu-Metal", acusação da qual sempre se defenderam. Mas com a direcção musical deste novo álbum fica a ideia de que quiseram enterrar essas críticas, será este o caso?
Francisco - Não. Sempre fizemos o que achamos que nos dá mais prazer e as pessoas são livres de rotular como entenderem. Este álbum é de facto mais pesado que os anteriores e tem algumas diferenças a nível de sonoridade mas tal como os outros retrata um período de tempo em que a banda decidiu gravar em disco um conjunto de temas e é esse período que fica registado. Se este trabalho soa diferente dos anteriores, é porque nós também nos sentimos diferentes. Encaramos isso como uma evolução e não uma mudança propositada.

PdM - O vosso som parece neste momento mais do que o Thrash/Groove que advogavam no início da vossa carreira: os solos e leads de "Enemy of Silence" revelam uma faceta mais melódica dos Mindlock. De onde surgiu esta influência?
Francisco - As nossas composições anteriores explorávam mais o ritmo que a melodia não sentimos que pedissem tantos solos de guitarra. Tal como disse, evoluímos enquanto conjunto e enquanto músicos e, para além de termos adquirido mais experiência e técnica, os nossos gostos e aquilo que procuramos para o grupo transformaram-se durante todo esse processo. Hoje em dia pensamos, compomos e tocamos de maneira diferente.

PdM - O Thrash português parece estar em revivalismo. Nesta década tivemos Mindlock, Shadowsphere, Painstruck, Pitchblack, Switchtense, Hematoma, The Spiteful e muitos outros. Como veteranos desta área o que diriam que isto vos faz sentir?
Francisco - Penso que só nos podemos sentir bem. Gostamos muito do que fazemos, sempre gostámos e se a nossa música se manteve fiel a uma época ou estilo musical é porque é dentro desse espectro que melhor nos conseguimos expressar.

PdM - Não restam quaisquer dúvidas do vosso sucesso no Algarve. Porquê tanta dificuldade em expandir o vosso som a todo o país, especialmente visto que estão no catálogo da Rastilho, uma das maiores editoras do país?
Francisco - A principal barreira que temos pela frente são as despesas de deslocação que temos sempre que vamos apresentar um espectáculo fora do Algarve. Como moramos numa ponta do país é-nos impossível efectuar grandes deslocações sem ter grandes gastos financeiros que muitas das vezes se podem tornar em prejuízo. A nível discográfico penso que o nosso trabalho está a ser divulgado um pouco por todo o país e podendo ainda adquirir-se “Enemy Of Silence” online através do site da Rastilho.

PdM - Que exposição internacional esperam para este novo trabalho? Há planos para fazerem digressão internacional ou juntarem-se a outras bandas com esse intuito?
Francisco - Já recebemos boas críticas ao nosso trabalho vindas de revistas do estrangeiro. Tocar lá fora é sempre algo que temos em mente mas que muitas das vezes nos sentimos de mãos atadas para que se torne numa realidade. De momento a edição de “Enemy Of Silence” e apenas a nível nacional, se bem que através da Internet e do contacto com outras bandas e editoras esperamos levar a nossa música e os nossos espectáculos a mais países.

PdM - A vossa actuação ao vivo é algo de extraordinário dentro do que se faz por Portugal. Primeiro é fascinante que ter só um guitarrista não vos faça confusão quando o trabalho de guitarras é tão completo, e por outro lado a vossa energia é algo de real e raro, não só pela intensidade que transmitem mas também pela honestidade que conseguimos sentir isso em cada espectáculo. Como é que uma banda com um poder assim não é vista mais vezes em concertos fora do Algarve?
Francisco - Obrigado! Mas acho que essa pergunta deve também ser feita aos agentes musicais e às pessoas e entidades que contratam as bandas. Nós tentamos, por nossa conta, sair do Algarve o mais que podemos e as despesas são grandes. Muitas das vezes não nos podem garantir o suficiente para cobrirmos essas despesas e mesmo assim vamos à aventura. Quando as contas são feitas, sabemos que às vezes estamos a pagar para tocar... é triste mas é assim! Acho que fazemos a nossa parte, e não somos ricos.

PdM - Ainda têm alguns concertos na Persuading the Enemy Tour com os The Spiteful certo? Onde e quando se vão realizar?
Francisco - Sexta-Feira dia 10 de Dezembro no In Live Cafe, na Moita e Sábado dia 11 de Dezembro no Estudantino Bar em Viseu.

PdM - O que se prevê para o futuro dos Mindlock, qual vai ser o próximo passo?
Francisco - Para já, vamos continuar a promover o álbum pelo país fora que é algo que nos dá muito gozo. De resto... quem sabe?

PdM - Mais uma vez agradeço a vossa disponibilidade e boa sorte para o resto da tour.
Francisco - Obrigado nós!






MySpace
Enemy of Silence na Rastilho
Metal Archives
Spirit of Metal
Facebook
Youtube: mindlockband

domingo, 28 de novembro de 2010

LIVE REPORT - Mindlock + The Spiteful @ Estúdios Nirvana em Barcarena, 27-11-2010



Uma noite gélida, um lugar inóspito. Quem passasse sábado à noite nas imediações dos Estúdios Nirvana em Barcarena nem se apercebia que estava a haver uma festa no interior. O complexo de estúdios que normalmente é ocupado pelas suas bandas residentes foi o lugar escolhido pelos farenses Mindlock para a apresentação em Lisboa do álbum “Enemy of Silence”, acompanhados pelos leirienses The Spiteful, que continuam a promover o álbum de estreia "Persuasion Through Persistence".

A sala não ficou mais que meio cheia; entre o jogo do Sporting, o concerto de Katatonia na sexta e o de Threat Signal no próprio dia concorrentes e desculpas não faltaram. O local também sofre por só ser possível lá chegar de carro, mas diria que a qualidade do som vale bem a pena. Vazio ou cheio presenciamos uma actuação poderosa e intimista, marcada pela forte qualidade do som (fora um ou dois pregos da produção). E sim, penso que uma actuação de duas bandas deste calibre por uns meros cinco euros é uma pechincha, mesmo em tempos de crise.



Já depois da meia-noite os The Spiteful começaram a sua actuação, com a faixa Sinner Suits Sin. Uma actuação forte que consistiu principalmente de faixas do seu primeiro longa-duração, “Persuasion Through Persistence”, editado o ano passado. Os dois pontos altos da actuação foram a faixas Black Tongue, Method of Fire (com o seu refrão arrasador) e New Level, uma cover de Pantera que sofreu um prego da parte da produção. Mesmo assim, A New Level foi das faixas que mais puxou pelo público toda a noite, e a actuação prosseguiu sem problemas adicionais.



Os Mindlock abriram o concerto com Firekiss, a faixa de abertura do seu novo álbum. O espéculo consistiu essencialmente do alinhamento de “Enemy of Silence”, com faixas do longa duração “Egotrip” e o EP “Manifesto” à mistura. O quarteto vem do sul com um poder e uma atitude respeitáveis, e sem dúvida que merecem melhores palcos e maiores públicos. A falta de uma segunda guitarra traz desvantagens mas por outro lado é louvável a forma como Xico se safa sozinho nesse departamento.

Para além da Firekiss, pontos altos nas faixas Sing Like You Were Dead, Blockage e Alcohol Ecstasy. A faixa Unleashed, uma das mais fortes do novo álbum, sofreu uma falha de produção a meio que forçou a banda a fazer uma pausa. Os Mindlock fecharam o seu set com (u)mans, a primeira faixa do álbum de 2003 “Egotrip”, numa altura em que o público invadiu o palco (incluindo os The Spiteful) a pedido do guitarrista Xico.



Foi pena que mais pessoas não tivessem aproveitado para ver este espectáculo. A actuação valeria bem a pena mesmo que o preço não fosse tão baixo, e de uma maneira ou outra, quem lá esteve não se vai certamente esquecer. O que o local perde em falta de acessos ganha na qualidade do som. Quase que as duas actuações cruzaram a barreira entre concerto e ensaio ao vivo, afinal de contas estávamos num complexo de estúdios profissionais que se especializa nessa área. Pesados os prós e contras, apenas sobra a vontade de que ambas as bandas regressem à capital.

A animação da noite esteve a cargo do DJ xBEANx e de alguns membros da produção dos estúdios. As bebidas iam-se servindo e a música sabia bem, o ambiente era aconchegado e o frio começava a já não se sentir tanto. O concerto foi atrasado primeiro porque as bandas tiveram problemas na verificação do som mas depois também para dar hipótese a mais pessoas de chegarem, até porque não havia limites de horas e bem depois das duas da manhã os Mindlock ainda tocavam.


Este artigo foi escrito com a colaboração de Vitor Hugo Teixeira. Podem encontrar mais videos da noite neste canal do YouTube.